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Mostrando postagens de Junho 5, 2016

Física

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Opinião

Almoçando no Marxim

João Pereira Coutinho
Centro de Budapeste. O táxi para, eu entro no Marxim e exclamo: "Bom dia, camaradas!".

Ninguém responde e alguns dos presentes sussurram preocupações clínicas sobre a minha sanidade. Caminho pelo espaço –uma espécie de cave transformada em santuário de nostalgias comunistas. Fotos de Lênin nas paredes. E de Stálin. E de líderes húngaros que desconheço.

As mesas, toscas e metálicas, estão separadas por arame farpado. Sento-me ao fundo e um rapaz que nasceu depois do debacle aproxima-se com o cardápio. "Aconselha alguma coisa?" "Experimente as pizzas", diz ele. Agradeço e vou farejando as opções.

Existe a pizza Gulag (para quem gosta de abacaxi). Peço uma Outubro Vermelho porque sempre respeitei as tradições (e, além disso, tenho uma queda por sardinhas).

Aguardo. Turistas entram e riem. Um casal inglês, deslumbrado com uma pintura de Lênin em cuecas, pergunta-me se posso imortalizar o momento. Acedo, dou indicações cênic…

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 11 / 06 / 2016

O Globo
"Temer desiste de desvincular benefícios do salário mínimo"

Exigência de 65 anos para se aposentar valerá também para servidor
Programa assistencial Loas seria concedido apenas para quem tem mais de 70 anos de idade; proposta inclui ainda a redução à metade do valor de pensões, mais 10% por dependente
O governo do presidente interino, Michel Temer, vai deixar de fora da proposta de reforma da Previdência Social temas difíceis de serem aprovados no Congresso, como a desvinculação dos benefícios do salário mínimo. Mas pretende fixar idade mínima para a aposentadoria em 65 anos, inclusive para servidores públicos, que hoje podem se aposentar aos 55 (mulheres) e 60 (homens). Haverá regras de transição. E as pensões devem ser reduzidas à metade, mais 10% por dependente, informam GERALDA DOCA e MARTHA BECK. Outra medida prevista é elevar a idade mínima do Loas de 65 para 70 anos.
Folha de S.Paulo
"Janot denuncia Cunha pela 3ª vez e nega ser justiceiro&q…

Irkut-MC-21

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Coluna do Celsinho

Quatro centos

Celso de Almeida Jr.

Pois é...

Hoje, completo quatrocentos textos consecutivos no Ubatuba Víbora, às sextas-feiras.

Quase oito anos.

Poxa vida!

Quanta coisa aconteceu nesse tempo!

As que mais me tocaram, publiquei aqui, sem maiores pretensões.

Apenas registros de meu ponto de vista para o leitor refletir ou criticar.

É boa a sensação de ser ouvido.

Melhor ainda é descobrir alguém que dedicou algum tempinho para pensar sobre o que escrevi.

A estes agradeço - sempre que posso - a especial atenção.

Convido, também, para embarcar rumo ao futuro.

Curioso, né?

Terei sorte e saúde para alcançar o quinto cento?

O que enfrentarei nessa nova caminhada?

Impossivel responder.

Posso, porém, prometer:

Para o prezado leitor e a querida leitora continuarei, entusiasmado, juntando letrinhas.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

Física

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Opinião

Teto de pedra

Alexandre Schwartsman
Retomando o tema do teto para as despesas federais, principal sugestão de política econômica do atual governo, não é difícil entender a motivação para a proposta. Como notado por muitos, mas esplendidamente detalhado por Marcos Lisboa e Samuel Pessôa em contribuição recente, os gastos têm crescido 6% ao ano acima da inflação nos últimos 25 anos, o dobro do crescimento do PIB no período.

Qualquer pessoa com um mínimo de formação em aritmética (o que exclui, óbvio, todos keynesianos de quermesse) consegue compreender que isto é insustentável. Enquanto a carga tributária cresceu, seja pelo aumento de impostos, seja pela maior formalização da economia, foi possível fingir que o problema não existia ("despesa corrente é vida", proclamava a ministra da Casa Civil em 2005), apesar dos alertas em contrário. A partir de 2011, porém, a realidade se impôs.

