Manchetes do dia

Segunda-feira, 16 / 03 / 2009

Folha de São Paulo
"Chávez manda Exército ocupar portos da oposição"

Assembleia Nacional autorizou intervenção em instalações estaduais

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou ontem a ocupação militar de portos nos três Estados litorâneos administrados pela oposição. Na quinta, a Assembléia Nacional, dominada pelo chavismo, aprovou reforma legal que permitiu essas intervenções.

Chávez alega que os portos são controlados por “máfias” e narcotraficantes e ameaça prender governadores que resistam. “A Assembleia executa um golpe de Estado em câmera lenta”, diz Henrique Salas Feo, governador de Carabobo, Estado afetado pela medida.

A ocupação de portos é mais uma ação que tira poder de governos estaduais conquistados pela oposição no pleito de novembro. Chávez já tomou o controle de hospitais, escolas, centros desportivos e culturais e até de uma TV antes vinculada ao governo distrital de Caracas, oposicionista.

O Globo
"Presidência gasta 405% mais com cartões"

Despesas deste ano chegam a R$ 2,78 milhões até o dia 11

De 1º de janeiro até o último dia 11, as despesas com cartões corporativos da Presidência da República chegaram a R$ 2,785 milhões. O valor é 405% maior do que o desembolsado no primeiro trimestre do ano passado. Até o fim de março, as despesas devem crescer. Os dados são do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira). O volume deste ano equivale a 65% de tudo o que foi gasto em todo o ano de 2008. As despesas estão relacionadas principalmente a viagens do presidente Lula e suas comitivas de apoio e segurança. Os cartões são usados para pagar despesas diversas, de hospedagem a alimentação. No ano passado, o escândalo com cartões corporativos de ministros – usados até para comprar tapioca – foi investigado pelo Congresso e o governo prometeu reduzir os gastos.

O Estado de São Paulo
"Após corte de juro, BC força baixa no spread bancário"

Bancos menores poderão ser comprados para restabelecer financiamentos

O governo prepara ofensiva para forçar bancos a reduzir o spread, que é a diferença entre os juros que pagam na captação do dinheiro e o que cobram nos empréstimos. Esse esforço de baixa vem logo após o Banco Central ter cortado a taxa básica de juros em 2,5 pontos porcentuais (para 11,25% ao ano) nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária, informa Leandro Modé e Ricardo Grinbaum. Para chegar ao objetivo, uma das medidas em estudo é o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social comprarem fatias de bancos menores, capitalizá-los e fazer com que voltem a emprestar, sobretudo às pequenas e médias empresas. Com a crise, o spread bancário saiu de 37,6 pontos porcentuais em agosto para 43,6 pontos em janeiro.

Gazeta Mercantil
"Petróleo deixa o Brasil mais próximo dos EUA
A ExxonMobil, gigante norte-americana, prepara-se para extrair, de um único poço situado na camada do pré-sal - localizado nas águas profundas da bacia de Santos -, até 8 bilhões de barris, ou seja, mais da metade das reservas atuais do Brasil, de 14 bilhões de barris. A estimativa para o campo da Exxon, batizado de Azulão-1, foi revelada por Luiz Lemos, um dos sócios do escritório de advocacia brasileiro TozziniFreire advogados, que representa petrolíferas estrangeiras no País. “Esse poço é muito grande”, afirma Lemos, referindo-se ao Azulão-1, que pode ter a mesma quantidade de petróleo do campo vizinho de Tupi, o mais famoso poço da camada pré-sal, com potencial para produzir de 5 a 8 bilhões de barris, segundo estimativa da Petrobras.


A Exxon é a operadora do Azulão-1, com 40% do campo, mas tem a também norte-americana Hess (outros 40%) e a própria Petrobras (20%) como sócias.

O trabalho conjunto entre a estatal brasileira e as petrolíferas dos Estados Unidos, que resulta em reservas de até 20 bilhões de barris oriundos apenas dos poços já estimados — Tupi, Iara e Azulão-1— pode ser o início de uma importante parceria entre os países. A necessidade de os Estados Unidos em reduzir sua dependência do óleo venezuelano, em função dos conflitos políticos com Hugo Chávez, pode culminar num acordo comercial que transforme a região do pré-sal em grande fornecedora de petróleo para o mercado norte-americano.

Ainda na questão sobre combustíveis, durante a primeira reunião realizada entre Obama e Lula no último sábado, em Washington, os presidentes debateram o protecionismo norte-americano em relação ao etanol brasileiro, que sofre tarifa de US$ 0,54 para cada galão exportado do Brasil para os EUA.

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