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Mostrando postagens de Fevereiro 1, 2015

Dominique

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Opinião

A herança da inflação

O ESTADO DE S.PAULO
Mais uma vez o Brasil deixa americanos, europeus e japoneses para trás, conseguindo em apenas um mês uma inflação muito maior que a exibida no mundo rico em um ano. A vida terá voltado ao normal nos países avançados quando os preços no varejo subirem no ritmo anual de 2% - pelo menos segundo os padrões de avaliação dos bancos centrais. A zona do euro tem sido assombrada pelo espectro da deflação, bem conhecido na economia japonesa. Pelo menos desse problema os brasileiros continuam muito distantes, graças à gastança, aos erros e aos truques de circo mambembe de seus governantes. No mês passado, os preços de bens e serviços comprados pelas famílias subiram em média 1,24%, de acordo com dados incluídos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em 12 anos, foi a maior alta desse indicador num mês de janeiro. Em 12 meses, a variação acumulada chegou a 7,14%, número superado apenas pela alta de 7,31% no período até setembro de 2011, primeiro ano…

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 07 / 02 / 2015

O Globo
"Troca na Petrobras - Bendine tem carta-branca, mas ações despencam"

Presidente do BB comandará estatal e planeja maior controle financeiro

Dilma fez convite na quarta-feira e nome foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal por 7 votos a favor e 3 contra; escolhido já se envolveu em polêmicas como empréstimo a amiga investigado pelo MP. Convidado pela presidente Dilma na quarta-feira, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, ligado ao Planalto e ao PT, vai substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Funcionário de carreira do BB e com bons resultados no comando do banco, ele recebeu carta-branca de Dilma para agir e até reformular o estatuto da companhia, informa Gabriela Valente. Bendine já traçou plano para blindar a estatal dos efeitos da corrupção apurada na Lava-Jato, com três metas imediatas. A missão mais urgente que tem, disse a assessores, é resolver a questão contábil, avaliando perdas e fortalecendo a área fi…

Glasnost

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Coluna do Celsinho

Fumaça e fogo

Celso de Almeida Jr.

Não é novidade, eu sei.

O propinoduto que desidratou o caixa da Petrobras escoou bilhões.

É o que conferimos, diariamente, nas manchetes.

No pensamento voltam os fatos de 2013, com as intensas manifestações nas ruas do Brasil.

Aquelas que levaram o povo à protestar, inicialmente, contra o aumento das passagens de ônibus.

Os vinte centavos majorados no transporte público.

Na ocasião, outros temas como a péssima qualidade dos serviços públicos e o combate a corrupção também estiveram em alta.

Ferveu.

Esfriou.

E agora?

Os bilhões surrupiados inflamarão as massas?

As prisões de corruptos e corruptores confortarão o povão?

O que veremos?

O que faremos?

Em política, sempre há o fato novo.

O imponderável, nestas horas, também desponta.

Os próximos meses prometem...

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Dominique

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Opinião

O escândalo lulopetista

O ESTADO DE S.PAULO
Seria considerado lunático ou alarmista mal-intencionado quem tivesse afirmado, dois ou três anos atrás, que o espírito do mensalão baixaria novamente, ampliado a ponto de colocar em risco o futuro da maior estatal brasileira e complicar gravemente a situação político-institucional do País. Pois o escândalo da Petrobrás está aí para comprovar que, na espantosa surrealidade fomentada pelo lulopetismo, nada é impossível.

O assalto à Petrobrás não é o resultado da associação casual de eventos de geração espontânea. Tampouco é apenas o produto da cumplicidade de funcionários corruptos com empresários inescrupulosos. O escândalo da Petrobrás é o efeito de uma fria e ousadamente elaborada estratégia de consolidação de hegemonia política. Uma armação urdida à sombra do poder, com muitos protagonistas - os mais importantes ainda ocultos. É, enfim, a obra do lulopetismo na ocupação do aparelho estatal por uma nomenklatura a serviço de si mesma.

A Petrobr…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 06 / 02 / 2015

O Globo
"PT recebeu US$ 200 milhões, diz delator; Câmara cria CPI"

Agentes pulam muro para levar Vaccari
Ex-diretor, Duque recebia ‘quinzenada’
Planilha detalha comissões em 87 obras

A PF deflagrou ontem a nona fase da Lava-Jato, com base em depoimento do ex-gerente executivo da Petrobras Pedro Barusco, braço-direito do ex-diretor de Serviços Renato Duque. Após delação premiada, Barusco detalhou a corrupção na companhia e afirmou que o PT recebeu, de 2003 a 2013, de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões de propina. Acusado de receber diretamente US$ 50 milhões, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi levado para depor na PF, e policiais tiveram de pular o muro de sua casa. Barusco apresentou planilha da corrupção, com percentuais pagos sobre 87 contratos e as diretorias envolvidas, inclusive a de Gás e Energia, que foi comandada por Graça Foster, hoje presidente demissionária. Contou ainda que levava quinzenalmente R$ 50 mil a Duque, que nega. O PT disse …

Dominique

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Opinião

'Isso não está provado'

O ESTADO DE S.PAULO
Entrevista recente de José Sérgio Gabrielli ao jornal Valor revela a extensão da impostura petista quando se trata de explicar o maior escândalo de corrupção da história do Brasil. A versão apresentada pelo ex-presidente da Petrobrás para comentar a hemorragia de dinheiro público dos cofres da estatal é tão cândida quanto estupefaciente. Para Gabrielli, a corrupção na Petrobrás não tem a dimensão que se lhe atribui - logo, o escândalo serve somente àqueles que têm interesse em enfraquecer a Petrobrás.

