Ubatuba em foco
O inferno dos vivos
Corsino Aliste Mezquita
Nos momentos de lazer reflexivo costumo ler ou reler clássicos literários que ocupam a estante da biblioteca. Dias passados optei pelas cidades invisíveis de ITALO CALVINO. (Biblioteca Folha-Tradução: Diogo Mainarde). É um diálogo entre Kublai Kahn e Marco Pólo sobre o basto império do primeiro.
No final da jornada de repasse a seu imenso e rico império, Kublai Kahn disse pessimista:
“É tudo inútil, se o último porto só pode ser a cidade infernal, que está lá no fundo e que a nos suga num vórtice cada vez mais estreito”. (pg. 158).
Ao ler a frase parei para refletir sobre a cabeça de lagosta que devem ter aqueles prefeitos que, em vez de governar, e procurar construir paraísos, utilizam as ondas dos rádios e outros meios de comunicação de massa, para insultar cidadãos que procuram fugir e minorar os tormentos dos infernos, por eles (prefeitos) e seus áulicos criados. Foi apenas uma reflexão.
Em resposta ao pessimismo de Kublai Kahn, Marco Pólo convida-o a aprofundar a reflexão sobre o inferno e disse:
“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até o ponto de deixar de percebe-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preserva-lo, e abrir espaço”.(pg. 158).
O parágrafo acima não é um retrato da Ubatuba atual?. Deixo para os eventuais leitores a resposta.
Congratulo-me com aqueles que, em Ubatuba, não se acomodam, ao inferno que vivemos, e querem liberta-la do inferno do lixo transbordado e de outros lixos, dos buracos de ruas e praças, das obras inacabadas e abandonadas, dos alugueis em série, das terceirizações onerosas e sem controle, da saúde precária e sempre em frangalhos, da educação esculhambada, etc...etc... etc. Estes, a pesar dos insultos, as agressões, os processos, a difamação, a calúnia.... continuam sendo cidadãos, defendendo a democracia, a ética, a transparência e lutando para que o paraíso natural de Ubatuba deixe de ser inferno mal administrado e passe a ser paraíso social.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem políticos insultantes.
Corsino Aliste Mezquita
Nos momentos de lazer reflexivo costumo ler ou reler clássicos literários que ocupam a estante da biblioteca. Dias passados optei pelas cidades invisíveis de ITALO CALVINO. (Biblioteca Folha-Tradução: Diogo Mainarde). É um diálogo entre Kublai Kahn e Marco Pólo sobre o basto império do primeiro.
No final da jornada de repasse a seu imenso e rico império, Kublai Kahn disse pessimista:
“É tudo inútil, se o último porto só pode ser a cidade infernal, que está lá no fundo e que a nos suga num vórtice cada vez mais estreito”. (pg. 158).
Ao ler a frase parei para refletir sobre a cabeça de lagosta que devem ter aqueles prefeitos que, em vez de governar, e procurar construir paraísos, utilizam as ondas dos rádios e outros meios de comunicação de massa, para insultar cidadãos que procuram fugir e minorar os tormentos dos infernos, por eles (prefeitos) e seus áulicos criados. Foi apenas uma reflexão.
Em resposta ao pessimismo de Kublai Kahn, Marco Pólo convida-o a aprofundar a reflexão sobre o inferno e disse:
“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até o ponto de deixar de percebe-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preserva-lo, e abrir espaço”.(pg. 158).
O parágrafo acima não é um retrato da Ubatuba atual?. Deixo para os eventuais leitores a resposta.
Congratulo-me com aqueles que, em Ubatuba, não se acomodam, ao inferno que vivemos, e querem liberta-la do inferno do lixo transbordado e de outros lixos, dos buracos de ruas e praças, das obras inacabadas e abandonadas, dos alugueis em série, das terceirizações onerosas e sem controle, da saúde precária e sempre em frangalhos, da educação esculhambada, etc...etc... etc. Estes, a pesar dos insultos, as agressões, os processos, a difamação, a calúnia.... continuam sendo cidadãos, defendendo a democracia, a ética, a transparência e lutando para que o paraíso natural de Ubatuba deixe de ser inferno mal administrado e passe a ser paraíso social.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem políticos insultantes.
Comentários