Logo se levantou a suspeita de que os coreanos invadiram o espaço aéreo proibido de Kamchatka propositalmente. Afinal, havia um antecedente, pois cinco anos antes, em 1978, um Boeing 707 da Korean invadiu o espaço aéreo da Peninsula de Kola, no Oceano Ártico, e foi alvejado por caças soviéticos, pousando em emergência em um lago congelado e vitimando dois passageiros. Praticamente todos os pilotos da Korean eram ex-pilotos militares, o que aumentava as suspeitas de que o piloto do KAL-007 estava em uma missão de espionagem disfarçada de voo comercial.
Os russo recuperaram as caixas-pretas do KAL 007, mas mantiveram o fato em segredo até que, muitos anos depois da queda do regime soviético, o Presidente da Rússia Bóris Yeltsin as entregou às autoridades coreanas. As caixas pretas acabaram revelando o erro de navegação.
Os russos se defenderam, alegando ter tentado estabelecer contato com o 747 por rádio e não obtiveram resposta. Nenhuma transmissão russa foi ouvida pelas aeronaves ocidentais que voavam na área, entretanto. O piloto do Sukhoi afirmou ainda que avistou a aeronave, e a identificou como sendo um avião EC-135 ou RC-135, que são versões militares do Boeing 707, bastante semelhantes ao Boeing 747, especialmente se vistos de trás ou de baixo. O piloto russo declarou, também, que desconhecia quase completamente as aeronaves comerciais americanas.
É importante notar que, no dia anterior ao incidente, um RC-135 americano tinha efetuado uma missão na região, deixando os militares russos em alerta. E, ainda, o 747 da Koren estava fazendo um step-climb quando foi interceptado, mudando o nível de voo para 4 mil pés acima, o que foi interpretado pelo piloto russo como uma "manobra de evasão".
Depois da tragédia, o Presidente Reagan tomou a decisão de disponibilizar o sistema de navegação por satélites GPS - Global Positioning System para aeronaves civis, assim que o sistema estivesse totalmente concluído, pois um sistema assim poderia, sem dúvida, ter evitado o erro de navegação que acabou provocando o abate do KAL 007.
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Os russo recuperaram as caixas-pretas do KAL 007, mas mantiveram o fato em segredo até que, muitos anos depois da queda do regime soviético, o Presidente da Rússia Bóris Yeltsin as entregou às autoridades coreanas. As caixas pretas acabaram revelando o erro de navegação.
Os russos se defenderam, alegando ter tentado estabelecer contato com o 747 por rádio e não obtiveram resposta. Nenhuma transmissão russa foi ouvida pelas aeronaves ocidentais que voavam na área, entretanto. O piloto do Sukhoi afirmou ainda que avistou a aeronave, e a identificou como sendo um avião EC-135 ou RC-135, que são versões militares do Boeing 707, bastante semelhantes ao Boeing 747, especialmente se vistos de trás ou de baixo. O piloto russo declarou, também, que desconhecia quase completamente as aeronaves comerciais americanas.
É importante notar que, no dia anterior ao incidente, um RC-135 americano tinha efetuado uma missão na região, deixando os militares russos em alerta. E, ainda, o 747 da Koren estava fazendo um step-climb quando foi interceptado, mudando o nível de voo para 4 mil pés acima, o que foi interpretado pelo piloto russo como uma "manobra de evasão".
Depois da tragédia, o Presidente Reagan tomou a decisão de disponibilizar o sistema de navegação por satélites GPS - Global Positioning System para aeronaves civis, assim que o sistema estivesse totalmente concluído, pois um sistema assim poderia, sem dúvida, ter evitado o erro de navegação que acabou provocando o abate do KAL 007.

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