Política

Dilma arma-se para proteger o cofre

Weiller Diniz Brasília
No final da década de 60, Dilma Roussef, hoje ministra da Casa Civil, era uma guerrilheira temida até pelos órgãos de repressão. Militante do movimento VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), organizou o assalto ao cofre do governador de São Paulo, Adhemar de Barros, que rendeu US$ 2,5 milhões. Quarenta anos depois, Dilma é a guardiã de outro cofre, o que abriga os segredos dos R$ 51 milhões gastos com cartões corporativos da presidência da República de 2003 a 2007, entre eles todos os gastos sigilosos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para preservar os segredos do cofre, Dilma recorreu às lições do passado para detonar uma guerrilha jurídica. Em um mesmo mês ela deu duas respostas conflitantes a requerimentos do Senado que pediam informações sobre as despesas efetuadas com os cartões corporativos. A Secretaria de Administração da Presidência, onde estão os maiores gastos com os cartões, é subordinada diretamente à ministra e de lá saem os gastos de Lula com transportes, alimentação, viagens e recepções.
Para o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), a ministra prestou todas as informações. Já para o tucano Alvaro Dias (PR), que queria ver a idoneidade das prestações de contas, a autenticidade das notas fiscais e detalhes de todas as despesas, ela mandou trancafiar o cofre.

Leia mais

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mosca-dragão

Eleições 2008