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Mostrando postagens de Julho 12, 2015

Dominique

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Opinião

Arreganhos autoritários

Estadão
Fisiologismo é a prática política voltada para interesses e proveito pessoal, mediante atos de lassidão moral, prevaricação, corrupção ou afins. É a prática que o lulopetismo impôs, como nunca antes na história deste país, à gestão da coisa pública. A delação que inclui o deputado Eduardo Cunha na lista dos políticos investigados pela Operação Lava Jato – e provocou seu rompimento pessoal com o governo – é um passo importante, pela notoriedade do investigado, no combate aos efeitos do fisiologismo. É igualmente auspiciosa a notícia de que a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação formal para apurar a suspeita de tráfico de influência nas relações do ex-presidente Lula com a empreiteira Odebrecht. Assim, as atenções da Justiça voltam-se também para o principal responsável pela praga hoje disseminada na vida pública brasileira. Lula e seu PT não inventaram a corrupção. Mas aprimoram a prática e a institucionalizaram, em benefíci…

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 18 / 07 / 2015

O Globo
"Cunha rompe com Dilma, fica isolado e agrava crise"

Acuado pela Lava-Jato, presidente da Câmara age contra o governo

PMDB e líderes dos demais partidos da base governista manifestam apoio à presidente; aliados e oposição preveem que vai aumentar ainda mais o desgaste do Planalto com a Câmara

Depois de ser acusado de receber US$ 5 milhões de propina no escândalo investigado na Lava-Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou ontem seu rompimento com o governo Dilma, mas não obteve apoio. O PMDB, partido de Cunha e do vice Michel Temer, tratou como pessoal a decisão. Líderes dos demais partidos aliados também decidiram não seguir o presidente da Câmara. Ontem mesmo Cunha autorizou a instalação de quatro CPIs, sendo duas contrárias a interesses do Planalto. Na TV, ele fez balanço do primeiro semestre na Câmara, e houve protestos isolados em algumas cidades.

Folha de S.Paulo
"PMDB e opositores se mantêm distantes da ruptura de Cunha"

O …

DC-7-Panair/PP-PDL

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Coluna do Celsinho

Onde está você?

Celso de Almeida Jr.

O Executivo pedala.

O Congresso voa.

O Judiciário navega.

Cada um na velocidade que lhe convém.

Enquanto isso, o povo se equilibra.

Na corda bamba, caminha.

Por quanto tempo?

Voltará às ruas?

Exigirá mudanças?

Estranha sensação...

Esquisita lembrança...

Quando um terremoto, seguido de maremoto, arrasou Lisboa em 1755, o Marquês de Pombal foi perguntado: "E agora?".

Respondeu, objetivamente:

"E agora? Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos!"

Um ano depois da tragédia, Lisboa estava levantada e livre de epidemias.

Pois é...

Vivemos, no presente instante, um pré maremoto político?

Se ele vier, saberemos sanear o país com coragem e determinação?

Com a palavra, o povo brasileiro.

www.letrasdocelso.blogspot.com

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Dominique

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Opinião

Princípios, fins e meios

Em nome da ‘causa popular’ vale tudo, extorsão, suborno, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, agir como uma máfia para destruir os adversários e se eternizar no poder

Nelson Motta
Posso até acreditar que João Vaccari não ficou com um tostão dos pixulécos milionários que arrecadou para o PT na Petrobras. Mas isso não faz dele um guerreiro do povo brasileiro e nem é atenuante para seus crimes; é agravante.

Em países civilizados, de maior tradição jurídica do que o Brasil, como a Itália, a Alemanha e a Inglaterra, a motivação política é um agravante dos crimes, aumenta a pena. Porque o produto do roubo servirá para fraudar processos legais, para atentar contra as instituições democráticas, para prejudicar adversários políticos, e terá consequências na vida de todos os cidadãos que tiveram seus direitos lesados em favor de um plano de poder de um partido.

O ladrão em causa própria dá prejuízos pontuais a pessoas físicas ou jurídicas. O que usa o dinheiro sujo pa…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 17 / 07 / 2015

O Globo
"Cunha acusado de receber propina e intimidar doleiro"

Delator diz ter pagado US$ 5 milhões ao deputado, que nega

Preso pela Lava-Jato, Alberto Youssef também depôs ontem à Justiça Federal no Paraná e afirmou que um 'pau-mandado' do presidente da Câmara na CPI da Petrobras tem intimidado sua família

Lobista da Toyo Setal e delator da Lava-Jato, Júlio Camargo disse ter pagado propina de US$ 5 milhões ao atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), em 2011. O depoimento à Justiça Federal no Paraná foi gravado em vídeo. Camargo contou já ter feito a denúncia à Procuradoria Geral da República, que investiga Cunha, e alegou que até então não citara o deputado por medo de retaliação. Segundo ele, Cunha o pressionou a pagar US$ 10 milhões desviados na contrata ção de navios-sonda pela Petrobras. Metade do dinheiro te-ria sido pedida diretamente pelo parlamentar, num encontro no Rio, e paga por intermédio de Fernando Soares, acusado de ser …

Dominique

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Opinião

Chegou a vez dos maus políticos

Estadão
Não se pode dizer que sejam surpreendentes – pois correspondem de alguma maneira ao que era de esperar –, mas são certamente impressionantes tanto os resultados como as reações à Operação Politeia, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal (PF) com o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão em Brasília e em seis Estados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se da primeira fase das investigações da Operação Lava Jato que, por envolverem suspeitos com direito a foro privilegiado, correm sob a supervisão da Suprema Corte.

