sábado, março 15, 2008

Land Rover

Juíza dá 48 horas para Silvinho começar trabalho

Se não cumprir pena de serviços comunitários, acordo deve ser revertido e ele voltará a responder a processo

Fausto Macedo
A Justiça Federal deu 48 horas para o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, o Silvinho, começar a trabalhar. O prazo passa a contar segunda-feira. Se ele não acatar, deverá voltar ao banco dos réus do mensalão, do qual se livrou em troca de 750 horas de serviços comunitários.

A ordem foi dada pela juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo. O acordo judicial foi homologado em janeiro. Silvinho obteve a vantagem porque não é superior a um ano de prisão a pena mínima para o crime de quadrilha, a ele atribuído pela Procuradoria da República. A Lei 9.099/95, artigo 98, permite a suspensão do processo penal nesses casos.
Decorridos quase 2 meses do pacto ele ainda não deu início à jornada. Escolheu a subprefeitura do Butantã, situada no Jardim Peri Peri, extremo oeste da cidade, para pagar sua dívida. Alegou proximidade de casa - mora em Carapicuíba e trabalha no restaurante da família, o Tia Leila, em Osasco.
Mas a permuta emperrou porque Silvinho, sociólogo formado pela PUC, não aceita o tipo de atividade que lhe foi proposta pelas autoridades municipais. Duas são as oportunidades que a administração ofereceu a ele: o balcão de entrada da repartição e a zeladoria administrativa. Na primeira função, terá que atender contribuintes que vão ao paço em busca de informações e providências. Na outra, vai integrar a equipe que percorre as ruas para anotar problemas em bueiros, buracos e poda de árvores.
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Blogosfera

Futebolísticas

Sidney Borges
Polemizo com Mino Carta sobre futebol, que aprecio sem ser exatamente um torcedor. Tenho minhas quedas pelo São Paulo, herdadas de meu pai, mas não faço questão de ir a estádios nem perco o sono se o meu time é derrotado. O ponto central da contenda é o futebol italiano, que Mino nas entrelinhas insiste ser superior ao brasileiro. Quem quiser saber detalhes pode entrar no Blog do Mino, está tudo lá, ele nos posts eu nos comentários. Sempre haverá uma Itália forte em qualquer campeonato de futebol que aconteça. Forte no sentido competitivo. Seleções italianas tomam poucos gols e não costumam marcar muitos. Os jogadores são aguerridos, lutadores e têm por hábito colocar a Azurra entre os quatro melhores. Há quem goste, eu sinceramente não me emociono. No campeonato italiano de clubes é diferente, há estrangeiros captando a essência do verdadeiro futebol. Sua indisciplina e irresponsabilidade dá um toque colorido, alguns aprendizes são brasileiros, caso de Cicinho, Cafú, Pato e Kaká. Apesar da argumentação italiana do italiano Mino, eu, um brasileiro meio italiano, afirmo que o futebol tupiniquim é mais divertido, mais alegre, mais bonito, mais eficiente e venceu mais vezes. Pela argumentação de Mino, noto certo ressentimento contra o futebol canarinho. Tenho certas reservas ao catennacio, mas quando o Brasil não está em campo torço para a Itália, afinal de contas, sou meio italiano e sangue é sangue, embora não assista os jogos, quase sempre aborrecidos, amarrados, truncados...

Angra 3. Sim ou Não?



Houve 17 incidentes de pequeno e médio porte em Angra 1 e Angra 2 e poucos se tornaram públicos. Por quê?

