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Mostrando postagens de Dezembro 18, 2011

Histórias do Zé Ronaldo

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Tia Aninha, 93
Um Natal de outros tempos

José Ronaldo dos Santos
Hoje todo mundo aguarda o Natal esperando presentes. É bem diferente de outros tempos, quando ninguém sonhava com Papai Noel e lojas de tudo quanto é novidade. Prazer dessa época era o Reisado que surpreendia sempre.

No Sapê, a praia onde nasci, sabíamos que o Natal não estava muito longe porque ajudávamos a vovó Martinha e a Maria Balio a montar o presépio na capela. As imagens (bois, carneiros, reis magos, pastores, Jesus Cristinho e seus pais) eram guardadas no armário da sacristia, junto com os outros objetos sagrados. Restava pouca coisa para nós crianças fazermos, além de juntarmos conchinhas no lagamar.

Depois que um canto do templo era demarcado, alguém muito prestimoso fazia um ranchinho coberto de palhas, colocava areia da praia e algumas pedras. Em seguida, a nossa tarefa era acompanhar a vovó na queimada, uma vasta área de vegetação na areia quente que se estendia do Porto do Eixo ao Pontal, onde apanhávamos musg…

Pitacos civilizatórios...

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E por falar em civilidade... (VII)

José Ronaldo dos Santos
Que ótimo presente de Natal, dado pela empresa com aviso prévio de algumas horas! Certamente que a preparação dos adesivos para os ônibus estavam preparados há mais tempo.  Será que isso tem aparato legal?

Está de parabéns a motorista-cobradora que disse: “Infelizmente tem gente que vem para a cidade com o dinheiro contado para a passagem. Só me resta confiar, deixar passar e esperar para receber em outro dia”.

São pessoas assim e os pobres pegos desprevenidos que merecem os meus votos de um Feliz Natal.

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Facciamo l'amore...

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Vancouver, Canadá, um momento de lucidez em meio à barbárie...

Colunistas

Democracia como farsa & reinvenção

“Em nosso mundo contemporâneo, o “consenso” (a partir do qual o voto universal definiu as fronteiras) é mais conservador como nunca antes na História”

Márcia Denser
Ante a chamada “farsa democrática” instaurada pelas políticas neoconservadoras hegemônicas, surge uma questão essencial: o que fazer? No limite, renunciar às eleições e aos processos eleitorais? Impossível, evidentemente, a resposta é não. Mas como reinventar novas formas de democratização, que dêem às eleições um uso diferente daquele que as forças conservadoras impuseram? Afinal, como prática do consenso, a democracia será sempre a política do negociável. E lembrando Sartre (hoje tão esquecido, tão old fashion): “O alargamento do campo do possível”.

Novamente a questão se coloca: como aperfeiçoar a democracia sem descaracterizá-la, se ela própria tem como essência a imperfeição humana, se é um processo que a tudo e todos aglutina, todo o bem e todo mal, incluindo a corrupção, o conchavo…
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Opinião

O ano-novo do governo

O Estado de S.Paulo
O Brasil terá no próximo ano mais crescimento econômico e menos inflação que em 2011, segundo o governo. As profecias oficiais são em geral otimistas em relação ao País, especialmente porque o cenário global deve continuar muito ruim. Mas há diferenças de tom. O troféu do otimismo vai para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele insiste na previsão de um crescimento econômico entre 4% e 5% em 2012, enquanto os economistas do Banco Central (BC) dão como provável um aumento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Eles concordam, no entanto, quanto a um detalhe bem menos animador: a inflação cairá até o meio do ano, voltará a subir e no começo de 2013 ainda estará acima do centro da meta, de 4,5%. No mercado financeiro, esse ponto foi interpretado como indicação de nova alta dos juros. Se houver um repique da alta de preços, será difícil evitar um aperto da política monetária.

