Rodopio
Viradas da vida
Sidney Borges
Acabo de ler que Ferrari e McLaren estão desconfiadas da performance do carro de Rubinho Barrichelo. Parece mágica, o velhinho, quase aposentado, está deixando todo mundo pra trás.
Me faz lembrar de Pablo Onça, a maior esperança do boxe argentino de todos os tempos. Durante anos Pablo lutou e venceu por pontos, sem convencer a torcida e a crítica especializada. Embora tivesse uma direita demolidora não encaixava os golpes. Os socos passavam por cima, pelos lados ou atingiam a guarda do oponente. Pablo vencia as lutas pelo respeito que impunha e pelo queixo de aço.
Em vinte anos de carreira nunca beijou a lona.
Quando já não era mais finalista e estava à beira da aposentadoria, um motociclista o atropelou em frente ao Luna Park. Pablo Onça passou semanas na UTI e sofreu uma delicada cirurgia no cérebro.
Há males que vem para bem, um tumor que comprimia o nervo óptico e comprometia a noção de profundidade foi retirado. Depois da cirurgia o médico disse:
- Caso sobreviva esse rapaz vai enxergar melhor.
Um ano depois do acidente Pablo Onça voltou aos ringues. Começou então a lenda, suas lutas não passavam do terceiro round, quando a direita entrava o nocaute era certo. O experiente pugilista não errava mais, seus golpes tinham precisão cirúrgica.
Um a um os oponentes forma demolidos. Aos 42 anos Pablo Onça, apelidado de "Demolidor da Calle Florida", tornou-se campeão mundial dos leves, mas logo renunciou ao título. "Chega de dar e levar murros, agora vou descansar."
Dizem que hoje é monge no Tibete, ninguém sabe, o fato é que nunca mais Pablo Onça foi visto em carne e osso. Dizem que visita os amigos na forma de ectoplasma.
Rubinho está voltando e desta vez com um carro bom e sem ter de bater continência para o führer. A experiência vai contar.
Força aí Rubinho, você é o Pablo Onça do automobilismo, depois de anos na UTI da Honda chegou a sua vez.
Sidney Borges
Acabo de ler que Ferrari e McLaren estão desconfiadas da performance do carro de Rubinho Barrichelo. Parece mágica, o velhinho, quase aposentado, está deixando todo mundo pra trás.
Me faz lembrar de Pablo Onça, a maior esperança do boxe argentino de todos os tempos. Durante anos Pablo lutou e venceu por pontos, sem convencer a torcida e a crítica especializada. Embora tivesse uma direita demolidora não encaixava os golpes. Os socos passavam por cima, pelos lados ou atingiam a guarda do oponente. Pablo vencia as lutas pelo respeito que impunha e pelo queixo de aço.
Em vinte anos de carreira nunca beijou a lona.
Quando já não era mais finalista e estava à beira da aposentadoria, um motociclista o atropelou em frente ao Luna Park. Pablo Onça passou semanas na UTI e sofreu uma delicada cirurgia no cérebro.
Há males que vem para bem, um tumor que comprimia o nervo óptico e comprometia a noção de profundidade foi retirado. Depois da cirurgia o médico disse:
- Caso sobreviva esse rapaz vai enxergar melhor.
Um ano depois do acidente Pablo Onça voltou aos ringues. Começou então a lenda, suas lutas não passavam do terceiro round, quando a direita entrava o nocaute era certo. O experiente pugilista não errava mais, seus golpes tinham precisão cirúrgica.
Um a um os oponentes forma demolidos. Aos 42 anos Pablo Onça, apelidado de "Demolidor da Calle Florida", tornou-se campeão mundial dos leves, mas logo renunciou ao título. "Chega de dar e levar murros, agora vou descansar."
Dizem que hoje é monge no Tibete, ninguém sabe, o fato é que nunca mais Pablo Onça foi visto em carne e osso. Dizem que visita os amigos na forma de ectoplasma.
Rubinho está voltando e desta vez com um carro bom e sem ter de bater continência para o führer. A experiência vai contar.
Força aí Rubinho, você é o Pablo Onça do automobilismo, depois de anos na UTI da Honda chegou a sua vez.
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