Se há alguém que sabe, ou deveria saber, exatamente o que aconteceu na última década nos porões da Petrobrás, que já foi um orgulho nacional e que hoje frequenta as páginas policiais e os relatórios depreciativos das agências de classificação de risco, esse alguém é Gabrielli. Petista histórico, ele chegou à estatal no mesmo ano em que o PT assumiu o poder, em 2003, instante em que se deflagrou o formidável aparelhamento da máquina pública…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 05 / 02 / 2015

O Globo
"Rebelião de diretores antecipa saída de Graça"

Tentativa de Dilma de manter cúpula até análise de balanço fracassa

Novo presidente e diretores deverão ser escolhidos amanhã, na reunião do Conselho de Administração; governo tem 24 horas para encontrar substituto, que terá a missão de apontar o rombo causado pela corrupção

Numa decisão surpreendente e contrariando o Planalto, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e cinco dos sete diretores da companhia anunciaram renúncia coletiva. Na véspera, após acerto com a presidente Dilma, Graça aceitar a permanecer no cargo até março, quando será divulgado o balanço de 2014 com o tamanho do rombo causado pela corrupção descoberta na Lava-Jato. Mas na mesma terça à noite, ao saber do acordo no Planalto, os diretores se rebelaram e decidiram sair imediatamente. Sem apoio, Graça ligou para Dilma e avisou que todos estavam deixando os cargos. Questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os…

Dominique

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Opinião

O 'diálogo' com os black blocs

O ESTADO DE S.PAULO
O ex-senador Eduardo Suplicy estava com a corda toda na cerimônia em que assumiu a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Bem a seu estilo, fez um discurso em que defendeu o diálogo com todos os "movimentos" que têm participado de protestos na cidade, inclusive com os notórios black blocs - arruaceiros cuja única reivindicação é ter a liberdade irrestrita de causar o maior dano possível ao patrimônio alheio.

Talvez seja o caso de não se levar a sério o que diz Suplicy - a menos, é claro, que se considere normal e sadio que uma autoridade municipal entre em negociação formal com quem deveria estar na cadeia.

No entanto, caso o agora secretário de Direitos Humanos resolva levar adiante sua esdrúxula promessa, será apenas mais um entre tantos atos irresponsáveis de uma Prefeitura que se apequenou diante de grupelhos radicais. Quem não se lembra do prefeito Fernando Haddad em cima de um carro …

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 04 / 02 / 2015

O Globo
"Dilma decide tirar Graça e toda a diretoria da Petrobras"

Troca somente ocorrerá, porém, após a publicação de balanço auditado

Divulgação de perdas de R$ 88 bilhões da estatal, na semana passada, deixou a presidente irritada e foi a gota d’ água para a demissão; Levy e Tombini ajudam Planalto na procura de substituto para Graça

Sob pressão e irritada com a divulgação de perdas de R$ 88 bilhões no balanço não auditado da Petrobras, a presidente Dilma decidiu demitir Graça Foster da presidência da estatal e trocar toda a diretoria. Há quase um ano, desde que a operação Lava-Jato começou a revelar enorme esquema de corrupção na empresa com envolvimento de partidos aliados do governo, Dilma resistia a afastar a amiga, diretora da companhia de 2007 a 2012, quando assumiu o comando por escolha da presidente. Graça e toda a diretoria serão substituídas até março, quando deverá ser divulgado o balanço de 2014. Desde setembro, em meio a uma série de es…

Dominique

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Opinião

Derrota acachapante

O ESTADO DE S.PAULO
A presidente Dilma Rousseff levou uma derrota acachapante na eleição do presidente da Câmara dos Deputados. Mas há algo de positivo a comemorar na eleição do peemedebista Eduardo Cunha? Até onde a vista alcança é possível prever maior equilíbrio entre os Poderes Executivo e Legislativo, com a autonomia deste minimamente preservada. Isso é bom para a consolidação das instituições democráticas. Mas é preciso levar em conta que esse episódio não altera, ao contrário, ratifica, a natureza do presidencialismo de coalizão fisiológica consagrado pelo lulopetismo. A diferença é que essa coalização pode custar mais caro para o Executivo, prejuízo que também poderá ser maior para o País. Desse ponto de vista, portanto, nada a comemorar.

Por outro lado, ao meter os pés pelas mãos na tentativa truculenta de impor aos parlamentares da "base aliada" o seu candidato à presidência da Casa - o petista Arlindo Chinaglia -, Dilma deu mais uma demonstração d…

U.V.

