Guerra à vista!

Colômbia acusa Equador e Venezuela na Assembléia da ONU

Vice-presidente acusa "alguns países" de não combaterem terror; morte de líder das Farc gera crise diplomática

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
GENEBRA - O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos Calderón, acusou nesta segunda-feira, 3, diante da plenária das Nações Unidas, em Genebra, "alguns países" latino-americanos de não estarem cumprindo com determinações da ONU de lutar contra o terrorismo. Calderón se pronunciou no dia seguinte à decisão dos governos da Venezuela e Equador de retirar embaixadores de Bogotá e colocar tropas nas fronteiras após o Exército colombiano matar o número 2 das Forças Armadas revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, em território equatoriano.
O comandante da polícia da Colômbia disse que documentos encontrados em um computador onde o líder das Farc, Raúl Reyes, foi morto pelo comando colombiano indicam que o presidente do Equador, Rafael Correa, vinha estreitando relações com o grupo. Os dois documentos, cujas cópias foram obtidas independentemente pela Associated Press, foram aparentemente escritas por Raul Reyes nos últimos dois meses. Eles foram endereçados ao alto comando do grupo. Um porta-voz do governo equatoriano disse que as acusações são falsas.
"Esses documentos levantam a questão sobre quais são as relações do governo do Equador com a organização terrorista", disse o general Oscar Naranjo, comandante da polícia colombiana. Segundo ele, os documentos mostram sem sombra de dúvida que Reyes "construía uma agenda (de compromissos) com o Equador". Ele disse que a Colômbia deverá pedir uma explicação a Correa por sua relação com as Farc, o que, "em nossa opinião, afeta a segurança nacional da Colômbia". O porta-voz do ministério de Segurança Interna do Equador, Edmundo Carrera, acusou Naranjo de estar mentindo. "Eles tentam encobrir o que fizeram", afirmou.

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