Opinião
Reta final
Rubens Barbosa
Para nós, brasileiros, que estamos acostumamos à escolha de candidatos à Presidência da República em reuniões de cúpulas partidárias com poucos atores e com forte influência de lideranças personalísticas ou carismáticas, é difícil entender como se desenvolve o processo de escolha dos candidatos presidenciais nos EUA.A existência de apenas dois partidos, o Democrata e o Republicano, ajuda a limitar o número de aspirantes à Casa Branca.
O sistema de seleção dos candidatos, contudo, apesar de aberto, não deixa de ser altamente complicado. As regras para as prévias ou primárias variam de Estado para Estado, gerando muitas incertezas e, agora, alguma contestação em razão da decisão do Partido Democrata de excluir os resultados de Michigan e Flórida, onde Hillary Clinton e Barack Obama não fizeram campanha, mas a senadora obteve a maioria dos votos. A decisão que vier a ser tomada terá clara influência nos resultados da convenção.
Será declarado vencedor na convenção partidária, do lado democrata, o candidato que tiver o maior número de delegados, escolhidos de forma proporcional aos votos obtidos nas primárias, ou de maneira absoluta, do lado republicano, em que o vencedor da prévia ganha todos os delegados.
Faltando 11 eleições primárias, nas quais podem votar não só a militância partidária e filiados, mas também filiados ou não aos partidos políticos, a campanha entrou na etapa decisiva. Os republicanos já escolheram John McCain como candidato. Do lado democrata, persiste a incerteza. Hillary e Obama estão praticamente empatados, com ligeira vantagem para o primeiro negro com perspectiva real de ser escolhido para concorrer à Presidência.
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Rubens Barbosa
Para nós, brasileiros, que estamos acostumamos à escolha de candidatos à Presidência da República em reuniões de cúpulas partidárias com poucos atores e com forte influência de lideranças personalísticas ou carismáticas, é difícil entender como se desenvolve o processo de escolha dos candidatos presidenciais nos EUA.A existência de apenas dois partidos, o Democrata e o Republicano, ajuda a limitar o número de aspirantes à Casa Branca.
O sistema de seleção dos candidatos, contudo, apesar de aberto, não deixa de ser altamente complicado. As regras para as prévias ou primárias variam de Estado para Estado, gerando muitas incertezas e, agora, alguma contestação em razão da decisão do Partido Democrata de excluir os resultados de Michigan e Flórida, onde Hillary Clinton e Barack Obama não fizeram campanha, mas a senadora obteve a maioria dos votos. A decisão que vier a ser tomada terá clara influência nos resultados da convenção.
Será declarado vencedor na convenção partidária, do lado democrata, o candidato que tiver o maior número de delegados, escolhidos de forma proporcional aos votos obtidos nas primárias, ou de maneira absoluta, do lado republicano, em que o vencedor da prévia ganha todos os delegados.
Faltando 11 eleições primárias, nas quais podem votar não só a militância partidária e filiados, mas também filiados ou não aos partidos políticos, a campanha entrou na etapa decisiva. Os republicanos já escolheram John McCain como candidato. Do lado democrata, persiste a incerteza. Hillary e Obama estão praticamente empatados, com ligeira vantagem para o primeiro negro com perspectiva real de ser escolhido para concorrer à Presidência.
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