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Mostrando postagens de Novembro 9, 2014

Pitacos do Zé

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De quem é a costeira?

José Ronaldo dos Santos
Quando criança, a minha diversão preferida era ir pular pedras pelas costeiras. Coisa boa! Desconfio que esse prazer e as pedaladas constantes deram-me as que forças nas pernas. Também foi assim que aprendi as diversas denominações dos lugares dado pelos antigos caiçaras. Pedra do Alçapão, Costeira do Tolino, Pedra do Zé Bráz, Lage Preta, Toca do Mero... são alguns exemplos. O legal é que eles trazem uma carga emocional muito importante na minha história. Só para ilustrar: foi na Pedra do Alçapão que eu vi o papai pescar a maior garoupa da minha vida. Era uma tarde, pouco antes do serão, quando a vara se retesou. A danada entocou, mas o ardiloso pescador tencionou a vara numa greta de pedra e, no dia seguinte, logo cedo, lá estava a bitela boiando. Que beleza! Comemos e repartimos com  mais gente!

Ainda continuo gostando de estar pelas pedras das costeiras, mas agora a agilidade já não permite pular como antigamente. Num dia desses, lembrando…

Dominique

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Opinião

O movediço apoio a Dilma

O ESTADO DE S.PAULO
Desta vez o PT não pode acusar a mídia de distorcer os fatos para deixá-lo mal. Ninguém menos do que um de seus vice-presidentes, o deputado cearense José Guimarães, acaba de reconhecer indiretamente um dos deploráveis resultados do modelo petista de fazer política - no caso, os efeitos disfuncionais da forma pela qual, desde os anos Lula, a legenda tenta manter no Congresso o que deveria ser um confiável esquema de sustentação do governo. "O PT não pode ficar nesse mata-mata aqui", desabafou, em declarações ao Estado, dias atrás. Ele aludia ao espetáculo proporcionado pelas siglas que, tendo feito parte das coligações eleitorais petistas ou tendo aderido ao bloco afinal vitorioso, se entregam à rotina de se engalfinhar entre si ou, de preferência, com o partido do Planalto - do qual exigem invariavelmente mais do que sabem que receberão. O nome do jogo é chantagem.

A imprensa afirma serem 365 deputados (em 513) os membros da base, o…

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado, 15 / 11 / 2014

O Globo
"Corrupção na Petrobras leva à prisão diretores de empreiteiras"

Contratos de empresas com ex-diretor preso tem conta na a estatal chegam a R$ 59 bi

Ex-diretor preso tem conta na Suíça para esconder propina

MP investiga pagamento de suborno para Roseana Sarney

Na segunda fase da Operação Lava-Jato, o Ministério Público e a PF elegeram como alvos dirigentes das empreiteiras acusadas de pagar propina a servidores da Petrobras e a políticos de PT, PMDB e PP. Entre os 18 presos ontem estão os presidentes das empreiteiras OAS, Queiroz Galvão e UTC. Os de Camargo Corrêa e Iesa são considerados foragidos. Foi preso também o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, indicado ao cargo pelo ex-ministro José Dirceu. Duque, acusado de negociar a propina repassada ao PT, tinha conta na Suíça para receber os pagamentos. A PF levou a cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari, para prestar depoimento. Ela recebeu R$ 110 mil da OAS para repassar aos petistas.…

Excelências confabulando...

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Coluna do Celsinho

Velhitude

Celso de Almeida Jr.

Uma das vantagens dos recentes cabelos brancos é que vieram com bonificação.

Explico.

Meu grisalho - que há alguns anos começou leve - de uns tempos prá cá avançou acelerado.

E foi aí, justamente nesta transição, que ganhei dose extra de resignação.

Veio gratuita.

Compensação da natureza pela velhitude.

E, acredito, brindou-me em boa hora, justamente em ano de eleições acirradas.

Resignado, consegui não entrar em bola dividida com amigos e amigas que insistiam neste ou naquele candidato.

Resignado, resisti aos embates quentes.

Resignado, declinei de defender ou acusar pretensos salvadores da pátria.

Talvez, a lembrança de passagens da história do Brasil e do mundo tenham contribuído para o meu sossego.

É possível, até, que a constatação de um eleitorado dividido selou a calmaria.

Não gastarei a paciência dos leitores queridos com as explicações de minha calma & paz.

Registro, porém, duas dicas.

A unidade do país foi mantida, mesmo em crises realmente violentas, no m…

Dominique

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Opinião

O estranho mundo da presidente

O ESTADO DE S.PAULO
Preocupante é o adjetivo mais suave para classificar a entrevista da presidente Dilma Rousseff em Doha, a caminho da Austrália, onde participará da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (G-20). Ao falar sobre a situação das contas públicas brasileiras, amplamente deficitárias, ela mostrou evidente dificuldade para reconhecer as condições econômicas e fiscais de seu país e das maiores potências, tanto desenvolvidas quanto emergentes. Incapaz de alcançar a meta fixada para as contas públicas neste ano, o Executivo mandou ao Congresso um projeto de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Tentando refutar as críticas ao projeto, a presidente se perdeu num cipoal de despropósitos.

