Colômbia
Escândalo complica estratégia de Uribe para obter 3º mandato
Vínculos de aliados do presidente colombiano com paramilitares comprometem legitimidade do governo
Ruth Costas
Até o mês passado o colombiano Álvaro Uribe era o presidente latino-americano com mais chances de romper a polêmica barreira do terceiro mandato. Com um índice de popularidade de 84%, sua estratégia, segundo analistas, parecia ser manter um silêncio oportuno sobre o tema, enquanto seus aliados coletavam o 1,2 milhão de assinaturas necessárias para pedir ao Congresso a emenda permitindo a segunda reeleição. O projeto, porém, começou a se complicar no dia 12, quando o senador Carlos García, presidente do partido de Uribe, renunciou após ser vinculado a grupos paramilitares. Pouco depois, foi a vez da senadora Nancy Gutiérrez, presidente do Congresso e grande aliada de Uribe, ser denunciada pelo mesmo crime. E quando parecia que nada poderia ficar pior, o primo do presidente, o ex-senador Mario Uribe, foi preso, na quarta-feira, após uma tentativa de pedir asilo à Costa Rica.
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Nota do Editor - O presidente da Colômbia é suspeito de ter vínculos com o narcotráfico. Digo suspeito por não ter provas em mãos, seus detratores juram que há mais do que suspeitas. O movimento guerrilheiro das Farc quis um dia implantar o socialismo na Colômbia, hoje mantém notórios vínculos comerciais com a lucrativa indústria da cocaína. Uribe quase acabou com a guerrilha e sua popularidade cresceu. Guerras custam caro e drenam recursos preciosos, o que atrasa o desenvolvimento e gera crises sociais. Vide Bush. Com as recentes prisões de freqüentadores da cozinha de Uribe será inevitável que se instale a dúvida no imaginário do povo colombiano. Será que Uribe não combateu a guerrilha para eliminar concorrentes do mercado de coca? Como sou partidário da tese de que os homens não mudam, jamais votaria em Uribe. Xô terceiro mandato, lá e aqui. (Sidney Borges)
Vínculos de aliados do presidente colombiano com paramilitares comprometem legitimidade do governo
Ruth Costas
Até o mês passado o colombiano Álvaro Uribe era o presidente latino-americano com mais chances de romper a polêmica barreira do terceiro mandato. Com um índice de popularidade de 84%, sua estratégia, segundo analistas, parecia ser manter um silêncio oportuno sobre o tema, enquanto seus aliados coletavam o 1,2 milhão de assinaturas necessárias para pedir ao Congresso a emenda permitindo a segunda reeleição. O projeto, porém, começou a se complicar no dia 12, quando o senador Carlos García, presidente do partido de Uribe, renunciou após ser vinculado a grupos paramilitares. Pouco depois, foi a vez da senadora Nancy Gutiérrez, presidente do Congresso e grande aliada de Uribe, ser denunciada pelo mesmo crime. E quando parecia que nada poderia ficar pior, o primo do presidente, o ex-senador Mario Uribe, foi preso, na quarta-feira, após uma tentativa de pedir asilo à Costa Rica.
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Nota do Editor - O presidente da Colômbia é suspeito de ter vínculos com o narcotráfico. Digo suspeito por não ter provas em mãos, seus detratores juram que há mais do que suspeitas. O movimento guerrilheiro das Farc quis um dia implantar o socialismo na Colômbia, hoje mantém notórios vínculos comerciais com a lucrativa indústria da cocaína. Uribe quase acabou com a guerrilha e sua popularidade cresceu. Guerras custam caro e drenam recursos preciosos, o que atrasa o desenvolvimento e gera crises sociais. Vide Bush. Com as recentes prisões de freqüentadores da cozinha de Uribe será inevitável que se instale a dúvida no imaginário do povo colombiano. Será que Uribe não combateu a guerrilha para eliminar concorrentes do mercado de coca? Como sou partidário da tese de que os homens não mudam, jamais votaria em Uribe. Xô terceiro mandato, lá e aqui. (Sidney Borges)
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