Manchetes do dia

Domingo, 08 / 03 / 2009

Folha de São Paulo
"Subemprego aumenta com a crise"

De outubro a janeiro, o contingente desse grupo de trabalhadores cresceu 14%, segundo dados do IBGE

Entre outubro e janeiro, a crise econômica empurrou 88 mil pessoas para o subemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país – um aumento de 14,2%, formando um contingente de 709 mil subocupados, segundo o IBGE. No mês de janeiro, o subemprego avançou 11% ante o mesmo mês de 2008 e repetiu a tendência já registrada em dezembro – alta de 10,2% nessa mesma comparação, ainda de acordo com informações do IBGE. Segundo analistas, o contingente de subocupados sempre vai na direção oposta à da ocupação: cresce em tempos de desaceleração do emprego. Foi assim na recessão de 2003, e o quadro se repete agora, ainda que em menor intensidade. Em janeiro daquele ano, esse grupo de trabalhadores chegou a 1 milhão de pessoas. Nos meses finais do ano passado, a ocupação já dava sinais de enfraquecimento – tendência que se intensificou neste ano.

O Globo

"Crise gera onda de emprego terceirizado em todo o mundo"

Indústria e setor financeiro encolhem e prestador de serviço ganha espaço

No rastro do cote de até 51 milhões de vagas no mundo, que pelas previsões da Organização Internacional do Trabalho (OIT), poderá ser causado pela crise global, o mercado de trabalho ganhará um novo perfil, com mais terceirizados e prestadores de serviços, e menos empregados na indústria e na agricultura, alertam especialistas. A reposição dos postos formais será mais lenta que o reaquecimento da economia, informa Gustavo Paul. Entre os setores que mais forem estão o financeiro, que, de acordo com a OIT, em um ano e meio cortou 325 mil funcionários, e o industrial. Na próxima década, terão vantagem profissionais que lidam com sistemas de comunicação, engenheiros ligados à informática, assistentes sociais e profissionais ambientais. “Mudou o tipo de emprego, o futuro do mundo são os serviços e o que aumentará a qualidade do emprego é a educação”, diz o professor da PUC José Marcio Camargo.

O Estado de São Paulo
"Risco de recessão força corte de juro"

Indicadores apontam retração mais profunda da economia e pressionam BC a ampliar redução da taxa

Os números mais recentes da economia brasileira aumentam a possibilidade de que o País enfrente recessão técnica (dois trimestres seguidos de retração do PIB) e já levam economistas a prever um ano inteiro sem crescimento. O risco de recessão reforça a pressão para que o Banco Central seja mais agressivo no corte dos juros, a começar pela reunião desta semana. A pressão vem até de conselheiros econômicos do presidente Lula, que recomendaram uma redução mais veloz da taxa. A queda no PIB no quarto trimestre de 2008 é dada como certa. A projeção para o número, a ser divulgado na terça, é de recuo de 2% ante o terceiro trimestre. Nesse cenário, a provável decisão do Copom de cortar o juro básico em 1 ponto porcentual passa a ser considerada modesta. O BC, no entanto, ainda dá sinais de temer que a desvalorização do real verificada nos últimos meses pressione o índice de inflação.

Jornal do Brasil
"“Juro real pode chegar a 4%”"

Ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga diz por que as taxas devem cair este ano

O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, acha que a liderança brasileira no ranking mundial dos juros altos tende a mudar. Em entrevista ao JB, diz que há espaço para a queda das taxas reais até 4% nos próximos meses – quase metade do que é hoje. Armínio critica os spreads bancários e recomenda ao governo Lula mais ousadia na política monetária e conservadorismo nos gastos.

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