O primeiro erro - e talvez o menos grave - foi a referência aos "20 países do G-20". Os integrantes do grupo são 19 países com representação nacional mais a União Europeia. Qualquer frequentador desse fórum deveria conhecer esse detalhe. A presiden…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira, 14 / 11 / 2014

O Globo
"Corrupção obriga Petrobras a adiar balanço"

Auditoria se recusou a dar aval, e resultado agora só sairá em dezembro

Estatal alega ajustes após investigações de esquema revelado pela Lava-Jato

A Petrobras informou ontem à noite que adiou a divulgação de seu balanço financeiro e, pela primeira vez, reconheceu que tomou a decisão devido a “possíveis ajustes contábeis” por causa da Operação Lava-Jato, da PF. A decisão ocorreu após a empresa de auditoria Pricewaterhouse Coopers se recusar a assinar o balanço sem antes receber relatórios internos da estatal sobre as denúncias de corrupção. A auditoria já havia exigido a demissão do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, citado nas denúncias. O prazo para a Petrobras divulgar o balanço expirava hoje.

Folha de S.Paulo
"Investigada, Petrobras adia entrega de balanço"

Estatal diz ‘passar por momento único’ por conta das denúncias de corrupção

A Petrobras anunciou na noite de ontem (1…

Dominique

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Opinião

Caixinha de surpresas

Ferreira Gullar
Gostaria de deixar claro que, muito embora tenha criticado a atuação de Dilma Rousseff e do PT durante a campanha eleitoral, não torço para que seu governo fracasse, mesmo porque o que está em jogo, neste caso, é o interesse do país e, consequentemente, o interesse de todos nós.

Na última crônica, afirmei que Dilma terá de enfrentar graves problemas, tanto no plano econômico e político, como nos escândalos que envolvem a Petrobras e o próprio partido do governo. Não me rejubilo com isso. Apenas constato o que está evidente para todo mundo que acompanha a vida política brasileira.

Não resta dúvida que o escândalo das propinas, na Petrobras, não foi inventado pela imprensa, como já agora admite a própria Dilma.

Não sei qual é o grau de envolvimento que têm ela e Lula com esses escândalos, mas espero, como todo cidadão, que os fatos sejam apurados e os culpados, punidos. E certamente ela própria, a presidente da República, pensará assim, uma vez que, dura…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira, 13 / 11 / 2014

O Globo
"Mudança na meta fiscal já enfrenta forte reação"

Oposição ameaça tomar medidas judiciais, e TCU critica ‘improvisação ’

PMDB na Câmara pede mais tempo para apreciar proposta que permite ao governo gastar mais

Um dia depois de ser anunciada, a proposta do governo para mudar a meta fiscal sofreu duras críticas. O presidente do TCU, Augusto Nardes, chamou a medida de improvisação e jeitinho. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a oposição estuda medidas judiciais porque, para ele, a presidente Dilma incorrerá em crime de responsabilidade se o projeto for aprovado. O governo enfrenta resistência também em sua base. A bancada do PMDB na Câmara surpreendeu o partido e pediu tempo para apreciar a proposta. O projeto do governo amplia descontos da meta fiscal, dando aval para o país registrar déficit este ano.

Folha de S.Paulo
"Pacto China - EUA destrava negociações sobre o clima"

Maiores emissores de CO2 se comprometem a cumprir metas de…

Dominique

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Opinião

Lulopetismo desconstrói Dilma

O ESTADO DE S.PAULO
A coisa está pior do que parece para Dilma Rousseff, agora que o PT se garantiu por mais quatro anos no poder. Os graves problemas políticos que ela terá pela frente no segundo mandato que conquistou com escassa margem de votos não moram apenas do outro lado da Praça dos Três Poderes, no Congresso Nacional, mas também a poucos metros de seu próprio gabinete no Palácio do Planalto, onde está instalada, pelo menos até o fim do ano, uma ardilosa quinta coluna comandada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Em longa entrevista à BBC Brasil, Gilbertinho - como Lula o chama - detonou o desempenho de Dilma, a partir de uma 
perspectiva petista, mais particularmente a do próprio ex-presidente.

Os petardos de Gilberto Carvalho: "O governo praticou o diálogo nesses anos, mas, para o padrão da sociedade brasileira hoje, há muito que fazer. Sobretudo no diálogo com os principais atores na economia e na polític…

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira, 12 / 11 / 2014

O Globo
"Governo pede brecha para descumprir meta fiscal"

Projeto enviado ao Congresso dá aval para país ter déficit este ano

Planalto propõe mudar Lei de Diretrizes Orçamentárias porque não conseguiu poupar o prometido. Ministra nega que seja ‘cheque em branco’ e alega necessidade de gastar mais. Oposição critica, e PMDB promete apoio

Para evitar o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governo enviou ao Congresso projeto que permite abatimento de todas as despesas com PAC e desonerações da meta de superávit primário. Esses gastos somam R$ 138 bilhões este ano, mais que os R$ 116,1 bilhões de esforço fiscal até então prometido. Na prática, a mudança dá aval para o país ter déficit, ou seja, gastar mais do que arrecada. Analistas temem que a piora nas contas públicas leve ao rebaixamento do Brasil por agências de rating.

