Angra 3. Sim ou Não?
Relato AP Angra 3 sexta em Ubatuba - pós release
Roberto Bleier e Beto Francine
Avaliando entre companheiros como ocorre uma Audiência Pública-AP, concordamos que é de fato uma instância educadora, conforme preceitos do programa da diretoria de educação ambiental do MMA.
Levamos o Manifesto de repúdio à Angra 3 e à Energia Nuclear aprovada no Realnorte e coletamos mais assinaturas no site, o que culminou com 32 entidades assinando e vários cidadãos e cidadãs e protocolamos também outro oficio do Realnorte com mais de noventa questões que estudamos e trabalhamos com o EIA/Rima, este com cópias para Dra. Elaine Taborda MP/SP e ao MPF (faremos via “AR”) com sede em Angra dos Reis.
Gostaríamos de ressaltar que desta vez o Ibama levou uma equipe atenta e competente, a mesa foi muito bem presidida pelo Dr. Antonio Celso Junqueira da Coordenação de Energia Nuclear e Dutos – DILIC/COEND, que permitiu manifestações acaloradas sem conturbar os objetivos e os trabalhos transcorreram ao contento, alguns participantes se inscreveram mais de uma vez, houve polêmica, mas nada que comprometesse a AP.
Participaram da mesa além do Ibama, os consultores, os diretores da Eletronuclear e o representante da CNEN, que ao nosso ver não tiveram postura com o mesmo nível do Ibama.
Na plenária, de um lado uma claque de funcionários e sindicatos associados que lotaram dois onibus ostentando inúmeras faixas e encamisados dizendo 'SIM' para energia nuclear, para o bem do Brasil e dos empregos que serão mantidos ou gerados.
De outro lado o 'NÃO' dos ambientalistas, e de setores da sociedade civil como o PSOL e de moradores da região de Angra.
Os ambientalistas de Ubatuba iniciaram uma passeata na Ilha dos Pescadores percorreram o centro da cidade com palavras de ordem "Angra 3 não" e "Angra 3, 4, 5 mil queremos que o Lula vá morar em Chernobil" chegou ao Cine Passeio já decorado pelo 'SIM'.
A passeata foi organizada pela ASSU, GREENPEACE e SOS – Mata Atlântica, cerca de 50 pessoas participaram. No plenário, o Instituto Eco-solidário de São José dos Campos também se manifestou com faixas questionando o empreendimento e os gastos que poderiam ser melhor aplicados em outras áreas.
A platéia chegou aos 400 presentes, todos apertados num clima bastante nervoso, sendo a AP de maior número de participantes e a mais acalorada segundo relatos de quem esteve em mais de uma delas (Angra 310 pessoas; Paraty, 280; Rio Claro, 210).
O processo foi semelhante às demais APs, ou seja 10 minutos para o Ibama, leitura do regulamento, 30 min. para o empreendedor e 45 min. para seus consultores, um pequeno intervalo de 15 min. para inscrição por escrito das questões e para protocolar documentos.
Houve um pequeno tumulto no retorno do intervalo, com mais de 50 pessoas barradas na porta do Cine, que necessitou da interferência do Ibama junto a polícia para garantir o acesso, mas sem repercussões negativas, fora o 'clima' tenso gerado.
O Roberto Bleier foi o primeiro inscrito e começou os questionamentos, seguido por posicionamentos do Greenpeace e pelo Beto Francine, que se posicionaram com muita firmeza, contrários a Angra 3. O Beto também relatou o protocolo do Manifesto do Realnorte e do Conselho Consultivo do Mosaico da Bocaina contra Angra 3.
Houveram questionamentos como do Dr Alexandre Turra do Instituto Oceanográfico da USP, o professor ambientalista Ricardo Ferraz e muitos outros, com conteúdos bem polêmicos, que serviram para aquecer ainda mais a AP configurando a necessidade de muito mais discussões para o entendimento do que é a energia nuclear e Angra 3 neste contexto.
As respostas quando não eram imperativas, foram evasivas e parabólicas ao ponto do diretor da Eletronuclear se destemperar e se expressar de maneira inadequada, tentou desqualificar manifestações da platéia, um despropósito inadmissível ao cargo que ocupa, de qualquer forma, tudo foi gravado e fará parte da documentação do processo administrativo de licenciamento.
Cabe salientar que temos 15 dias úteis, a partir de sexta passada, dia 28/03 para oferecer manifestações, seguindo a seqüência do licenciamento. O Coletivo das Entidades Realnorte irá complementar as questões que já foram protocoladas e qualquer cidadão ou ONG pode fazer, dentro deste prazo, suas questões por escrito ao Ibama.
O Greenpeace move várias ações (disponíveis no site) questionando juridicamente o processo de licenciamento com pareceres de juristas renomados e favoráveis ao “NÂO”.
Estamos cumprindo o nosso papel.
