Rock Book: quando o nome do jogo é literatura "A absoluta ausência de ilusões, de auto-engano, é o que caracteriza – ou deveria caracterizar – a postura do escritor" Márcia Denser Coletâneas temáticas têm sido uma constante nos anos 2000 – vide todas aquelas lançadas pela Nova Alexandria, editor Luiz Baggio (sobre os Imigrantes, os Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Signos, etc.etc.etc.), aliás como “temático” – parques temáticos, bibliotecas temáticas – tem sido quase tudo sob a cobertura geral da pós-modernidade na linha do fake, do simulacro e do revival. Na falta do original, sob todos os aspectos. Porque o espírito mercantilista coopta tudo o que se pensa, sente, faz e produz artísticamente, e transforma tudo em merda na velocidade da luz. Tudo isso pra falar da coletânea lançada agora na praça, Rock Book – contos da era da guitarra (S.Paulo, Editora Prumo, 2011), com a participação de vinte autores (nesta ordem: Márcia Denser, Alex Antunes, André Sant’Anna, Ne...