Acidente no Rio

Delegado afirma que avião abasteceu com combustível trocado

Segundo ele, notas fiscais comprovam o uso de querosene. Aparato parecido com uma caixa-preta será levado para Washington.

Cláudia Loureiro Do G1, no Rio
O delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), teve acesso às notas fiscais da compra do combustível que abasteceu o avião Cirrus que caiu na Barra, Zona Oeste do Rio, domingo (2), matando as quatro pessoas que estavam a bordo. Segundo ele, a aeronave recebeu querosene em vez de gasolina, mas ainda é cedo para afirmar se isso foi a causa do acidente.
Segundo explicou a assessoria da Infraero, o querosene só é utilizado em aeronaves que têm turbina.

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Nota do Editor - Trocaram o combustível no abastecimento. Embora pouco provável é uma hipótese a ser levada em conta, querozene produz fumaça e esse é um dos argumentos dos que assistiram ao acidente. O avião soltava fumaça. Se de fato aconteceu, podemos imaginar que havia alguma gasolina no circuito de alimentação, suficiente para o taxiamento. Na corrida de decolagem uma testemunha disse que o motor deu algumas tossidas, o que é estranho, a máquina era novíssima e havia pousado pouco antes sem problemas. Podemos imaginar que quando o querozene chegou aos pistões o motor engripou. O desfecho acabou sendo trágico. Como eu disse, é uma hipótese, mas não difícil de verificar, inclusive pela análise dos resíduos da combustão. (Sidney Borges)

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