Manchetes do dia

Terça-feira, 17 / 03 / 2009

Folha de São Paulo
"Obama quer vetar bônus milionário"

Presidente dos EUA diz que pagamento de US$ 165 mi aos funcionários da AIG é ‘ultraje ao contribuinte’

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que seu governo fará de tudo para impedir a seguradora AIG de pagar bônus no total de US$ 165 milhões aos funcionários e executivos. Para Obama, o pagamento, em meio à grave crise econômica, é um “ultraje ao contribuinte norte-americano”. Não é só uma questão de dólares e centavos, é sobre valores fundamentais.” Nenhuma instituição recebeu socorro maior do que o governo americano do que a AIG. Desde setembro, os EUA se comprometeram a injetar cerca de US$ 180 bilhões na seguradora.

O governo, porém deverá ter dificuldade para reverter o pagamento dos US$ 165 milhões acertado no início de 2008, quando os EUA não tinham participação na AIG – hoje detêm 79,9%. O nível de utilização das fábricas nos EUA chegou em fevereiro ao menor nível em pelo menos 42 anos. A produção industrial caiu 1,4% acumulando quatro meses seguidos de recuo.

O Globo
"Em Nova York, Lula confirma que vai mexer na poupança"

Presidente vende otimismo, enquanto pesquisa do BC aponta estagnação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em entrevista em Nova York, que o governo poderá mudar o cálculo de correção da poupança para evitar que grandes investidores migrem para a caderneta em busca de rendimentos melhores. Com a taxa básica de juros (Selic) em queda, o ganho das cadernetas vem superando o dos fundos de renda fixa. Banco Central e Ministério da Fazenda estudam trocar a Taxa Referencial (TR) - índice da poupança - por parte da Selic. A mudança teria que passar pelo Congresso, "Vamos ter que pensar o que fazer para defender os pequenos poupadores", disse Lula. Em seminário a grandes investidores, o presidente manteve o tom otimista: "O Brasil não quebrou nem vai quebrar. Estejam certos, vamos crescer." Pesquisa do BC com 80 instituições financeiras aponta, no entanto, que a previsão para crescimento em 2009 passou de 1,2% para 0,59%, indicando estagnação.

O Estado de São Paulo
"Juro baixo deve forçar novo acordo das dívidas estaduais"

Técnicos federais preveem que governadores e prefeitos vão exigir mudança

A manutenção da queda dos juros pelos próximos meses pode forçar a reabertura da negociação das dívidas de Estados e municípios com a União, de acordo com avaliação de integrantes da área técnica do governo federal, informa o repórter Ribamar Oliveira. A maioria dos economistas já acredita que a Selic - a taxa básica de juros da economia - ficará abaixo de 6% ao ano em termos reais, descontada a inflação. Se isso ocorrer de fato, os juros pagos atualmente por Estados e municípios ficarão acima do que o Tesouro Nacional gasta para captar dinheiro no mercado. Assim, Estados e municípios passarão a subsidiar a União. Técnicos federais preveem que, nesse caso, governadores e prefeitos começarão a pressionar por mudança nas regras de quitação das dívidas. Em especial, porque a crise econômica está provocando queda na arrecadação de Estados e municípios. O problema é que, para lançar uma nova rodada de negociação das dívidas, seriam necessárias alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal. A maior parte das dívidas estaduais foi renegociada entre 1997 e 1998.

Frase
Fábio Giambiagi Economista do BNDES
"É temerário mexer nessa lei, pois a gente sabe como isso começa, mas não como termina"

Jornal do Brasil
"Governo qur mudar cálculo da poupança"

Equipe econômica teme migração em massa de fundos de investimento

Preocupado com a escassa oferta de crédito no mercado, o governo pretende mudar a metodologia de cálculo da caderneta de poupança. O objetivo é evitar uma migração dos recursos dos fundos de investimento - principais fontes para empréstimos dos bancos, eles estão hoje menos atraentes do que a poupança. Em Nova York, o presidente Lula disse que este ano o Brasil "vai crescer menos do que gostaríamos", mas manterá os gastos sociais do governo.

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