Brasil

De olho em 2010
Ricardo Noblat
Os cariocas que me perdoem – de resto, tupiniquins, carijós, tupinambás e demais tribos. Mas a se levar em conta a sucessão de Lula, somente importam os resultados da eleição do próximo domingo em dois lugares: Belo Horizonte e São Paulo. Importam para a escolha do candidato da oposição. O do governo será Dilma Rousseff, chova ou faça sol.
É o mesmo eleitor que vota para prefeito e presidente da República. Mas uma coisa é uma coisa, outra é outra. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, se elegeu e se reelegeu presidente da República sem que o PSDB tivesse ganhado a prefeitura de São Paulo uma única vez até então. Mário Covas havia sido prefeito biônico nomeado pelo governador Franco Montoro. Lula repetiu em seguida a proeza de Fernando Henrique.
À falta do que fazer, a oposição debocha de Lula. Diz assim: se ele é o melhor cabo eleitoral que jamais existiu por que não elege o prefeito de Curitiba? Por que não dá um pulo em Porto Alegre e salva a candidata do PT do desastre de ficar de fora do segundo turno? Por que foi a Natal exigir a eleição da candidata do PT e ela está prestes a ser derrotada pela candidata de José Agripino Maia, líder do DEM e duro adversário de Lula?
Ora, ora, justamente porque eleição municipal é diferente de eleição federal. O voto para prefeito é local, local, local. E por mais que Lula se sinta às portas da canonização, ele pode muito, ninguém duvida, mas não pode tudo. Será mais fácil para ele catapultar Dilma para o segundo turno da eleição de 2010 do que eleger Marta Suplicy prefeita de São Paulo contra Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, ou Geraldo Alckmin (PSDB).
Leia mais
Comentários