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Mostrando postagens de Fevereiro 8, 2015

Dominique

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Opinião

A servidão voluntária

João Pereira Coutinho
Sazonalmente, recebo mensagens de leitores que me perguntam por livros fundamentais no mundo da política. Respondo. Melhor, vou respondendo. E é provável que, nas canseiras do dia, os meus disparos tenham alvos diversos: um Aristóteles aqui; um Maquiavel ali; um Locke mais além.

Mas quando penso demoradamente no assunto, consultando os meus neurônios com uma contemplação digna de Montaigne, percebo que nunca sugeri um amigo dele, autor de um ensaio crucial na biblioteca de qualquer cavalheiro que se preze.

Verdade que o autor em questão escreveu o texto na juventude para depois o renegar. Não vou especular sobre esse gesto (outras histórias). Exceto para dizer que o mal estava feito e, no meu caso, a cabeça do cronista já estava formatada pelas palavras do sr. Étienne de la Boétie (1530 - 1563).

O nome não figura como deveria nos grandes compêndios do pensamento político, embora a importância do francês seja imensa na Europa continental. Sem refe…

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 14 / 02 / 2015

O Globo
"Folia com 344 blocos arrastará 5 milhões"

Só o Bola Preta, que desfila hoje e manhã no Centro, deve reunir dois milhões de pessoas

De hoje até Quarta-Feira de Cinzas, pelo menos 344 blocos de carnaval desfilarão pelas ruas do Rio, prometendo arrastar 5 milhões de pessoas, sendo 900 mil turistas. Além da segurança, que foi reforçada, o desafio é o trânsito: ao entregar a chave da cidade ao Rei Momo, o prefeito Eduardo Paes brincou e pedia que ele resolva todos os problemas da cidade, inclusive os engarrafamentos. Um desafio que já começa hoje com o desfile do Bola Preta que deve levar até dois milhões de pessoas para o Centro á partir das 7hs. À noite, a expectativa é pelo desfile da Estácio na Sapucaí, que briga para voltar ao Grupo Especial.

Folha de S.Paulo
"Investidor já paga mais por seguro contra "risco Brasil""

País é tratado no mercado como se tivesse perdido selo de bom pagador da dívida

O Brasil já tem sido tratado por inve…

Carnavais de outrora...

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Coluna do Celsinho

Vira, vira

Celso de Almeida Jr.

Nesta sexta-feira 13, véspera de carnaval, talvez a fantasia adequada seja a de Gato Preto.

E por falar no bom gatinho, o Ney Matogrosso já cantava:

Vira, vira, vira homem, vira, vira, lobisomem...

Por essas e outras, o famoso Bloco da Caxorrada - onde homem se fantasia de mulher e, mulher, de homem - promete grandes virações nestes dias de Momo.

Jovem, faz tempo, desfilei de Xuxa, quando ela ainda não tinha aderido à emissora do Bispo.

Felizmente a peruca loira tornou-me irreconhecível, o que poupou-me de grandes sarros de amigos conservadores.

Delícia, o Carnaval.

Vou, então, de reco-reco, pandeiro e tamborim.

Alegria, alegria, até as cinzas da próxima quarta-feira.

Depois, página virada, o início do ano brasileiro.

Ocasião em que o carnaval vira circo.

Visite: www.letrasdocelso.blogspot.com

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Dominique

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Opinião

Os suspeitos de sempre

Gabeira
Escolheram mais um suspeito de sempre. Essa frase, de um jornalista americano, sobre o novo presidente da Petrobras é precisa.

Certamente não se referia à trajetória pessoal de Aldemir Bendine. Ele ignora que o banqueiro guarda dinheiro no colchão ou que fez um empréstimo generoso à socialite Valdirene Aparecida Marchiori. Creio que queria apenas dizer que o governo arruinou a Petrobraas e dificilmente encontrará alguém, dentro dos seus quadros, capaz de reconstruí-la.