Ninguém esperava que os figurões eventualmente investigados pela Lava Jato reagissem passivamente à associação de seus nomes às investigações que poderão instruir seu julgamento pelo STF, caso se tornem réus de ações penais.

Mas reações como as do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de seu conterrâneo Fernando Collor (PTB-AL) são uma estarrecedora demonstração da mentalidade dominante entre os…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 16 / 07 / 2015

O Globo
"Cardozo admite que doação oficial pode ser crime"

Isso ocorre se quem recebeu sabia da origem ilícita do dinheiro, diz ele

Em CPI, ministro afirma ter certeza que denúncias não atingirão Dilma

Na contramão da estratégia de defesa do PT na Lava-Jato, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu ontem à CPI da Petrobras que, no seu entendimento, doações eleitorais declaradas ao TSE podem ser consideradas crime se ficar comprovado que quem recebeu sabia da origem ilícita do dinheiro. O ministro fez defesa veemente da presidente Dilma, dizendo ter certeza que as denúncias não a atingirão. Diante dos ataques de investigados à Lava-Jato, sustentou que o governo em nada influenciou nas operações da PF.

Folha de S.Paulo
"Grécia aprova exigências de resgate da União Europeia"

Medidas ainda precisam do aval de 6 nações; país deve receber socorro emergencial de €7bi

O Parlamento da Grécia aprovou as principais exigências da União Europeia p…

Dominique

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Opinião

Uma nação de inadimplentes

Estadão
Mais de um quarto de toda a população brasileira está com nome sujo, isto é, inscrito em algum cadastro de inadimplentes: são 56,5 milhões de pessoas com dívidas em atraso, segundo estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Esse número é bem maior que o de habitantes da Espanha (46,8 milhões), e quase tão grande quanto o dos moradores da Itália (60 milhões). Seriam necessários três Chiles, incluída a parcela de bebês, para perfazer esse contingente de devedores. Não se trata de um país de caloteiros, mas de milhões de pessoas afetadas pelo desemprego (8,1% da força de trabalho), pela inflação disparada (perto de 9% ao ano), pela perda de renda, pela contenção do crédito e pelos juros muito mais altos que os da maior parte do mundo. A conjunção desses males é visível na inadimplência elevada, na redução do consumo e na baixa do padrão de vida. 

De abril para maio as vendas no varejo…

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 15 / 07 / 2015

O Globo
"Senado ataca Lava-Jato após busca em casas de senadores"

Com ordem do STF, PF vasculha imóveis de Collor e de filho do presidente do TCU

Uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal, a mais ampla da Lava-Jato na investigação sobre políticos envolvidos no escândalo de desvios na Petrobras, provocou ataques à Procuradoria Geral da República e à PF. As casas de três senadores — entre eles o ex-presidente Fernando Collor (PTB) - foram vasculhadas e três carros de luxo e documentos, recolhidos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), também investigado, leu nota em plenário, aprovada pela Mesa Diretora, com um protesto formal ao que chamou de intromissão no Legislativo. Policiais fizeram buscas também na casa e no escritório de Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz. A operação da PF foi autorizada por três ministros do STF: Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.'

Folha de S.Paulo
"PF alveja s…

Dominique

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Opinião

Teste para a Grécia

Estadão
Confiança foi uma das palavras mais repetidas por ministros europeus nas entrevistas sobre as negociações de um terceiro pacote, estimado em A 86 bilhões, de ajuda à Grécia. Antes de mais dinheiro para pagar as contas e manter seu país na zona do euro, as autoridades gregas terão de reconstruir, pelo menos em parte, sua credibilidade. Por isso, as autoridades europeias anunciaram na manhã de segunda-feira, depois de 17 horas de reunião, um acordo apenas provisório. Pelo combinado, o primeiro-ministro Alexis Tsipras teria dois dias para conseguir a aprovação parlamentar de uma reforma previdenciária, de um aumento de impostos e de mais algumas mudanças menos complicadas politicamente. Só depois do teste começaria a discussão efetiva, detalhe por detalhe, da nova operação de socorro e das metas do programa de ajuste econômico e fiscal.

Apesar da intransigência aparente do governo alemão, era previsível o esforço político para manter a Grécia na zona do euro. A r…

U.V.

