Editorial
Política e políticos
Sidney Borges
Abril entra na segunda semana e a política que aparentemente está em compasso de espera ferve nos bastidores. Fui informado que um futuro candidato à Câmara, funcionário comissionado da prefeitura está afastado do trabalho. Três meses antes do prazo legal. Como não foi despedido é de se supor que esteja recebendo. Não me perguntem o porquê, serei obrigado a imaginar que é para fazer campanha o que poderá acarretar denúncias e processos contra o patrão. Se isso não é cutucar onça com vara curta então não sei o que é. As pessoas me param na rua e perguntam quem vai ganhar a eleição. Como se eu tivesse bola de cristal. Não gosto de dar palpites, não tenho base para fazer previsões, as pesquisas que chegaram às minhas mãos estão vencidas e o processo político é dinâmico. Sei de um fato que poderá ser o divisor de águas na eleição de outubro. O discurso baseado em denúncias não vai ser eficiente como foi em outros tempos. Destruir parece fácil, mas é preciso pôr alguma coisa no lugar e o entulho precisa ser removido. A primeira vez que estive em Berlim tal fato me deixou chocado. No Check Point Charlie, divisa entre as duas concepções econômicas do mundo de então, o contraste era evidente. Os soviéticos preferiram manter os escombros, o lado capitalista ergueu coisas belas. O muro não resistiu, não há como fugir à natureza humana. Apesar de civilizados(?) gostamos de objetos brilhantes, como índios gostam de contas coloridas. Aviso aos navegantes: o Ubatuba Víbora não vai ser usado para alavancar candidaturas. Pelo menos não gratuitamente. A proposta do Blog é permanecer neutro, mas tudo é negociável já dizia Habacuc em o Incrível Exército de Brancaleone. Poderemos publicar artigos favoráveis a este ou aquele. O texto terá uma tarja com os dizeres: informe publicitário e deverá ser pago. Grana adiantada, na mão. Não faço negócios com políticos sem que o dinheiro esteja em meu bolso. Não nasci ontem.
Sidney Borges
Abril entra na segunda semana e a política que aparentemente está em compasso de espera ferve nos bastidores. Fui informado que um futuro candidato à Câmara, funcionário comissionado da prefeitura está afastado do trabalho. Três meses antes do prazo legal. Como não foi despedido é de se supor que esteja recebendo. Não me perguntem o porquê, serei obrigado a imaginar que é para fazer campanha o que poderá acarretar denúncias e processos contra o patrão. Se isso não é cutucar onça com vara curta então não sei o que é. As pessoas me param na rua e perguntam quem vai ganhar a eleição. Como se eu tivesse bola de cristal. Não gosto de dar palpites, não tenho base para fazer previsões, as pesquisas que chegaram às minhas mãos estão vencidas e o processo político é dinâmico. Sei de um fato que poderá ser o divisor de águas na eleição de outubro. O discurso baseado em denúncias não vai ser eficiente como foi em outros tempos. Destruir parece fácil, mas é preciso pôr alguma coisa no lugar e o entulho precisa ser removido. A primeira vez que estive em Berlim tal fato me deixou chocado. No Check Point Charlie, divisa entre as duas concepções econômicas do mundo de então, o contraste era evidente. Os soviéticos preferiram manter os escombros, o lado capitalista ergueu coisas belas. O muro não resistiu, não há como fugir à natureza humana. Apesar de civilizados(?) gostamos de objetos brilhantes, como índios gostam de contas coloridas. Aviso aos navegantes: o Ubatuba Víbora não vai ser usado para alavancar candidaturas. Pelo menos não gratuitamente. A proposta do Blog é permanecer neutro, mas tudo é negociável já dizia Habacuc em o Incrível Exército de Brancaleone. Poderemos publicar artigos favoráveis a este ou aquele. O texto terá uma tarja com os dizeres: informe publicitário e deverá ser pago. Grana adiantada, na mão. Não faço negócios com políticos sem que o dinheiro esteja em meu bolso. Não nasci ontem.
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