Manchetes do dia

Domingo, 27 / 04 / 2008

Folha de São Paulo
"Cidades que desmatam lideram violência"
As cidades que mais desmatam na Amazônia são as que mais têm trabalho escravo e violência no campo, revela cruzamento feito pela Folha de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do IBGE, do Ministério do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra.
Das 50 cidades que mais extraíram madeira de agosto de 2004 a julho de 2007 na Amazônia Legal, há violência no campo em 39. As 50 tiveram média de 1 assassinato no período, ante 0,14 na região. Nesses municípios, houve em média 109 resgates de trabalhadores em situação de escravidão, ante 16 na região.
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, não há relação entre a atividade econômica e a violência no campo.


O Globo
"Governo terceiriza a ONGs política indigenista do país"
A política indigenista responsável pelo cuidado de 740 mil índios e de reservas que ocupam 12% do território nacional está entregue a Organizações Não-Governamentais que não dão conta dos problemas. Só na área de saúde, 51 ONGs recebem repasses do governo. Em 2007, o programa de saúde indígena consumiu R$ 179 milhões, dos quais R$ 13 milhões foram para a Editora da Universidade de Brasília, investigada por desvios. Diretorias estratégicas da Funai estão ocupados por pessoas egressas de ONGs. O ex-presidente da Funai Mércio Pereira Gomes diz que o general Augusto Heleno, comandante da Amazônia, prestou um serviço à nação ao denunciar a "caótica política indigenista". O atual presidente, Márcio Meira, contesta críticos e diz que o objetivo é garantir a sobrevivência dos índios.


O Estado de São Paulo
"Governo estuda antecipação de pagamentos ao Paraguai"
O governo brasileiro diz que o Tratado de Itaipu é intocável, mas aceita ajudar o Paraguai. Uma idéia é criar um fundo de desenvolvimento para o país vizinho, com pagamentos antecipados pela energia elétrica que ele vende ao Brasil, informa Lu Aiko Otta. Podem ser US$ 200 milhões por ano, nos próximos quatro anos. Em contrapartida, o Brasil exigiria mais controle policial na fronteira. Também se estuda financiamento do BNDES para a construção de uma linha de transmissão entre Itaipu e Assunção.


Jornal do Brasil
"Propaganda de bebidas leva jovens para o vício"
O alcoolismo cada vez mais precoce vem mudando a face dos Alcoólicos Anônimos no Rio. Os relatos são dramáticos, como o de uma estudante de 23 anos que teme pelo futuro do irmão, de 13. Ou de um adolescente de 18 anos que freqüenta o lugar desde os 15. Dependentes e especialistas são unânimes: creditam o vício à ofensiva publicitária. Para os fabricantes de bebidas, a culpa é da falta de educação e fiscalização.

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