Manchetes do dia

Domingo, 17 / 01 / 2010

Folha de São Paulo
"Brasil ficará no Haiti mais 5 anos, diz Jobim"

Militares vão ajudar na reconstrução pós-terremoto; presidente haitiano critica troca de acusações entre países

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a destruição causada pelo terremoto no Haiti estenderá a missão militar brasileira naquele país por ao menos cinco anos. Jobim quer também ampliar o foco da força, hoje restrito à manutenção da ordem, para que ajude na reconstrução do país. Militares brasileiros estão no Haiti desde 2004. Hoje são 1.250 soldados. Após o governo brasileiro ter reclamado de suposta interferência dos EUA no comando das operações, militares dos dois países fecharam parceria para a distribuição de alimentos, informa Janaína Lage, enviada especial a Porto Príncipe. Segundo Jobim, o problema no controle de voos, assumido pelos EUA, foi normalizado. A França, porém, reclamou da falta de acesso para seus aviões. Já o presidente do Haiti, René Préval, disse que todos deveriam se acalmar em vez de ficarem trocando acusações.

O Estado de São Paulo
"Países se mobilizam para acelerar ajuda ao Haiti"

Brasil e Estados Unidos acertam estratégia de distribuição de mantimentos

Quatro dias depois do terremoto que devastou o Haiti, as organizações de ajuda humanitária concentravam seus esforços em fazer chegar rapidamente os suprimentos doados por vários países aos sobreviventes. Em um acordo fechado ontem, ficou definido que os Estados Unidos fornecerão os mantimentos e o Brasil fará a distribuição. “Nós temos pessoal, viaturas e caminhos. Conhecemos bem a área”, disse o coronel João Baptista Bernardes, que comanda os 1.048 militares do Brasil no Haiti. As patrulhas brasileiras pelas ruas também se intensificaram. Famintos e desesperados, os haitianos aglomeram-se em praças e estádios, em cima de colchões ou em tendas improvisadas.

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