Folha de S.Paulo
"De saída, Marta provoca mal-estar com Planalto"

Petista deixa Ministério da Cultura com …

Dominique

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Opinião

Invadindo terreno alheio

O ESTADO DE S.PAULO
O Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão a caminho de se desentender. Os parlamentares criticam o ativismo judicial da Corte presidida pelo ministro do STF Antonio Dias Toffoli - e as suas queixas procedem. Já na reta final da disputa pelo Planalto, proibiu-se a ida ao ar de mais de uma dezena de peças de propaganda, sob o argumento de que, em vez de "propositivas", como deveriam ser se obedecessem estritamente à letra da legislação, continham ataques ao adversário. Isso, no dizer de Toffoli, degradaria a competição eleitoral no que chamou "baile de risca-faca". À época, sustentou-se neste espaço que a iniciativa, apesar da motivação louvável, configurava censura política e descrença na capacidade do eleitorado de punir nas urnas, ele próprio, a baixaria.

Passadas duas semanas do segundo turno, o mesmo Toffoli indica que o TSE poderá alterar parte das normas que regem a competição pelo voto para &quo…

U.V.

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Manchetes do dia

Terça-feira, 11 / 11 / 2014

O Globo
"Rio e SP preveem obras de R$ 8,5 bi para água"

Alckmin se reúne com Dilma e pede ajuda federal

Estudo encomendado pelo Inea recomenda intervenções de R$ 5 bi no Rio para resolver gargalos

Juntos, os estados do Rio e de São Paulo terão de fazer investimentos de R$ 8,5 bilhões nos próximos anos para evitar o colapso no abastecimento de água em épocas de seca como a atual. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ontem pediu ajuda à presidente Dilma para financiar 8 obras de infraestrutura hídrica que custarão , ao todo , R$ 3,5 bilhões e só começarão a ficar prontas em 2015. No Rio, um estudo encomendado pelo Instituto Estadual de Ambiente (Inea) prevê que terão de ser gastos R$ 5 bilhões para resolver os problemas de água e universalizar o abastecimento até 2030.

Folha de S.Paulo
"Com tempo seco, SP tem o ar mais poluído em 7 anos"

Previsão de poucas chuvas deve agravar situação na cidade; para Cetesb, cenário não é tão crítico

Com pou…

Dominique

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Opinião

A fonte secou

Fernando Gabeira
“Eu não sou água pra me tratares assim. Só na hora da sede é que procuras por mim”

São versos de uma canção de amor desfeito. Mas revelam a maneira cotidiana como vemos a água num país que tem um quarto dos recursos hídricos do planeta: basta procurá-la na hora da sede.

Um motorista de táxi de São Paulo aproveitou o trânsito lento para me contar como foi a reunião do condomínio onde mora. No final, perguntou se não estava me chateando. Despedi-me sem dizer a ele que, ao contrário, estava me inspirando. Ver o tema da água invadindo as conversas, mudando hábitos, era presenciar o início de uma pequena revolução cultural vivida pela Califórnia, que reformulou suas leis, ou mesmo por Israel, que transformou a escassez de água em produção tecnológica que lhe rende muitas divisas.

Há oito anos, fui convidado pelo Greenpeace para falar na Holanda sobre os temas que poderiam inspirar suas campanhas. Éramos eu e um americano. Propus água, ele propôs as bombas sujas qu…

U.V.

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Manchetes do dia

Segunda-feira, 10 / 11 / 2014

O Globo
"Custo da violência já chega a 5,4% do PIB"

Estudo mostra que gastos com consequências são maiores do que com prevenção no país

Dados do Anuário de Segurança Pública são um alerta para o impacto financeiro do problema, que atinge todos os estados

A violência no Brasil é devastadora também na economia. Só em 2013, o impacto financeiro foi de R$ 258 bilhões, revela o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado amanhã. A maior parte desse valor — R$ 192 bilhões — é gasta com as consequências do problema, e não com sua prevenção. O investimento dos governos em segurança pública é de R$ 61,1 bilhões. A violência, que se alastra por todos os estados, já custa ao país 5,4% do PIB. A vítima morre de forma prematura e deixa de produzir e consumir. Entram na conta das despesas, também, gastos com saúde, seguros e segurança privada. Especialistas mostram que a questão é um entrave ao desenvolvimento.

Folha de S.Paulo
"Após Lei Seca mais…