O teto para as despesas (à parte os problemas apontados em minha coluna anterior ) implicaria rever…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 10 / 06 / 2016

O Globo
"Álibi de Cunha é derrubado, e mulher do deputado vira ré"

O juiz Sérgio Moro aceitou denúncia e tornou ré a jornalista Claudia Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Ela gastou cerca de US$ 1 milhão de uma conta na Suíça abastecida com propina recebida pelo marido por desvios na Petrobras. “Dinheiro público foi convertido em sapatos de luxo e roupas de grife”, disse o procurador Deltan Dallagnol, que desmontou o argumento de Cunha no Conselho de Ética ao mostrar que ele tentou camuflar o dinheiro através de um trust criado pelo próprio deputado. “Criminosos antiquados usavam laranjas. Os mais modernos, trusts”, disse. Cunha pediu ao STF para apresentar defesa antes de o pedido de prisão dele ser julgado.
Folha de S.Paulo
"Planalto aceita fixar prazo de validade para teto de gastos"
O Estado de S.Paulo "Mulher de Cunha vira ré; propina pagou luxo, diz MPF"

Física

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Opinião

'Transtornos' de gênero e nome social

Contardo Calligaris
A expressão "transtornos" de gênero não é boa, por duas razões. Ela reúne experiências excessivamente diferentes. E essas experiências são sofridas não por serem transtornos, mas pelos transtornos que elas causam nos que defendem a suposta "normalidade".

Talvez os verdadeiros transtornos de gênero sejam as reações de quem se sente ameaçado pela descoberta de que podemos ter sexo feminino e sentir intimamente que somos homens, e ter sexo masculino e sentir intimamente que somos mulheres.

É uma experiência sempre sofrida pelas inúmeras formas da rejeição social (estupro e abuso sexual, recusa ou perda de emprego, escárnio etc.).

Os travestis e transgêneros homem-para-mulher são os mais perseguidos e também têm o mais alto índice de estupros e abusos sexuais.

Claro, muitas pessoas que vivem uma indefinição de gênero passam despercebidas. Um indivíduo de sexo masculino pode apenas usar calcinhas por baixo da c…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 9 / 06 / 2016

O Globo
"Delator: repasse na Suíça foi para campanha de Dilma"

Zwi diz que depositou US$ 4,5 milhões para marqueteiro a pedido de Vaccari
Dinheiro foi repassado a uma conta de João Santana de 2013 até o fim da campanha eleitoral de 2014
Novo delator da Lava-Jato, o engenheiro polonês Zwi Skornicki afirmou que os US$ 4,5 milhões que transferiu para conta do marqueteiro do PT, João Santana, na Suíça tinha o objetivo de financiar a campanha de reeleição de Dilma Rousseff em 2014, informa THIAGO HERDY. O dinheiro de caixa dois, segundo o delator, que representa um estaleiro contratado pela Petrobras, foi pedido pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso desde 2015. Os repasses foram feitos entre setembro de 2013 e novembro de 2014. Mônica Moura, mulher de Santana, já confessara ter recebido R$ 10 milhões não declarados. Dilma disse que as acusações são mentirosas.
Folha de S.Paulo
"Cúpula do PMDB agiu para impedir delação, diz Janot"

Para proc…

Física

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Opinião

Antes autoritário que corrupto

Ferreira Gullar
Tenho dito aqui que o tipo de populismo característico do governo do PT –como o de alguns outros países latino-americanos– nasceu como uma alternativa ao regime comunista que acabou antes que chegassem ao poder pela revolução. Não chegariam, é claro, mas em face das novas circunstâncias, tiveram que mudar de tática.

Esse populismo, que se valeu dos recursos públicos para ganhar a adesão das camadas mais pobres da população, adotou naturalmente uma política econômica que, para mostrar-se anticapitalista, levou o país à bancarrota. Por outro lado, apropriou-se das empresas estatais e saqueou-as em aliança com empresários capitalistas, que diziam combater.

O resultado de tudo isso foi o que se viu: o processo político-econômico do petismo e os escândalos que culminaram com o impeachment de Dilma Rousseff. A cara abatida de Lula, no dia em que ela foi afastada do governo, não deixou dúvida quanto à realidade dos fatos: o populismo petista chega a…

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 8 / 06 / 2016

O Globo
"Partidos se unem contra prisões"

Para Renan, pedido de Janot é abusivo; Sarney se diz ‘perplexo e revoltado’
Além do PMDB, integrantes de PT e PSDB criticam pedido do procurador-geral
O pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do ex-presidente José Sarney e do senador Romero Jucá, todos do PMDB e acusados de tentarem atrapalhar a Lava-Jato, provocou forte reação deles e dos partidos. A decisão está nas mãos do ministro do STF Teori Zavascki, que analisará o pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot, revelado ontem pelo GLOBO. Janot também requereu a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, como mostrou a TV Globo. Renan chamou o pedido de “desproporcional e abusivo”. Sarney se disse “perplexo, indignado e revoltado”. A notícia deixou alarmado o Senado, onde tramita pedido de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Partidos de campos opostos, como PT e PSDB, defenderam os peemedebistas.
Folha de S.Paul…