À época, havia um recrudescimento da Guerra Fria, e aeronaves de reconhecimento RC-135 americanas costumavam sobrevoar a área para observar e "testar" as defesas anti-aéreas russas. Os radares soviéticos de Kamchatka não demoraram a detectar o 747 da Korean, e interpretaram o eco como sendo, possivelmente, um RC-135 americano potencialmente hostil. Em termos práticos, isso seria bem possível, já que o RC-135 é bem semelhante em configuração ao Boeing 747: ambos são quadrimotores, de asas enflechadas e de grande porte.

Os russos soaram o alarme, ativando unidades de caça Sukhoi Su-15 e Mikoyan Mig-23 próximas. Dois Su-15 (foto abaixo) da base aérea de Dolinsk-Sokol interceptaram o avião. Um piloto de Su-15 avistou o Boeing 747, reportou ter avistado a aeronave, e recebeu ordens para atirar. Disparou dois mísseis ar-ar Kaliningrad K-8, que atingiram o 747 e o derrubaram. O piloto do Sukhoi, Gennadi Osipovich, declarou depois que tinha dado tiros de advertência antes de disparar os mísseis, mas sua alegações nunca puderam ser comprovadas. O Boeing 747 da Korean caiu em espiral no mar, a 55 milhas de distância da ilha de Moneron, a sudoeste de Sakhalin, às 18:27 GMT de 1º de setembro. Nenhum dos 269 ocupantes da aeronave sobreviveu.

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