Quem tem razão? Os mortos?

Na mesma moeda

Depois da prisão do ex-ditador Jorge Videla, o outro lado faz reivindicações e quer encarcerar Fidel Castro

A família do capitão do exército argentino Humberto Viola, assassinado por um grupo comunista em 1974, pediu a detenção do ditador cubano Fidel Castro e de seu irmão e ditador-reserva Raúl Castro, por considerar que os governos de Argentina e Cuba tiveram responsabilidade na atividade terrorista dos anos 1960 e 1970.
O jornal argentino La Nación publicou hoje o pedido do advogado Javier Vigo, que representa María Cristina Picón, viúva do capitão do exército Humberto Viola. Ele e sua filha de cinco anos morreram em 1º de dezembro de 1974 num atentado terrorista do Exército Revolucionário do Povo (ERP).
O advogado pediu a um juiz federal da província argentina de Tucumán que o assassinato do militar e sua filha seja declarado um crime de lesa-humanidade. A acusação é contra o ex-presidente da Argentina Héctor Cámpora (1973) e o ex-governador de Buenos Aires Oscar Bidegain por "terrorismo de Estado ao facilitar ações terroristas". E estendida ao governo cubano que treinou " terroristas da Argentina e promoveu a ação da guerrilha na América Latina". A solicitação é por uma ordem de detenção internacional contra os ditadores Fidel e Raúl Castro. A família do militar argentino assassinado com a filha pleiteia a mesma reparação que as famílias dos terroristas mortos pela repressão. (Trem Azul)

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