Era preciso um novo presidente com capacidade e autonomia. Se alguém com talento conseguisse sobreviver no governo, decerto seria alvejado pelos atiradores do PT ao revelar alguns vestígios de autonomia.

O PT completou 35 anos com festa. E de alguma forma lembrando a frase “cuidado com os idos de março”. É uma data do calendário, talvez o dia 15, lembrada pelo assassinato de César. Os idos de março sempre evocam momentos trágicos para um governo.

No caso brasileiro, o grande ad…

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 13 / 02 / 2015

O Globo
"Doleiro acusa Dirceu de receber propina para PT"

Youssef diz que ex-ministro e Vaccari eram os indicados pelo partido

Petistas negam as acusações; ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa afirma que a Odebrecht depositou US$ 31,5 milhões em contas no exterior para ele

Em novo trecho de sua delação premiada divulgado ontem, o doleiro Alberto Youssef envolve diretamente o ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão e cumprindo prisão domiciliar, no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Lava Jato. Assim como o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, Dirceu é apontado por Youssef como um dos responsáveis por receber , para o partido , dinheiro de propina de empreiteiras investigadas no escândalo. Tanto o ex-ministro como o tesoureiro negam as acusações. Ao explicar por que divulgou o novo trecho, o juiz Sérgio Moro afirmou que “não cabe ao Judiciário ser guardião de segredos sombrios”. Já o ex-diretor da Petrobras Paulo Robe…

Dominique

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Opinião

O vírus da Satiagraha na Lava Jato

Elio Gaspari
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não precisava ser levado coercitivamente para a Polícia Federal. Bastava chamá-lo, ou ainda revelar que o comissário não atendia a intimações. Também não era necessário que a PF divulgasse o vídeo de um agente pulando o muro de sua casa depois que ele se recusou a abrir o portão. Afinal, o que lhe restava fazer, esperar um disco voador? Em novembro a PF reconheceu que arrolou indevidamente um diretor da Petrobras numa lista de beneficiários de comissões. Já apareceram dezenas de listas com os nomes de parlamentares metidos nas roubalheiras. Nenhuma delas baseada em provas, apenas galerias com os suspeitos de sempre. Nomes encontrados na agenda do "amigo Paulinho" são apresentados como indícios de traficâncias, quando deveriam ser tratados como subsídios para as investigações, até mesmo porque ele assinou um contrato de colaboração com a Viúva.

Noutra investigação, não era necessário que o ex-…

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 12 / 02 / 2015

O Globo
"Pressionado, governo já aceita negociar ajuste"

Planalto deve ceder nas mudanças em benefícios trabalhistas

Áreas técnicas estudam emendas para abrir negociação, admitida por ministros; ‘Ninguém é dono da verdade’, diz Manoel Dias

Diante da reação contrária do PT, de partidos aliados no Congresso e das centrais sindicais, o governo já admite negociar alterações nas suas propostas de mudanças em benefícios trabalhistas, como pensões e seguro-desemprego, incluídas no ajuste fiscal. Ciente das dificuldades para aprovar as medidas provisórias da forma como foram enviadas, técnicos do governo refazem contas e estudam modificações para negociar com o Congresso. Perguntado sobre a possibilidade de o Planalto ceder, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que “ninguém é dono da verdade”. O ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) admitiu que o governo está disposto a discutir , mas não detalhou o que poderia ser mudado: “Quem abre diálogo já …

Dominique

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Opinião

Reputação abalada

O ESTADO DE S.PAULO
Dilma Rousseff é desonesta, falsa e indecisa. Esta é a opinião, respectivamente, de 47%, 54% e 50% dos brasileiros consultados pelo Datafolha. Esta impopularidade a própria presidente da República construiu e foi significativamente ampliada a partir do momento em que veio se somar à comprovação de sua incompetência como chefe do governo a constatação, diante das medidas anunciadas logo após a posse, de que agiu de má-fé e mentiu deslavadamente durante a campanha eleitoral, fazendo agora exatamente aquilo que havia acusado seus opositores de estarem propondo: uma guinada na condução da economia e das finanças públicas e "correções" em benefícios trabalhistas.