Todo e qualquer incidente e acidente que ocorrem nas usinas são comunicados à Cnen e às prefeituras locais. Existem medidores de radiação instalados em torno da central nuclear e os fiscais residentes da Cnen acompanham a operação das duas unidades. Com isso, caso haja qualquer alteração na atividade radioativa no entorno da usina, a Cnen tem condições de detectar e tomar as providências necessárias.
É importante esclarecer que esses incidentes – chamados de eventos não-usuais (ENU) – foram desvios operacionais remediados pelos sistemas de segurança de Angra 1 e 2. Estes episódios são obrigatoriamente relatados à Cnen e classificados em uma escala internacional que vai de 0 a 7, na qual se considera o nível de impacto provável dos eventos. Nunca houve qualquer incidente nas usinas nucleares brasileiras que tenha sido classificado acima do nível 1, faixa que inclui anomalias na operação dos reatores, mas sem riscos para o meio ambiente, os trabalhadores da usina ou a população. Vale ressaltar também que todo ENU é noticiado no site da Eletronuclear (
www.eletronuclear.gov.br). (ABEN)

Tão simples!



Mondo Cane

Clamando no deserto?

Gilberto Dupas
A devastação ambiental é um fenômeno sistêmico relacionado com a lógica do modelo econômico que construímos. Há 30 anos, 900 mil carros circulavam pela cidade de São Paulo; hoje, são 4,5 milhões. A mancha da poluição venenosa que eles geram alcança populações a 600 km de distância. O Parque do Ibirapuera e a Cidade Universitária, para perplexidade de seus freqüentadores, foram descobertos como regiões altamente poluídas. O que fazer?

Ouvi de um importante cancerologista que a maioria das tomografias de pulmão que ele examina mostra os sinais da poluição. O fenômeno é semelhante no mundo todo. No entanto, a grande meta da indústria automobilística global é a produção do automóvel de US$ 3 mil! No mês passado, mais um grupo importante de cientistas norte-americanos, britânicos e alemães alertou, pela revista da National Academy of Sciences, que é eminente o risco de o aquecimento global chegar a um ponto sem volta. Regiões inteiras, como Groenlândia e Amazônia, e fenômenos vitais como as monções estão em alto risco. Para uma questão que é sistêmica, porém, todas as iniciativas concretas são cosméticas, perfunctórias e mercadológicas. Bancos verdes, carros verdes, empresas verdes e outras bobagens que tais.
Caminharemos passivamente para o caos? Para entender melhor as nossas chances, adotarei uma classificação de Joan Martínez Alier sobre as principais correntes que agem na luta ambiental: os "ecologistas profundos", os "ecoeficientes", os "ecologistas sociais" e os "antiecologistas". Quanto aos "antiecologistas" - neles incluo, ainda que como inocentes úteis, os "60 cientistas céticos" que se manifestaram esta semana -, não tenho espaço para falar deles. Com suas ligações estruturais com os interesses do capital, eles depreciam e desqualificam as três outras correntes e estão na contramão dos valores que nos interessam aqui.
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Ubatuba

Injúria, calúnia e difamação

Sidney Borges
O vereador Edílson Félix, (PR), foi condenado a pagar uma indenização de R$ 11.400,00 ao prefeito Eduardo Cesar, (DEM). A condenação tem como fundamento o fato do vereador ter proferido ofensas pessoais ao prefeito ao fazer uso da tribuna popular da Câmara Municipal no exercício de 2006. Não há possibilidade de recurso.

Distorções da democracia

Em campanha pelo terceiro mandato

Ricardo Noblat no Blog do Noblat
Lula disse ontem que o ano de 2008 será marcado por viagens para inaugurar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em quase todos os Estados. Foi direto:
- Passarei menos tempo em Brasília e mais tempo viajando pelo Brasil porque quanto mais obras nós inaugurarmos, mais empregos, mais salários, mais renda e melhoria na qualidade de vida do brasileiro.
Segundo ele, as viagens servirão também para que dê "ordem de serviço" do PAC. Quer dizer: autorize o início de obras bancadas pelo programa.
Para inaugurar obras ele precisa de fato viajar. Mas o PAC mal saiu do papel. Na maioria das vezes viajará para "dar ordem de serviço".
Tais ordens poderiam ser emitidas a partir de Brasília. De fato, as viagens se prestarão para que ele protagonize comícios onde costuma exaltar as virtudes do seu governo e espicaçar seus adversários.
Lula está em campanha e ninguém lhe faz sombra. Por ora campanha por ele mesmo - vai que de repente se criam as condições para que aspire a um terceiro mandato consecutivo... Se não der poderá ser um novo mandato depois de 2014.
Mais adiante ele entrará de cabeça na campanha dos candidatos a prefeito que consigam unir os partidos da chamada base aliada do governo. Em bola dividida não entrará - e já o disse.

