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Mostrando postagens de 2017

Física

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Opinião

Ninguém é obrigado a ser infiel porque ninguém é obrigado a ser fiel

João Pereira Coutinho
Infidelidade: não existe outro tabu que seja tão universalmente condenado e tão universalmente praticado. Boa frase. Não é minha. Pertence a Esther Perel, e a revista "1843", do grupo "The Economist", dedica-lhe um artigo ("What's Wrong with Infidelity?" ).

A dra. Perel, belga, 58, é a psicóloga do momento para problemas de conjugalidade —e infidelidade. A sua missão é simples: desdramatizar. O casamento não extingue os desejos que permanecem na natureza humana. E a sociedade contemporânea não ajuda: antigamente, diz ela, era possível dar o nó e passar anos e anos com a mesma criatura (e um sexo assim-assim). Hoje, a oferta é variada (e a procura, idem).

Além disso, acrescenta a doutora, é um erro condenar o infiel e simpatizar com o elemento enganado. As "culpas", se a palavra se aplica, são muitas vezes repartidas. E, em certos casos, residem apenas no e…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 13 / 01 / 2017

O Globo
"Estado do Rio ultrapassa limite de gasto com pessoal"
Folha de pagamento já consome mais que o permitido pela lei
Pezão voltará a propor à Alerj contribuição previdenciária extra para servidores
O Estado do Rio ultrapassou o permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal em gastos com pessoal (60%), comprometendo quase 74% da receita corrente líquida. Em 2016, foram cerca de R$ 34 bilhões em salários, de acordo com a Comissão de Tributação da Alerj. O governo Pezão vai propor contribuição previdenciária de 20% dos salários dos servidores, por dois anos, inclusive para aposentados. 
O Estado de S.Paulo
"Corte da taxa de juro anima Bovespa e desvaloriza dólar"

Presidente Michel Temer diz acreditar que a Selic – hoje em 13% – cairá gradativamente para um dígito
A Bovespa reagiu com forte otimismo ontem à decisão do Copom de reduzir em 0,75 ponto porcentual a taxa básica de juros, para 13%, numa queda maior que o esperado. A Bolsa fechou em al…

Física

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Opinião

Olhar-se muito tempo olho no olho é bom começo para se estrangular

Contardo Calligaris
"Due cuori e una capanna" é uma expressão italiana (ou especialmente popular na Itália). Seu sentido mais óbvio é que duas pessoas que se amam, para ter uma vida boa, não têm necessidade de riquezas: podem até morar numa barraca –só o básico para se proteger do frio, do sol e da chuva. Talvez nem isso. "Dois corações e uma cabana" significa que o amor é tudo de que precisamos.

De fato, se você estiver passando por um momento de vacas magérrimas, não há dúvida de que um casal companheiro, apaixonado e amigo pode ser de grande ajuda.

Mas o sentido da expressão vai além das contas do fim do mês. "Dois corações e uma cabana" significa também que um casal, rico ou pobre, SE basta, ou seja, não precisa de mais ninguém.

"Passageiros", de Morten Tyldum (em cartaz), é um blockbuster excelente –também pelas reflexões que ele introduz inevitavelmente.

A primeira (sem perigo de…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 12 / 01 / 2017

O Globo
"Acordo entre União e Rio envolve R$ 50 bi até 2020"
Total inclui revisão de gastos e receitas

Papéis da Cedae serão dados em garantia ao pacto. Privatização da companhia, que pode acontecer ainda este ano, depende da aprovação da Alerj
O acordo financeiro entre o Estado do Rio e a União reúne ações que só este ano somam R$ 20 bilhões, incluindo redução de gastos, aumento de receitas e reestruturação das dívidas. Até 2020, o impacto será de cerca de R$ 50 bilhões, informa MARTHA BECK. Ontem, em reunião do governador Luiz Fernando Pezão com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ficou acertado que a Cedae será transferida para o governo federal como garantia do acordo. Em seguida, a União fará a concessão da empresa à iniciativa privada. O processo dependerá da aprovação da Alerj, mas pode ser concluído em 2017.

O Estado de S.Paulo
"BC acelera corte de juros e reduz Selic para 13% ao ano"

Decisão do Copom de diminuir taxa em 0,75 pont…

Física

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Opinião

Fazendo a América mais suja ainda

Clóvis Rossi
Donald Trump não precisa de relatórios confidenciais de quem quer que seja para ser criticado –e pelos mais diferentes motivos.

Basta reproduzir suas declarações. Às vezes nem é preciso comentá-las. Falam por si só –e falam mal, aliás.

Por isso, a mídia entra em terreno movediço ao dar curso a um suposto dossiê elaborado por um agente britânico de inteligência sobre a profundidade dos negócios de Trump com a Rússia e a oportunidade que eles teriam oferecido para que os serviços russos de inteligência levantassem informações supostamente comprometedoras.

