Vai-se o oitavo governo O Estado de S.Paulo - Editorial No último ano e meio, até o final da semana passada, a crise tinha ceifado sete governos europeus, sem distinção de cores políticas: cinco pelo voto (Reino Unido, Holanda, Irlanda, Portugal e Dinamarca) e dois, com um dia de diferença, pela renúncia forçada de seus líderes (o grego George Papandreou e o italiano Silvio Berlusconi), substituídos por tecnocratas, mais confiáveis para os mercados do que os políticos. Domingo, confirmando a teoria de que, onde a reeleição é permitida, não são as oposições que ganham, mas os governos é que perdem, foi despachado o oitavo - o do primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Rodríguez Zapatero, no poder desde 2004. Já no começo de abril, quando dissolveu o Parlamento, antecipou as eleições que estavam marcadas para o próximo ano e desistiu de disputar um terceiro mandato (cedendo a vez para o quase desconhecido Alfredo Pérez Rubalcaba), não havia dúvida alguma de que o Psoe, o partido socialis...