Manchetes do dia

Sábado, 15 / 03 / 2008

Folha de São Paulo

"Crise bancária se agrava nos EUA"
Depois de passar os últimos dias negando que estivesse enfrentando crise de liquidez, o Bear Stearns, o quinto maior banco de investimento dos EUA, teve de recorrer ao Fed (Federal Reserve, o banco central americano) e ao JPMorgan Chase para conseguir fundos de emergência. O anúncio abalou as Bolsas pelo mundo e aumentou o temor de recrudescimento da crise nas instituições financeiras. Outro grande banco de investimento alvo de rumores de quebra, o Lehman Brothers, disse, horas depois, que obteve uma linha de crédito de três anos no valor de US$ 2 bilhões de 40 instituições. Nesta semana, ele anunciou a demissão de 1.400 funcionários, cerca de 5% da sua força de trabalho. Pelo acordo, o JPMorgan pegará dinheiro na janela de redesconto do Fed e o repassará para o Bear Stearns por um período de 28 dias -o tamanho dos empréstimos não foi divulgado. A decisão sinaliza a necessidade de dinheiro do banco de investimento (voltado a captações e financiamentos de médio e longo prazos, normalmente voltado a empresas). No dia 27 começam os leilões do novo programa do Fed para injetar liquidez no sistema financeiro, que promete até US$ 200 bilhões. Ao contrário do JPMorgan Chase, o Bear Stearns não pode usar a janela de redesconto do BC dos EUA.


O Globo
"Socorro inédito a grande banco derruba as bolsas"
Prejudicado pela crise no mercado de hipotecas de alto risco, o quinto maior banco dos EUA, o Bear Stearns, sofreu corrida para saques e obrigou o Fed, o BC americano, a dar um socorro inédito - de valor não revelado - que era feito desde a Grande Depressão. Os recursos foram repassados por uma instituição intermediária, o JP Morgan que, segundo analistas, poderia assumir o banco em dificuldades. As ações do Bear Stearns caíram mais de 50% e o Dow Jones fechou em baixa de 1,60%. A Bovespa chegou a cair 2,52% e fechou em -0,46%. Paris, Londres e Frankfurt também tiveram quedas.


O Estado de São Paulo
"Lula concorda com BC e diz que consumo em alta é risco"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o atual estágio de desenvolvimento da economia brasileira, mas fez um alerta para os riscos da volta da alta da inflação - classificada como "uma doença desgraçada" - com o consumo crescendo mais que a produção. "É preciso que a gente tenha cuidado porque, se cresce muito o consumo e a indústria não investe em novas fábricas, em nova produção, a gente tem de volta uma doença desgraçada, que nós não gostamos dela, que é a inflação, que muitas vezes favorece o rico e quem paga o preço é o pobre que vive de salário neste país", disse Lula em discurso na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, onde inaugurou uma escola e anunciou investimentos em saneamento e numa nova malha ferroviária.


Jornal do Brasil
"Comércio prevê aperto no crédito"
A Confederação Nacional do Comércio prevê que vão subir os juros praticados no mercado, embora o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirme que "houve exagero" do Banco Central ao cogitar aumento da taxa básica. O presidente Lula disse que durante 26 anos os economistas do governo foram contra o crescimento do Brasil, mas defendeu contenção do consumo para evitar a inflação, "uma doença desgraçada". Segundo o IBGE, o consumo cresceu 1,8%em janeiro.

sexta-feira, março 14, 2008


Petista ilustre

Fiscalização de bueiro

Silvio Pereira não aceita fazer serviços à comunidade

O Ministério Público Federal em São Paulo pediu à juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Criminal, que notifique o ex-secretário do PT Silvio Pereira para que inicie imediatamente o cumprimento da prestação de 750 horas de serviços comunitários. Ele é um dos acusados de participar do esquema do mensalão.
Silvio Pereira começaria a cumprir a pena alternativa, na quarta-feira (12/3). No entanto, o ex-secretário petista não aceitou a tarefa indicada pelo subprefeito do Butantã, na Zona Oeste da Capital paulista. O trabalho de Silvio seria acompanhar uma equipe de fiscalização de limpeza dos bueiros e varrição de ruas.