Fica implícita a possibilidade de que os russos usem o dossiê contra Trump, já na Presidência, se ele se tornar inconveniente para Vladimir Putin.

O sítio BuzzFeed chegou ao extremo de publicar a íntegra do relatório, embora seu editor Ben Smith tuitasse: "Como apontamos em nossa história, há sérias razões para duvidar das alegações" [contidas no dossiê].

Meu Deus do céu, desde quando o…

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 11 / 01 / 2017

O Globo
"Acordo prevê redução de jornada e salário de servidor"
Pezão se compromete a adotar medida se Supremo aprovar

Apesar da resistência do governador, venda da Cedae é outra decisão que o estado pode tomar como contrapartida à ajuda financeira da União para reequilibrar as contas fluminenses
O acordo com o governo federal para o reequilíbrio das finanças do Estado do Rio prevê a redução da jornada de trabalho e, consequentemente, dos salários dos servidores. A medida dependerá da derrubada, pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, de liminar que impede a aplicação da redução da jornada de trabalho do funcionalismo. Em contrapartida ao socorro da União, também está sendo discutida a venda da Cedae em até dois anos, informam CAROLINA BRÍGIDO e MARTHA BECK.

O Estado de S.Paulo
"Rio, Minas e RS terão rombo de R$ 19,5 bi"

Apesar de ajuda federal, Estados em calamidade financeira fecharão ano com déficit bilionário
Mesmo que a União costure um a…

Física

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Opinião

Portugal de hoje é o país que Mário Soares defendeu e ajudou a construir

João Pereira Coutinho
O século 20 português ofereceu dois nomes políticos ao mundo: António de Oliveira Salazar (1889- 1970) e Mário Soares (1924-2017). Irônico e injusto juntar os dois na mesma frase? Talvez.

Salazar foi ditador durante quase quatro décadas –e este vergonhoso fato, que abisma qualquer observador estrangeiro, ainda não teve uma explicação definitiva.

Conheço algumas: havia a memória da violência e da instabilidade da 1ª República (1910-1926); o medo da Guerra Civil Espanhola (1936-1939); a neutralidade preciosa da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Havia a polícia política, a censura, o conluio do Estado Novo com a oligarquia econômica e a Igreja Católica.

Tudo isto me parece parcelar e, em alguns casos, duvidoso. Uma explicação global para a sobrevivência da ditadura ainda não apareceu com rigor e clareza.

Mário Soares, que os portugueses enterram nesta terça (10/1), é o segundo nome. E quando se fala do …

U.V.

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Manchetes do dia

Terça-feira 10 / 01 / 2017

O Globo
"Governo tentará aval do STF para acordo com Rio"
Plano negociado por Meirelles e Pezão prevê ajuda financeira imediata

Por causa do quadro de urgência, ideia é que socorro da União ocorra antes de o Congresso votar proposta da Fazenda de mudança no pagamento das dívidas dos estados em crise
O governador Luiz Fernando Pezão e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apresentarão esta semana ao presidente Temer novo plano para a recuperação das finanças do Estado do Rio. A proposta, inédita, prevê pedir o aval da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, o que permitirá que o socorro seja posto em prática imediatamente, antes de o Congresso analisar e aprovar o projeto de ajuda financeira aos estados em crise.

O Estado de S.Paulo
"Resolver crise dos presídios custa R$ 10 bi, afirma CNJ"

Cálculo está em documento enviado à ministra Cármen Lúcia em outubro
Para acabar com o déficit de 250 mil vagas no sistema penitenciário nacional seriam n…

Física

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Opinião

Estou convencido de que fazer planos precisos para o futuro nos adoece

Luiz Felipe Pondé
Eu sei que essa época do ano é o momento dos grandes planos de mudança na vida: emagrecer, parar de fumar, parar de comer carne vermelha em nome do amor aos animais ou aos vegetais, nunca mais amar ou se apaixonar pela primeira vez, ou quem sabe experimentar sexo com seu golden retriever numa noite de vodca e "doces", comprar um carro ou vender todos os carros em nome do modo Uber de viver, falar menos no celular e ser, ao mesmo tempo, mais conectado com o mundo, se mudar pra uma praia na Bahia (mas que tenha wi-fi!), enfim, um monte de projetos que falam mais de nossos limites do que de nossos horizontes.

Compreendo que ritos como esses nos fazem algo de bem.

Sentimos que escapamos um pouco do esmagamento cotidiano de uma vida traçada pelas obrigações que esvaziam nossas esperanças de liberdade.

Mas não quero falar do óbvio fracasso desses projetos. Aliás, projetos pautados por paixões trist…