Lutamos hoje para a saúde e o bem estar das gerações futuras.
Roberto Bleier e Beto Francine
Avaliando entre companheiros como ocorre uma Audiência Pública-AP, concordamos que é de fato uma instância educadora, conforme preceitos do programa da diretoria de educação ambiental do MMA.
Levamos o Manifesto de repúdio à Angra 3 e à Energia Nuclear aprovada no Realnorte e coletamos mais assinaturas no site, o que culminou com 32 entidades assinando e vários cidadãos e cidadãs e protocolamos também outro oficio do Realnorte com mais de noventa questões que estudamos e trabalhamos com o EIA/Rima, este com cópias para Dra. Elaine Taborda MP/SP e ao MPF (faremos via “AR”) com sede em Angra dos Reis.
Gostaríamos de ressaltar que desta vez o Ibama levou uma equipe atenta e competente, a mesa foi muito bem presidida pelo Dr. Antonio Celso Junqueira da Coordenação de Energia Nuclear e Dutos – DILIC/COEND, que permitiu manifestações acaloradas sem conturbar os objetivos e os trabalhos transcorreram ao contento, alguns participantes se inscreveram mais de uma vez, houve polêmica, mas nada que comprometesse a AP.
Participaram da mesa além do Ibama, os consultores, os diretores da Eletronuclear e o representante da CNEN, que ao nosso ver não tiveram postura com o mesmo nível do Ibama.
Na plenária, de um lado uma claque de funcionários e sindicatos associados que lotaram dois onibus ostentando inúmeras faixas e encamisados dizendo 'SIM' para energia nuclear, para o bem do Brasil e dos empregos que serão mantidos ou gerados.
De outro lado o 'NÃO' dos ambientalistas, e de setores da sociedade civil como o PSOL e de moradores da região de Angra.
Os ambientalistas de Ubatuba iniciaram uma passeata na Ilha dos Pescadores percorreram o centro da cidade com palavras de ordem "Angra 3 não" e "Angra 3, 4, 5 mil queremos que o Lula vá morar em Chernobil" chegou ao Cine Passeio já decorado pelo 'SIM'.
A passeata foi organizada pela ASSU, GREENPEACE e SOS – Mata Atlântica, cerca de 50 pessoas participaram. No plenário, o Instituto Eco-solidário de São José dos Campos também se manifestou com faixas questionando o empreendimento e os gastos que poderiam ser melhor aplicados em outras áreas.
A platéia chegou aos 400 presentes, todos apertados num clima bastante nervoso, sendo a AP de maior número de participantes e a mais acalorada segundo relatos de quem esteve em mais de uma delas (Angra 310 pessoas; Paraty, 280; Rio Claro, 210).
O processo foi semelhante às demais APs, ou seja 10 minutos para o Ibama, leitura do regulamento, 30 min. para o empreendedor e 45 min. para seus consultores, um pequeno intervalo de 15 min. para inscrição por escrito das questões e para protocolar documentos.
Houve um pequeno tumulto no retorno do intervalo, com mais de 50 pessoas barradas na porta do Cine, que necessitou da interferência do Ibama junto a polícia para garantir o acesso, mas sem repercussões negativas, fora o 'clima' tenso gerado.
O Roberto Bleier foi o primeiro inscrito e começou os questionamentos, seguido por posicionamentos do Greenpeace e pelo Beto Francine, que se posicionaram com muita firmeza, contrários a Angra 3. O Beto também relatou o protocolo do Manifesto do Realnorte e do Conselho Consultivo do Mosaico da Bocaina contra Angra 3.
Houveram questionamentos como do Dr Alexandre Turra do Instituto Oceanográfico da USP, o professor ambientalista Ricardo Ferraz e muitos outros, com conteúdos bem polêmicos, que serviram para aquecer ainda mais a AP configurando a necessidade de muito mais discussões para o entendimento do que é a energia nuclear e Angra 3 neste contexto.
As respostas quando não eram imperativas, foram evasivas e parabólicas ao ponto do diretor da Eletronuclear se destemperar e se expressar de maneira inadequada, tentou desqualificar manifestações da platéia, um despropósito inadmissível ao cargo que ocupa, de qualquer forma, tudo foi gravado e fará parte da documentação do processo administrativo de licenciamento.
Cabe salientar que temos 15 dias úteis, a partir de sexta passada, dia 28/03 para oferecer manifestações, seguindo a seqüência do licenciamento. O Coletivo das Entidades Realnorte irá complementar as questões que já foram protocoladas e qualquer cidadão ou ONG pode fazer, dentro deste prazo, suas questões por escrito ao Ibama.
O Greenpeace move várias ações (disponíveis no site) questionando juridicamente o processo de licenciamento com pareceres de juristas renomados e favoráveis ao “NÂO”.
Estamos cumprindo o nosso papel.
Lutamos hoje para a saúde e o bem estar das gerações futuras.
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