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Nota do Editor - Silvio Pereira tem razão, em que país estamos? Como pode um cidadão estacionar seu Land Rover e fiscalizar bueiros. O que as pessoas iriam pensar? Que o carro é fruto de maracutaias e coisas assim, que colocariam em risco a reputação socialista do nobre contribuinte. Há limites. Se fossem os bueiros da Daslu... (Sidney Borges)

Almada



Olá Sidney

Fernando Florindo
A entrada do bar e restaurante Almada, na Almada, não tem tapete vermelho, mas tem tapete natural, confira, pé de jambo vermelho, fruto muito apreciado pelos moradores e pelos pássaros também.

Ubatubices

Livre leve e solto

Sidney Borges
Encontro pessoas na cidade que me perguntam sobre determinado candidato. Ficam surpresas quando respondo que não tenho informações. A pergunta seguinte é inevitável:
- Você não está fazendo a campanha dele?
Para evitar tal situação recorrente, deixo claro que não tenho compromisso assumido com ninguém e não estou envolvido em nenhuma campanha. Conversas aconteceram, mas não prosperaram. Em princípio pretendo permanecer neutro, mas sou profissional e estou disponível. Também deixo claro que a proposta do Jija, feita hoje na padaria Skina Pão, para que eu assumisse o jornal "A Semana", não foi aceita. Apesar do salário compensador de 500 reais e uma cesta básica, decidi permanecer cuidando de meus afazeres, embora o desafio fosse tentador.

Pensata

Natureza política

Aldemir Góes – PTB/Ubatuba

O homem é um animal social e político por natureza que tem necessidade de conviver em sociedade, de promover o bem comum. Todo partido político se estabelece tendo como finalidade o bem comum. A comunidade política forma-se naturalmente pela própria tendência que as pessoas têm de se agruparem. É a maneira mais direta para exercer a cidadania.
Mesmo sendo motivada pelos mais profundos valores éticos e morais, a ação política é antes de tudo, uma ação dotada de racionalidade. Em outras palavras, ainda que o político seja movido por um forte desejo pessoal de defender uma determinada causa, sua ação deve estar sujeita a determinados “cálculos”, que vão lhe fornecer uma tentativa de antecipar os resultados desta ou daquela atitude.
Tais cálculos visam fornecer respostas para ações concretas como, o melhor momento de declarar sua posição com relação a assuntos de interesse do seu eleitorado, ou a dose adequada de crítica a um adversário político, ou ainda, qual o adversário principal e qual o potencial aliado, etc. Todas estas ações são, ou pelo menos devem ser tomadas a partir da racionalidade do jogo político e não baseada apenas em juízos pessoais ou individuais. Isso não significa dizer que a política é um jogo frio, constituída por atores que buscam apenas assegurar a conquista de seu objetivo final, que, em última instância, é a conquista do poder. Significa dizer que a política é um jogo com regras específicas, não apenas as regras legais e formais, mas também, e principalmente, as regras ocultas em uma região de pouca visibilidade, e que só podem tornar-se visíveis à luz de muita ética e de muita hombridade.
Política é o exercício de poder, o poder está onde há força, a força está com aquele ou aqueles que conseguem influenciar de maneira honesta o comportamento do outro ou outros. A influência honesta está longe de ser uma ditadura velada, onde a força é imposta sob a forma de ameaças a opositores. O conflito de idéias é inevitável, afinal nossa sociedade pluralista o acata. A sociedade democrática precisa saber trabalhar esse conflito a partir da discussão, do confronto, buscando a possibilidade de superação. Numa verdadeira democracia a informação deve circular livremente, sem privilégio de um grupo ou de uma classe, permitindo que todos os setores da sociedade possam ser legitimamente representados.
A verdadeira relação política nasce da relação entre as pessoas não pelo que umas possam ser úteis a outras, mas através da amizade, da confiança. Entretanto essa relação está sujeita aos riscos de engano e desvios.
Aceitar a diversidade de opiniões, o desafio do conflito e a grandeza da tolerância é exercício de maturidade, e sempre permanece em muitos a tentação da homogeneização dos pensamentos e ações.
Eu ainda acredito na politização das pessoas para que possa existir a VERDADEIRA POLÍTICA e não esse sistema CORRUPTIVISTA, COVARDE, MENTIROSO,e INDIVIDUALISTA, criado a custa de BOATOS E FOFOCAS, que está impregnado em nossas cidades, estados e país.
"Estamos condenados a ser livres, pois temos que fazer escolhas e toda escolha implica necessariamente em renúncia." (J.P.Sartre)