Mas isso deve ficar para bem mais tarde. Segundo Mantega, a grande miss…
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Manchetes do dia

Sábado, 24 / 12 / 2011

Folha de São Paulo
"Cai sobretaxa do etanol nos EUA"

Congresso americano deixa de renovar barreiras contra a entrada de álcool do Brasil no país pela 1ª vez desde 1980
x O Congresso americano pôs fim ontem a uma novela política de 31 anos ao sair de férias sem renovar as barreiras comerciais contra a entrada do álcool brasileiro no país, que expiram no dia 31. Após anos de renovações periódicas, o fato de a votaçãp não ter ocorrido indica que a partir do dia 1º não será cobrada a tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (R$,027, por litro) e acabará o subsídio interno às distribuidoras na mistura de etanol á gasolina, de US$ 0,45 por galão (R$ 0,22 por litro). A crise econômica, o crescente deficit do governo e o lobby da indústria sucroalcooleira brasileira foram apontados como decisivos para o fim dos subsídios. A notícia foi comemorada pelo setor no Brasil, por abrir a possibilidade de competição internacional e por incentivar o aumento da produção.

O …

Corações ao alto!

Coluna do Celsinho

Pica Pau

Celso de Almeida Jr.
Conheci um Jesus.

Foi motorista de caminhão.

Viajou Brasil afora.

Tinha o apelido de Pica Pau.

Lembro dele chegando de carona, num carro da Lacta, onde teve amigos.

Tinha acabado de sair da prisão.

Estava meio zonzo.

Naqueles distantes anos 70, Jesus cumpriu pena, não sei o motivo.

Boa pessoa, apesar dos pecados.

Inofensivo a uma criança como eu.

Um brasileiro sofrido.

Frequentava o Largo do Socorro.

Nunca mais o vi.

Deve ter falecido.

Voltará?

Pois é...

Ao meu pensamento, depois de tantos anos, voltou.

Justamente no Natal.

É a força do nome.

Vou orar para Jesus.

Pedirei ao Original, bênçãos ao Pica Pau.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Aquário do Ubatuba Víbora

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Poesia

Entrega…

Lourdes Moreira

Quero entregar meu coração…
Dilacerar minha solidão…
Deixar meu recôndito entreaberto…
Tirar máscaras da saudade… da ausência…

Mexer esqueleto esquecido,
Tornear de novo minha barriga,
Esquecer alianças perdidas…
Num paiol… Do passado?

Quero abertura total,
Transgredir a dor que um dia ,
Foi desigual.

Permitir que ausências partidas…
Sentidas…
Sejam esquecidas…

Hoje, jogá-las ao léu…

Entregar corpo e alma,
Ao novo… abrir caixa torácica…
Abrir sorriso sincero…
Desleixar-me na paixão!

Deixar que na sobremesa…
Coloquem sobre a mesa…
Meu corpo…
Moribundo de paixão…

E depois…
Noutro dia…
Continuar as sensações…

Lourdes Moreira é autora do livro “Andanças e Contra Danças”, professora aposentada da rede municipal e municipalizada dos estado em Ubatuba-SP

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Opinião

Truculência na Argentina

O Estado de S.Paulo
A Argentina de Cristina Kirchner é um Estado de Direito - pero no mucho. A concentração de poderes na Casa Rosada, que precedeu a presidência de seu falecido marido, Néstor, e foi por ele exacerbada, não se restringe ao controle, mediante o chicote e o afago, dos atores políticos nacionais e dos setores econômicos cujos interesses podem ser favorecidos ou prejudicados pelo Executivo, conforme a adesão das respectivas lideranças. Nesse país em que as instituições do Estado ainda estão contaminadas pelo entulho autoritário da história nacional, também o Judiciário parece vulnerável ao hiperpresidencialismo, com a sua notória prontidão para premiar ou punir. Para Cristina, como foi para Néstor - e para os autocratas de todas as latitudes -, a fidelidade pessoal do agente público não só é esperada como fato natural, mas constitui a sua maior virtude. Some-se a isso o gosto pela truculência e está traçado o pano de fundo para o mais recente ato de…
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 23 / 12 / 2011

Folha de São Paulo
"Juízes pedem investigação de conduta de corregedora"

Eliana Calmon aponta corporativismo e se diz vítima de ‘linchamento moral’
x As três principais associações de juízes do país pediram investigação sobre a conduta da corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, responsável por inspeções que causaram uma crise na cúpula do Judiciário. As entidades pediram que a Procuradoria-Geral da República e o próprio Conselho Nacional de Justiça apurem se a corregedora cometeu crime ao determinar varredura na movimentação financeira de juízes e funcionários de tribunais e se vazou dados. Ela afirma que não quebrou sigilos bancário ou fiscal de ninguém. A ministra se disse vítima de “verdadeiro linchamento moral” e acusou as associações de agirem por corporativismo e de forma “maledicente e irresponsável” ao tentar esvaziar os poderes do CNJ, especialmente após inspeções da corregedoria atingirem o Tribunal de Justiça de São Paulo. No TJ paulist…

Eles pensam que eu não tenho...

