Manchetes do dia

Domingo, 12 / 07 / 2009

Folha de São Paulo
"Indicação política incha gabinetes de senadores"

De cada 10 assessores, 8 não são concursados; estudo sugere cortar 40% deles

Levantamento da Folha mostra que, de cada dez funcionários dos gabinetes do Senado, oito são indicações políticas sem concurso. Elas incluem ex-prefeitos e ex-deputados, transformados em assessores depois de perder eleições.
Os servidores comissionados (sem concurso) são 2.673, 83% dos funcionários dos gabinetes. O aparelhamento atinge a Mesa Diretora e inclui pessoas que dão expediente fora de Brasília, embora as atividades da Mesa sejam na capital.
O Senado tem hoje 6.272 servidores e 3.512 terceirizados. Pouco mais da metade (54,23%) ingressou por concurso. Avalia-se que os comissionados sejam a principal explicação do inchaço na folha; estudo sugeriu o corte de 40% deles. Marconi Perillo (PSDB-GO), um dos integrantes da Mesa que contrataram aliados nos Estados, negou o caráter político das indicações. Já para Mão Santa (PMDB-PI), que agiu do mesmo modo, “o senador é uma pessoa política”.

O Globo
"Brasil já comercializa e consome ‘drogas legais’"

Fabricadas em laboratório, elas reproduzem os efeitos de diversos entorpecentes

Cada vez mais popular na Europa, o comércio de entorpecentes legais começa a chegar ao Brasil, revelam Fabio Brisolla e Karla Monteiro. As chamadas legal highs são fabricadas por empresas em laboratório, com substâncias não proibidas por lei, e reproduzem os efeitos de drogas como maconha, cocaína e ecstasy. Pesquisa do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência identificou 68 sites oferecendo entorpecentes legais na União Europeia, metade deles no Reino Unido. Lá, eles também podem ser comprados em lojas. No Brasil, há pelo menos três sites vendendo legal highs. “Estamos diante de um novo desafio”, diz Bo Mathiasen, do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime. Segundo a Anvisa, existe um vácuo do ponto de vista criminal para este tipo de droga. As consequências sobre a saúde ainda são desconhecidas.

O Estado de São Paulo
"Curso revela fraude em Fundação Sarney"

Empresa de varejo foi paga para ministrar aulas de história da arte

Uma empresa de varejo, a Sousa Premiere, aparece como prestadora de serviços de um curso de história de arte para a Fundação José Sarney, de São Luís. A sede é uma casa de praia. O curso foi bancado com dinheiro de um convênio com a Petrobras, de R$ 1,3 milhão, para a digitalização do acervo do museu do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ao menos R$ 500 mil foram parar na conta de empresas fantasmas ou da família Sarney.

Jornal do Brasil
"Guerra do tráfico vira jogo no Orkut"

Participantes invadem favelas, realizam assaltos e pagam propina à polícia

Está marcada para os primeiros dias de agosto, no site de relacionamentos Orkut, mais uma batalha de participantes dos jogos chamados RPG Terror e RPG Favelas, que simulam confrontos entre quadrilhas do Rio. Os jogadores se filiam a facções do tráfico, invadem comunidades, compram armas e drogas, realizam assaltos e até pagam propina à polícia. A titular da Delegadia de Repressão a Crimes contra a Informática, Helen Sardenberg, disse que o jogo é “de muito mau gosto, antiético” e deveria ser retirado do Orkut por iniciativa do site, mas não vê elementos que o vinculem a práticas criminosas.

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