Respondo ao Mino

Sobre Copas e Copas

Sidney Borges
Caro Mino: Volto à minha tese primordial, se os torneios impropriamente chamados de campeonatos mundiais fossem disputados na modalidade de turno e returno, o Brasil não seria apenas penta, teria mais títulos. Seria pouco provável a repetição da derrota para o Uruguai em 1950. Concordo que a Hungria de 1954 fosse o melhor time, mas um dia conversando com o meu saudoso amigo, Osvaldo Brandão, fiquei sabendo que o fator surpresa teve peso determinante na derrota brasileira. Brandão, a seu modo, era adepto de Sun Tzu, de A Arte da Guerra, buscava informações, queria saber tudo dos adversários. Quando o Ajax se tornou campeão europeu ele estava lá, assistindo à final. Na copa de 74 a Holanda surpreendeu o mundo com o fantástico carrossel de Rinus Michels, eu modestamente tinha conhecimento que algo novo estava acontecendo no futebol. Brandão era polêmico, perguntei a ele como poderíamos ter vencido a Holanda. A resposta foi Ademir da Guia. Alguém precisava ter habilidade para parar a correria, reter a bola. Imagino que as coisas teriam sido diferentes com o divino em campo. Não vou me alongar nessa copa, a Holanda nos bateu com méritos, mas o time do Brasil estava fora do padrão, desorganizado, lembrava a confusão de 1966. Vamos pular a copa de 1978, quando os acontecimentos extra-campo tiveram papel relevante no resultado, embora os jogadores da Argentina tenham lutado bravamente e não possam ser culpados pelas manobras da ditadura. Em 1982 aconteceu a tragédia de Sarriá. Não concordo com a sua visão do time brasileiro e sinceramente não acredito que em uma série de partidas o Brasil perdesse da Itália, time por time o Brasil era melhor. Jogava mais bonito, tinha mais criatividade, mais punch. Perdeu, é do futebol, é o que torna o esporte bretão que consagrou Cafuringa tão interessante. Perdeu por culpa de erros primários e também por culpa de Paolo Rossi, um matador que não perdoava. Alguns jogadores acabaram crucificados, especialmente Toninho Cerezo, é da vida, nas derrotas há que haver um culpado. Por mais competentes e aplicados que sejam, até os maiores craques cometem erros, não fosse assim o futebol terminaria, pois os jogos acabariam sempre empatados e a galera perderia o interesse. Em 1986 perdemos tantos pênaltis que a derrota foi merecida, incompetência explícita. O Brasil era superior à França, naquela ocasião um time sem maior expressão. Por falar em França, temo que os deuses do futebol nos estejam castigando pelo campeonato de 1958. Enfiamos sete azeitonas nos franceses, apenas cinco foram válidas, sem que houvesse razão para que as duas outras não o fossem, fora a vontade do árbitro. A magnífica França, do fantástico marroquino Just Fontaine, o maior goleador de todas as copas. Na copa de 90 fomos despachados pela Argentina. A imprensa crucificou Lazaroni e Dunga, surgiu até o termo “Era Dunga”, pejorativo, para mim injusto, Dunga era um craque, um tanto italiano, objetivo, mas um craque. A derrota aconteceu por culpa da habilidade de Maradona. Contra a genialidade não há argumentos. Ganhamos em 1994 sem empolgar, só o baixinho Romário empolgou. Não sei se foi obra de Havelange a saída de Maradona, mas convenhamos, aquela caramunha frente às câmeras teve alguma importância. A Argentina tinha um craque que dava prazer ver jogar, Redondo, que depois defendeu o Real Madrid. Em 1998 perdemos a final. Normal, a França esteve melhor naquele dia e poderia até ter goleado. Ganhamos 2002, sem comentários, não foi uma copa tão empolgante. Em 2006, guardadas as proporções, tivemos a repetição da desorganização de 1966 e 1994. Há nas entrelinhas dos seus textos um ponto com o qual concordo totalmente, o futebol brasileiro tende à entropia , quando há controle nos tornamos quase imbatíveis. Parece que o ponto nevrálgico da sua defesa da superioridade do futebol italiano está centrado na demonstração de que os tempos de retranca e correria acabaram. Não tenho elementos para contradizê-lo, divido o meu tempo de apreciação futebolística entre os diversos campeonatos europeus, embora tenha especial apreço pela península. De qualquer maneira o futebol evoluiu em toda a Europa, os campeonatos são disputados e o espetáculo vale à pena. A Itália estará sempre entre os favoritos de qualquer campeonato que participe. No entanto, o futebol tem suas características, no Brasil apreciamos o drible, a finta, a magia em detrimento da organização, os garotos dos campos de terra buscam aprimorar essas características. Não sei como é na Itália, mas não deve ser diferente, afinal de contas jogar futebol é uma manifestação de alegria e nada mais alegre do que um drible bem aplicado. Vou prestar especial atenção ao futebol italiano. Dos craques que você citou eu me recordo de ter comentado com meu saudoso pai, com quem assisti ao jogo de Sarriá. Joga muito esse Scirea.