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Manchetes do dia

Terça-feira 03 / 02 / 2015

O Globo
"Cunha já estreia com desafios ao governo"

Novo presidente levará a votação projetos que desagradam ao Planalto

Reforma política e emenda que institui o orçamento impositivo estão entre as prioridades do peemedebista; Dilma ligou para o adversário , depois do desgaste causado pela interferência na eleição da Casa

A tentativa do governo de pacificar a relação com o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se mostrou complicada para a presidente Dilma já no dia seguinte à vitória do peemedebista. Cunha afirmou ontem que porá em pauta projetos que enfrentam resistência do Planalto e do PT, como o orçamento impositivo e um texto sobre reforma política que, entre outras medidas, inclui a possibilidade de doação de empresas privadas para campanhas eleitorais, que desagrada aos petistas. O requerimento para aprovar a reforma, parada por ação do PT na Comissão de Constituição e Justiça, será apresentado hoje por Cunha. O Planalto teme ainda q…

Dominique

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Opinião

Refinarias de papel

O ESTADO DE S.PAULO
A dramática situação a que a Petrobrás chegou não é resultado apenas de sua espoliação por parte de uma quadrilha de corruptos. É consequência de anos de uma administração que desrespeitou critérios técnicos e tomou decisões controversas, de altíssimo custo, somente para atender a interesses políticos. Não há contabilidade que resista a tanta prevaricação, razão pela qual a companhia se viu agora na contingência de abandonar projetos que já custaram bilhões à empresa.

Conforme revelado no balanço não auditado da Petrobrás divulgado na madrugada de quarta-feira passada, a empresa, "diante dos resultados econômicos alcançados até o momento", desistiu de construir as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará. A estatal diz ter levado em conta também as "taxas previstas de crescimento dos mercados interno e externo de derivados", isto é, a queda internacional dos preços dos combustíveis e a provável desaceleração da …

U.V.

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Manchetes do dia

Segunda-feira 02 / 02 / 2015

O Globo
"Cunha derrota Planalto e se elege presidente na Câmara"

PT fica sem cadeira na nova Mesa Diretora
No Senado, Renan vence e vira ‘fiador’ do Executivo

Com 49 traições de última hora da base governista, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu ontem a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. O resultado —267 votos contra 136 do petista Arlindo Chinaglia (SP) — deixou clara a dimensão da derrota do governo, que nos últimos dias promoveu uma mobilização pesada para evitar a vitória de Cunha. Apesar de peemedebista, o deputado é visto como um inimigo da presidente Dilma no Congresso. No discurso de posse, reclamou da tentativa do Executivo de interferir no resultado da eleição. No Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado fiel do governo, foi eleito para seu quarto mandato como presidente.  

Folha de S.Paulo
"Câmara elege Cunha e derrota Dilma"

Deputado do PMDB-RJ vence disputa pela presidência da Casa no primeiro turno;…

Dominique

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Opinião

Deus das chuvas e dos apagões

Gabeira
Nos últimos dias, Deus entrou na minha vida algumas vezes. A primeira foi quando o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que nossa situação hídrica dependia de Deus. E Deus é brasileiro. Na segunda foi ouvindo uma conferência do psicanalista Joel Birman. Ele falava precisamente do eclipse de Deus no mundo moderno: fomos lançados à nossa própria sorte, tendo que definir os caminhos sem lei divina que nos oriente. Citou até Dostoievski: se Deus não existe, tudo é permitido.

Birman nos conta que vivemos uma angústia básica uma vez que nosso sistema defensivo é incapaz de prever todas as variáveis que nos ameaçam. Logo, um certo nível de paranoia é normal e comum a todos os habitantes do mundo moderno.

Para quem vive no Rio, como eu, bota paranoia nisso. Quer dizer, o nível normal de paranoia é, naturalmente, um pouco acima da média. Doze pessoas foram atingidas por balas perdidas em dez dias. Duas crianças morreram. A bala perdida é indefensá…

U.V.

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Manchetes do dia

Domingo 01/ 02 / 2015

O Globo
"Descontrole e atrasos ameaçam moradia popular"

CGU diz que, de 1,3 milhão de unidades contratadas, 83% ainda estão no papel

Com insolvência de banco encarregado de gerenciar obras em 13 estados, União perdeu R$ 11,8 milhões

Principal programa habitacional do governo, o Minha Casa Minha Vida esbarra em atrasos, obras de má qualidade e graves problemas gerenciais e patrimoniais em cinco mil municípios com menos de 50 mil habitantes, segundo auditoria da Controladoria Geral da União (CGU). De 1,3 milhão de unidades contratadas de 2012 até abril de 2014, 83% nem haviam começado até dezembro passado, revela José Casado. Um dos agentes financeiros que deveria gerenciar obras, o Banco Morada quebrou, e R$ 11,8 milhões da União sumiram. No Rio, apenas 23 de 66 casas previstas em Silva Jardim foram iniciadas, mas estão abandonadas no meio do mato. 

Folha de S.Paulo
"Doleiro tem mais do que declarou, afirma ex-sócio"

Segundo ex-parceiro, Youssef escond…