Agora, alarmada com o panorama sombrio da avaliação do seu governo - queda de 42% para 23% de ótimo/bom e aumento de 24% para 44% de ruim/péssimo -, Dilma tenta articular uma ofensiva de comunicação para recuperar as perdas, inclusive recorrendo aos truques do marqueteiro João Santana, …

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 11 / 02 / 2015

O Globo
"Dilma enfrenta dia de derrotas na Câmara"

Orçamento impositivo é aprovado e oposição comandará reforma política

Documento do Diretório do PT cobra coerência da presidente com discurso da campanha eleitoral e critica mudanças em benefícios trabalhistas, como pensões e seguro-desemprego, incluídas no ajuste fiscal

Sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara impôs dura derrota ao governo ontem ao aprovar o orçamento impositivo, que obriga a execução de emendas individuais dos parlamentares e reduz o poder de negociação do Planalto para a aprovação de projetos. Com o PT rebelado contra medidas do ajuste fiscal que mudam benefícios trabalhistas, o Planalto sofreu ainda outro revés na Câmara: o comando da comissão da reforma política foi entregue à oposição. Documento aprovado pelo PT cobra coerência de Dilma com promessas de campanha.

Folha de S.Paulo
"Chuvas levam SP a adiar decisão sobre rodízio"

Alckmin diz que esquema mais prováve…

Dominique

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Opinião

A impopularidade que Dilma construiu

O ESTADO DE S.PAULO
Surpresos e alarmados com a forte queda nos índices de avaliação da presidente Dilma Rousseff, o governo e o PT se articulam, não necessariamente entre si, para recolher os cacos da desastrada atuação da criatura de Lula em todas as frentes, da política à econômica, obra que em seu conjunto é tida como a mais grave ameaça concreta, em 12 anos, ao projeto de poder do lulopetismo.

Em apenas dois meses, como revelou pesquisa Datafolha, despencou quase à metade, de 42% para 23%, o número de brasileiros que consideram ótimo/bom o governo de Dilma, enquanto aumentou de 24% para 44% o daqueles que o julgam ruim/péssimo. É o reflexo do choque de realidade pós-eleitoral para o qual a chefe do governo contribui decisivamente com a soberba e a teimosia que inspiram suas decisões quase sempre balizadas por uma bitola ideológica estreita e arcaica. A escalação da equipe econômica foi, pelo menos até aqui, uma surpreendente exceção a essa regra.

U.V.

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Manchetes do dia

Terça-feira 10 / 02 / 2015

O Globo
"Petistas já boicotam ajuste fiscal de Dilma"

PT apresenta emendas que mudam texto da presidente

Deputados e senadores do partido tentam derrubar alterações no seguro-desemprego e no pagamento de pensões a viúvas

Com popularidade em queda e dificuldades para unir a base aliada, a presidente Dilma enfrenta agora fogo amigo em seu partido. Defendido por ela desde a posse, o ajuste fiscal virou alvo de petistas, preocupados com sua imagem junto ao eleitorado. Das 435 emendas apresentadas até ontem à medida provisória que muda as regras de pensões e auxílio-doença, 66 são do PT, informa Fernanda Krakovics. Uma delas, da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), suprime mudança no cálculo das pensões. Na mesma linha, o deputado Vicentinho (PT-SP) quer manter as regras atuais para pensões a viúvas. À MP que muda o seguro-desemprego já foram apresentadas 201 emendas, 36 do PT. 

Folha de S.Paulo
"Governistas do Congresso ameaçam ajuste fiscal&q…

Dominique

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Opinião

A farra dos partidos

O ESTADO DE S.PAULO
Uma democracia só é digna desse nome quando estimula a participação política organizada, razão pela qual não se deveria considerar a criação de novos partidos um problema. No entanto, esse princípio está sob permanente desmoralização no País, uma vez que aqui o sistema representativo ameaça se tornar mero simulacro da relação promíscua entre o governo e sua bancada no Congresso.