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Brasil

Operação espetacular
(Roteiro para um curta em p&b com retoque em sépia)

Sidney Borges
Mostrando arrojo, preparo e muita determinação, tropas policiais desceram de helicópteros em cordas e invadiram a cinematográfica cobertura de um banqueiro de jogo do bicho. Suspeita-se que a operação tenha vazado pois o contraventor deu às de Vila-Diogo. As dinâmicas autoridades continuam vasculhando a cidade em busca de outros meliantes. Informou o repórter UV, o primeiro e reinformar. Tome Urodonal e viva contente. Locução no estilo do premiadíssimo "Amaral Netto Reporter".

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Brrrrrrrrr...

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Ubatubis

Notícias do Patropi...
Sidney Borges Enquanto esperava ser atendido na farmácia comecei um papo com Ronnie Von, aquele cara que fica na porta sorrindo. Simpático.
Antes de atuar como garoto propaganda ele foi cantor de sucesso. E galã.
A mulherada vibrava quando ele jogava a cabeleira de lado e soltava o dó de peito: meeeu beeeemmm.
A conversa girou em torno de animais de estimação, na verdade nem todos podem ser chamados assim, boa parte não é exatamente estimada. Dizem os indianos que quem pratica um ato vil contra um animal indefeso atrasa o carma. Os patrícios de Bhaskara acreditam na evolução humana, também acreditam na lei da ação-e-reação aplicada à alma.
Eu, que só acredito em Bhaskara, sinto que há filetes de lógica na filosofia hindú.
No caso da enfermeira que espancou até a morte uma indefesa cadelinha, a lei do carma já está fazendo efeito. Certamente os dias que ela está vivendo não são bons. É possível ver na internet o imenso ódio que atraiu.
Se a cadelinha está morta, a assas…
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Opinião

O governo que não começou

José Serra - O Estado de S.Paulo
Em essência, ao término do seu primeiro ano de mandato pode-se dizer que o governo Dilma ainda não começou. Não se sabe ainda a que veio, quais seus rumos. A boa nota atribuída à presidente nas pesquisas talvez seja, em parte, um voto de confiança para que definitivamente comece a governar a partir de 1.º de janeiro de 2012.

O crescimento encolheu; a indústria e o investimento industrial caíram mais do que proporcionalmente; grandes empresas continuam procurando e realizando investimentos no exterior; os investimentos públicos federais se retraíram em R$ 16 bilhões; os incentivos fáceis ao consumo de bens duráveis foram retomados, com impacto maior sobre as importações; a carga tributária cresceu e os juros reais anualizados, apesar da decisão correta do Banco Central de reduzi-los em cerca de 1/8, continuam os campeões mundiais - cerca de 5,5%. Note-se que os comemorados investimentos da Petrobrás têm ficado bem abaixo do previs…
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 22 / 12 / 2011

Folha de São Paulo
"CNJ inspeciona 217 mil e abre guerra no Judiciário"

Levantamento viu 3.438 movimentações suspeitas e fez corregedoria pedir devassa em 22 tribunais
x Uma varredura determinada em 2010 pelo Conselho Nacional de Justiça na movimentação financeira de 216.800 magistrados e servidores do Judiciário está na origem da guerra deflagrada no mundo jurídico, relata Frederico Vasconcelos. Análise dos CPFs de todos os funcionários dos tribunais estaduais, federais, trabalhistas e militares apontou 3.438 movimentações suspeitas e foi usado pela corregedoria do CNJ para determinar a devassa em 22 tribunais do país. Magistrados acharam que o CNJ investigou eventual prática de crime, e não de infração disciplinar, e pediram ao STF a suspensão da apuração. O ministro Ricardo Lewandowski, um dos que receberam pagamento investigado, deu a liminar. Ele diz que sua decisão não o beneficiou, porque ministro do STF não pode ser investigado pelo CNJ, e qu…
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Opinião

Retrocesso institucional

O Estado de S.Paulo
Ao privar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do poder de investigar juízes acusados de irregularidades, por meio de uma liminar, concedida às vésperas do recesso do Judiciário pelo ministro Marco Aurélio Mello, o Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu os meios políticos e jurídicos. A liminar esvazia o poder da Corregedoria Nacional de Justiça e, como só voltará a ser apreciada em fevereiro, dará aos juízes que estão sendo investigados o tempo necessário para apagar rastros ou sumir com provas.

