Pretinho Celso de Almeida Jr. Não, prezado leitor, querida leitora. Não corro o risco de amargar algum processo por discriminação racial, demanda atraente para bacharel novo, em abundância nessas terras. Na menor possibilidade, eu, gato escaldado, alteraria o título para Afrodescendentinho e findaria as esperanças indenizatórias. O preto a que me refiro não passa de um paninho. Um colete, melhor dizendo, nos moldes dos funcionários da Zona Azul, premiados com o amarelo canário. A turma que pretendo vestir viria de preto urubu. Talvez eu recomende dois acessórios, que já flagrei em alguns canarinhos displicentes: chinelão e óculos espelhados. O kit permitiria o impacto necessário à aspereza da tarefa. Qual tarefa? Falhei no preâmbulo. Explico. Confesse. Nós, praianos de bom coração, ficamos ou não ficamos sensibilizados com a sincera lembrança da nossa existência, por distantes parentes queridos, nesta época do ano? Assim, comovidos, recebemos de braços abertos essa gente de sangue bom,...