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Manchetes do dia

Terça-feira 14 / 07 / 2015

O Globo
"Governo aumenta varredura contra grampos ilegais"

Temor de escutas irregulares muda a rotina de autoridades; uso do telefone é evitado

Em meio às disputas na base governista e ao embate com a oposição, o Palácio do Planalto determinou que setores estratégicos dos ministérios passem por varreduras contra escutas ilegais com regularidade, relata Jailton de Freitas. Em ao menos um ministério, a varredura tem sido feita duas vezes por mês desde março. A preocupação aumentou especialmente após a CPI da Petrobras contratar a Kroll, empresa de investigação privada com sede nos EUA, para rastrear e repatriar recursos desviados da estatal. Temendo grampos, autoridades, inclusive na Procuradoria Geral da República e na PF, reduziram drasticamente uso do telefone.

Folha de S.Paulo
"Europa exige mais austeridade para resgatar a Grécia"

Por pacote de € 86 bilhões, acordo de líderes da zona do euro impõe corte de benefícios, privatizações e aumento d…

Dominique

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Opinião

Hora de rever o plano de ajuste

Estadão
Consertar as contas do governo, arrasadas nos últimos quatro anos, vai dar muito mais trabalho e consumir mais tempo do que previu a equipe econômica no começo do novo mandato da presidente Dilma Rousseff. Faltando pouco mais de cinco meses para o fim do ano, este é um bom momento para rever os planos e fixar, oficialmente, um objetivo mais modesto para a política fiscal. Uma demonstração de realismo, acompanhada de um sério esforço para chegar a um resultado menos ambicioso, mas alcançável, poderá favorecer, ou no mínimo preservar, a credibilidade da política econômica. Este é o lado bom do projeto de redução da meta de superávit primário, apresentado na quarta-feira passada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da proposta de Orçamento de 2015.

Oficialmente, o governo continua comprometido com a obtenção de um superávit primário – dinheiro para pagamento de juros da dívida pública – de R$ 66,3 bilhões, soma equivalente, segundo se estima, a…

U.V.

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Manchetes do dia

Segunda-feira 13 / 07 / 2015

O Globo
"Lava-jato: PF rastreia dinheiro de cartel para Dirceu"

Valor saiu de empreiteira e passou por três intermediários, mostra relatório.

Segundo o documento, que inclui consultoria de ex-ministro como suspeita de fraudes, no caminho dos pagamentos há empresas que intermediavam propina.

Dinheiro recebido pela empresa do ex-ministro José Dirceu de uma das construtoras investigadas na Lava-Jato passou por consultorias que intermediariam propina, relatam Cleide Carvalho e Mariana Sanches. As operações constam em relatório da PF sobre irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lia (PE). Duas empresas do consultor Julio Camargo, suspeitas de repassarem propina da Camargo Corrêa, depositaram R$ 1,37 milhão em uma firma do operador Milton Pascowitch. Dali, a verba foi depositada na consultoria de Dirceu. As empresas negam irregularidades. O operador disse, em delação, que o dinheiro pago a Dirceu foi fruto de propina de desvios da Petrobras.

Folha de …

Dominique

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Opinião

Política e realismo mágico

Gabeira
“O Brasil é de uma fidelidade a si mesmo enorme. Muda para não mudar. É metade corrupção, metade incompetência”. Esta frase do historiador Evaldo Cabral de Mello define nossos principais problemas. Mas ele, que é um grande historiador, deve concordar também que existem pessoas talentosas, grupos capazes, ilhas de excelência no Brasil. Aqui no Rio aconteceu algo interessante. Liderado pela professora Suzana Herculano-Houzel, um grupo de pesquisadores brasileiros fez importante descoberta sobre o córtex cerebral.

O resultado da pesquisa foi publicado na revista “Science”. O estudo brasileiro desfez um mito sobre o córtex e sua relação com os neurônios. Um feito mundial. O grupo liderado por Suzana, no entanto, trabalha numa universidade em crise e ela colocou dinheiro do próprio bolso para comprar reagentes. Se quiser avançar em sua pesquisa, o grupo talvez tenha de escolher o caminho do aeroporto. A ilha de excelência corre o risco de naufragar no oceano…

U.V.

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Manchetes do dia

Domingo 12 / 07 / 2015

O Globo
"Nem lei consegue impedir tortura no país"

Crime é praticado por agentes do Estado, traficantes, milícia e cidadãos comuns

Especialistas dizem que há subnotificação e que muitos casos ainda são registrados como lesão corporal ou maus-tratos, que têm penas mais brandas

Dezoito anos após a criação de lei específica para punir a tortura, o crime persiste em quartéis, delegacias e prisões, revelam ANTÔNIO WERNECK, BARBARA MARCOLINI e VERA ARAÚJO. Levantamento mostra que 699 processos por essa prática chegaram à Justiça do Rio desde 2005. Entre os acusados, estão agentes do Estado, bandidos e cidadãos comuns. De 219 ações julgadas, 90% (197) resultaram em condenação. Na Justiça Militar, casos de tortura são julgados como maus- tratos e lesão corporal.

Folha de S.Paulo
"Dilma poupará R$ 12 bi com nova regra de aposentadoria"

Congresso ainda precisa aprovar mecanismo, que gera economia até 2030

Dados obtidos pela Folha mostram que a nova fórmula de c…