Entre as Cortes que o CNJ está investigando se destaca o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde há suspeitas de pagamentos de honorários em valores muito acima do teto salarial fixado pela Constituição. Um de seus desembargadores é o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) - a entidade que questionou as competências do órgão responsável pelo controle externo da magistratura para tentar impedir a realização de uma devassa …
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 21 / 12 / 2011

Folha de São Paulo
"Ministro do STF deu liminar que o beneficia"

Lewandowski, que vetou ação do CNJ, é um dos que receberam valor investigado
x O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski está entre os magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo que receberam pagamentos que estavam sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Antes de ir para o STF, ele foi desembargador na corte paulista. Anteontem, último dia antes do recesso, o ministro atendeu a pedido de associações de juízes e deu liminar sustando a inspeção. Por meio de sua assessoria, Lewandowski disse que, apesar de ter recebido os recursos, não se sentiu impedido de julgar porque não é o relator do processo e não examinou o mérito – apenas suspendeu a investigação até fevereiro.

O Estado de São Paulo "Nova suspeita sobre Enem foi ignorada por Haddad"

Pré-candidato à Prefeitura desconsiderou informação da PF que indicava abrangência maior do vazamento da…
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Opinião

O comércio e a lei da selva

O Estado de S.Paulo
Mais que um fiasco, a conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), no último fim de semana, foi um novo e estridente sinal de alerta. A atividade comercial foi o principal motor do crescimento econômico nas últimas quatro décadas e a expansão das trocas dependeu em grande parte da liberalização dos mercados. Mas a fase da abertura comercial e dos grandes acordos está encerrada e o vírus do protecionismo tende a se espalhar por todo o globo. As condições de concorrência se tornarão menos civilizadas e o atual sistema de regras será submetido a severos testes de resistência, se o salve-se quem puder superar todas as outras considerações. Dez anos depois de lançada a mais ampla negociação comercial de todos os tempos, a Rodada Doha, ninguém mais tenta disfarçar o fracasso dessa iniciativa. Foi a primeira concebida para ser uma Rodada do Desenvolvimento - seu outro nome - e deu em nada.

A grande negociação já estava emperra…
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Manchetes do dia

Terça-feira, 20 / 12 / 2011

Folha de São Paulo
"Supremo reduz poder do CNJ de investigar juízes"

Decisão liminar de Marco Aurélio na última sessão do ano vale até fevereiro
x Em decisão tomada na última sessão do STF neste ano, o ministro Marco Aurélio Mello reduziu os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle do Judiciário. Agora, em questões disciplinares, o CNJ não poderá tomar a iniciativa de fiscalizar, investigar ou punir juízes antes que os tribunais em que eles atuam nos Estados tomem a iniciativa. A medida, que tem caráter liminar, precisa ser referendada pelo plenário do Supremo em fevereiro. Ao justificar a decisão, o ministro Marco Aurélio alegou que o conselho não tem poderes para “atropelar o autogoverno dos tribunais”. A corregedora nacional dee Justiça, Eliana Calmon, disse ter ficado surpreendida com a medida, mas não vai se manifestar até a decisão do plenário do STF. Com a liminar, ficam prejudicadas as investigações já começad…

Cadê o fim do túnel?

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A ponderar...

Amaury Ribeiro Jr.: assim caminhou a privataria

Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o autor de “A Privataria Tucana” revela os detalhes do seu livro. E mostra que, na história política recente do país, de um lado ou de outro, não há mocinhos nem bandidos

por Rudolfo Lago (original aqui)
Na página 306 do livro “A Privataria Tucana”, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. cita o Congresso em Foco. Ele se refere a uma reportagem do site publicada no dia 23 de outubro de 2010. À época, Amaury era o pivô de várias notícias publicadas na imprensa que envolviam o comitê de campanha da então candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. O jornalista tinha sido procurado para tentar desvendar quem seria responsável por vazamentos de informações que aconteciam na campanha e acabou esbarrando num violentíssimo caso de fogo amigo dentro do próprio PT. No curso da apuração do caso, descobriu-se que Amaury preparava um livro sobre o processo de privatização ocorrido no governo Fernand…