Brasil

A pobre e superprotegida Amazônia

Ruy Fabiano
A região amazônica está, já há algum tempo, centrada num intrigante paradoxo. É vista e proclamada com alarde como a região mais desguarnecida da face da Terra e, no entanto, nenhum outro ponto do planeta possui tanta gente destacada para defendê-la.
Há nada menos que cem mil ONGs (Organizações Não-Governamentais), brasileiras e estrangeiras, lá instaladas, com a nobre missão de guarnecê-la de aventureiros e predadores. É improvável que algum outro lugar do planeta concentre tantas ONGs. Nem mesmo a África. Entretanto, a cada dia, os jornais exibem farto noticiário dando conta de sua implacável e obsessiva destruição. Somente em torno dos índios, há alguns milhares de organizações, a maioria estrangeira, impondo seus pontos de vista quanto a local e dimensões de reservas, muitas em locais estratégicos em recursos minerais ou áreas de fronteira.
Não se conhece nenhum país que deixe ao arbítrio de ONGs, sobretudo estrangeiras, o critério para a demarcação de reservas, e que muito menos as admita em áreas de fronteiras.
Há dez dias, o comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, pôs a boca no trombone. Disse: “A política indigenista brasileira está completamente dissociada do processo histórico de colonização do nosso país. Precisa ser revista com urgência. (...) É só ir lá ver as comunidades indígenas para ver que essa política é lamentável, para não dizer caótica".
Leia mais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mosca-dragão

Eleições 2008