Justiça

Entenda o que pode acontecer com o casal Nardoni

Rosanne D'Agostino
No dia em que Isabella Nardoni completaria seis anos, o diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Aldo Galiano Júnior, anunciou o indiciamento de seu pai e madrasta pelo homicídio da menina, ocorrido no dia 29 de março.
Isabella foi jogada do 6º andar do apartamento em que moravam o pai Alexandre Nardoni, 29, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, 24, na zona norte de São Paulo. Segundo laudos concluídos pelo IML (Instituto Médico Legal) e IC (Instituto de Criminalística), a menina morreu em conseqüência da queda, agravada pela asfixia que sofreu dentro do apartamento.
O indiciamento formalizado não significa que o pai e a madrasta de Isabella sejam autores do homicídio. Eles tornam-se oficialmente suspeitos. Isso porque o inquérito policial apura indícios da autoria de um crime, mas não dá a palavra final sobre culpa, papel reservado ao Judiciário. Além disso, nesta fase, não há contraditório e ampla defesa, justamente porque não há a figura constitucional do acusado.
O inquérito compreende diligências, perícias e interrogatório de testemunhas, com os objetivos principais de fornecer as informações necessárias para formar a suspeita do crime ao órgão responsável pela acusação, o Ministério Público, e prover o juiz de elementos probatórios para a decretação da prisão dos suspeitos.
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