Manchetes do dia

Domingo, 01 / 06 / 2008

Folha de São Paulo
"Usinas lideram ranking de multas por poluição"
O setor sucroalcooleiro lidera, em valor, o ranking de multas aplicadas pelo governo de São Paulo por poluição ou infração à lei ambiental entre todas as áreas da indústria, diz a Cetesb, que em 16 meses fez 14.124 autuações no Estado. Somado, o valor das autuações da agência ambiental paulista chega a R$ 49,3 milhões. As usinas respondem, sozinhas, por multas de R$ 7,88 milhões. As metalúrgicas do Estado, autuadas em R$ 4,3 milhões, vêm em segundo lugar na lista. Segundo o diretor de controle de poluição ambiental da Cetesb, Otávio Okano, a maior parte das multas se deve a queimadas irregulares - por exemplo, a menos de 1 km de áreas urbanas. Elas só podem ser feitas com autorização da agência. A campeã de autuações é a usina São José, de Colina (a 406 km de São Paulo), com R$ 604 mil em multas, que diz estar recorrendo. Procurada, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que congrega os usineiros, não se manifestou.


O Globo
"Maggi desafia índios e licencia hidrelétricas"
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), está no meio de outra polêmica ambiental em seu estado: ele recorreu ao STJ para poder construir cinco hidrelétricas embargadas pela Justiça Federal. O Ministério Público diz que o licenciamento "está cheio de vícios" e vai afetar o regime de águas de uma reserva indígena. Mais quatro usinas estão em fase de projeto e já têm licença da Secretaria estadual de Meio Ambiente, subordinada ao governador, para serem construídas pela Maggi Energia, um dos braços empresariais do governador. O repórter Bernardo Mello Franco passou a semana na terra de Maggi e conta o que viu.


O Estado de São Paulo
"BC vai reforçar dose de juros para conter alta do consumo"
O Banco Central continua preocupado com a alta do consumo e, em reunião programada para esta semana, deve elevar novamente a taxa básica de juros. Há quem aposte em correção de até 0,75 ponto porcentual. Os brasileiros permanecem indo às compras com intensidade superior ao ritmo da economia como um todo. O consumo das famílias cresceu 8,6% no último trimestre de 2007, ano em que a atividade econômica do País teve expansão de 5,4%. Essa diferença alimenta a alta de preços. A idéia não é provocar queda brusca do consumo, mas ajustá-lo sem frustrar a população de baixa renda que passou a comprar bens antes inacessíveis. Além de subir juros, o BC estuda medidas como limitação no prazo do crediário.


Jornal do Brasil
"Vinte homens e uma floresta"
A presença do Estado adorna as promessas para o futuro da Amazônia. Mas no presente a precariedade é lei: a Polícia Federal tem só 20 homens destinados a vigiar e inspecionar 11 mil quilômetros na fixa que serpenteia rios e florestas, próximos à fronteira. Enfrentam isolamento, insalubridade, instalações precárias e dificuldade de comunicação para combater o tráfico de cocaína e a influência da guerrilha colombiana. "A presença é simbólica", diz o agente federal Francisco Carlos Sabino.

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