Opinião
A preservação da vida marinha
Editorial do Estadão
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente vai combater a pesca predatória em São Paulo por meio da criação de áreas marítimas de preservação ambiental e da intensificação da fiscalização no litoral. O governador José Serra deverá assinar em 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, decreto de criação das Áreas de Proteção (APAs) dos litorais norte, sul e centro. Com isso, a área protegida na orla do Estado de São Paulo passará de 1 milhão de hectares para 2 milhões de hectares.
O secretário Xico Graziano está determinado a acabar com as parelhas de arrasto, modalidade de pesca em que redes de malha fina de até 2 mil metros são puxadas por duas embarcações, capturando o que houver no fundo do mar. A pesca de arrasto é, muitas vezes, praticada nas proximidades das praias, onde há peixes pequenos, que acabam sendo descartados por terem baixo valor comercial. Além disso, os cabos de aço e correntes usados na pesca de arrasto remexem o fundo do mar, causando danos ecológicos que perduram durante anos. Estima-se que, de cada dez quilos de peixes e crustáceos capturados dessa maneira, nove se transformam em lixo nas águas. E, graças à pesca predatória, 17 espécies de peixes já são consideradas ameaçadas de extinção no litoral paulista.
Portanto, a iniciativa do governo estadual é oportuna, mas as autoridades terão de vencer o desafio de elaborar normas de manejo dessas APAs que, ao mesmo tempo, preservem o meio ambiente e atendam os pescadores que tiram o seu sustento do mar.
Especialistas do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo asseguram que, como unidades de conservação de uso sustentável, as APAs podem ter regras mais flexíveis e menos restritivas. Assim, as atividades de pesca amadora e artesanal podem ser mantidas nessas áreas.
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Editorial do Estadão
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente vai combater a pesca predatória em São Paulo por meio da criação de áreas marítimas de preservação ambiental e da intensificação da fiscalização no litoral. O governador José Serra deverá assinar em 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, decreto de criação das Áreas de Proteção (APAs) dos litorais norte, sul e centro. Com isso, a área protegida na orla do Estado de São Paulo passará de 1 milhão de hectares para 2 milhões de hectares.
O secretário Xico Graziano está determinado a acabar com as parelhas de arrasto, modalidade de pesca em que redes de malha fina de até 2 mil metros são puxadas por duas embarcações, capturando o que houver no fundo do mar. A pesca de arrasto é, muitas vezes, praticada nas proximidades das praias, onde há peixes pequenos, que acabam sendo descartados por terem baixo valor comercial. Além disso, os cabos de aço e correntes usados na pesca de arrasto remexem o fundo do mar, causando danos ecológicos que perduram durante anos. Estima-se que, de cada dez quilos de peixes e crustáceos capturados dessa maneira, nove se transformam em lixo nas águas. E, graças à pesca predatória, 17 espécies de peixes já são consideradas ameaçadas de extinção no litoral paulista.
Portanto, a iniciativa do governo estadual é oportuna, mas as autoridades terão de vencer o desafio de elaborar normas de manejo dessas APAs que, ao mesmo tempo, preservem o meio ambiente e atendam os pescadores que tiram o seu sustento do mar.
Especialistas do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo asseguram que, como unidades de conservação de uso sustentável, as APAs podem ter regras mais flexíveis e menos restritivas. Assim, as atividades de pesca amadora e artesanal podem ser mantidas nessas áreas.
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