O mesmo governo que defende com ardor uma "reforma política", com o alegado objetivo de pôr um fim a essa barafunda, é justamente aquele que, nos bastidores, incentiva os mascates da política a inventar novos partidos e, assim, ampliar as possibilidades de formar sua clientela, para depender menos ou mais deste ou daquele grupo do Congresso. O recado foi plenamente entendido por oportunistas de variados quilates - e a consequência disso é que há mais de 40 partidos na fila da Justiça Eleitoral à espera de autorização para se juntar aos 32 já existentes.

Como infor…

U.V.

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Manchetes do dia

Segunda-feira 09 / 02 / 2015

O Globo
"Base teme piora na relação com o Congresso"

Avaliação de Dilma em queda dificulta aprovação de medidas

Mudanças nas regras do abono salarial e do seguro-desemprego são algumas propostas que correm o risco de serem barradas

A forte queda no índice de avaliação da presidente Dilma Rousseff tornará ainda mais difícil a aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso. Diante do resultado da última pesquisa Datafolha em que o índice de aprovação do governo caiu de 42% para 23% em dois meses, líderes de partidos da base admitem que a relação do Executivo com o Parlamento tende a piorar, e por isso, correm risco medidas impopulares apresentadas no início deste segundo mandato, como as mudanças nas regras do seguro-desemprego e do abono salarial. Caciques do PT admitem que é preciso melhorar o diálogo com a sociedade, mas analistas preveem que o desencanto da população deve crescer. 

Folha de S.Paulo
"Racionamento de água e luz tem apoio…

Dominique

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Opinião

Carnaval, ou me engano?

Gabeira
Neste período de carnaval, sinto-me, às vezes, num planeta vizinho próximo o bastante para ouvir os blocos na rua, numa posição confortável para recordar. Quando menino, ouvi meu tio cantar: “Ai morena, seria o meu maior prazer/ passar um carnaval contigo/ beijar a tua boca/ e depois morrer”.

No final da marchinha, a morena seria mais rainha do que é, e o Rei Momo beijaria os seus pés. Aquilo soava como uma paixão incontrolável. Beijar a sua boca e depois morrer? Não era um preço muito alto? O Rei Momo beijava apenas os pés da morena. Queria preservar a vida, para outros carnavais? Talvez beijar a sua boca fosse, na época, a metáfora de ir para a cama. E o verso “depois morrer”, uma alusão ao orgasmo, esse desligar-se do mundo.

O carnaval é isso, mas não inteiramente. Nunca me saiu da lembrança uma cena no inverno europeu. Era uma festa de exilados, e, a certa altura, alguns fizeram um cordão e começaram a cantar “Mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”, com …

U.V.

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Manchetes do dia

Domingo 08 / 02 / 2015

O Globo
"Escândalos em série - Petrobras contratou 60% das obras por convite"

Usado por cartel, esquema que dificulta fiscalização envolveu R$ 220 bi

Adoção do método cresce nove vezes, justamente no período investigado pela Operação Lava-Jato

O uso de cartas-convite, modelo de licitação em que a Petrobras escolhe quem vai participar, sem obrigação de divulgar editais, cresce nove vezes de 2003 a 2012 e movimentou R$ 220 bilhões em compras, justamente no período investigado na Operação Lava-Jato, contam Alexandre Rodrigues, Fábio Vasconcellos e Cleide Carvalho. Um dos delatores ouvidos pela Polícia Federal disse que esse sistema fortaleceu a ação do cartel de empreiteiras investigadas: três delas foram as mais contratadas por carta-convite.

Folha de S.Paulo
"Crises derrubam popularidade de Dilma, Alckmin e Haddad"

Segundo Datafolha, petista tem a mais baixa avaliação de um presidente desde FHC

Petrolão, piora da economia e escassez de água desgastam i…