Futebol

Sobre Copas e Copas

Mino Carta
Meu caro Sidney Borges, quando falo do futebol italiano, refiro-me a tempos mais ou menos recentes. Quero dizer que já foi terrivelmente retranqueiro e retrancado e não é mais. No momento, o melhor centroavante da Europa chama-se Luca Toni e joga na Alemanha. Quanto aos mundiais, concordo em relação ao 1954, a Hungria era melhor que a Alemanha. O Brasil ganhou com todos os méritos em 1958 e 1970. Nem tanto em 1962, embora Garrincha tenha sido a estrela do torneio. Em 1966 os ingleses contaram com a ajuda decisiva dos juizes, mas o Brasil estava certamente fora do páreo. Em 1974 os holandeses eram melhores do que os campeões alemães. Tenho enormes dúvidas quanto ao resultado final de 1978, o triunfo argentino carrega o odor da ditadura. Naquele campeonato, a Itália foi o único time que derrotou os donos da casa nas eliminatórias. A Argentina foi campeã legitima em 1986, apesar da mão de Deus. Valia-se, porém, dos pés de Maradona. Em 1990 o melhor quadro foi o italiano e um frangaço do goleiro Zenga causou o empate com a Argentina e a derrota nos pênaltis na seminfinal. Ganharam os alemães ao cabo, porque os deuses do futebol costumam ficar com eles. Em 1994 o Brasil ganhou com méritos, a meu ver. A decisão foi nos pênaltis, mas a seleção canarinho fizera uma campanha melhor que a azzurra, bem melhor mesmo. Só me pergunto o que aconteceria se João Havelange não cuidasse de pegar Maradona no pulo. Em 1998 a França teve uma campanha modesta, no entanto levou no fim com justiça, a despeito da crise de Ronaldo. A França de Zidane. Em 2002 deu-se o que descreve o nosso colega navegante, Diego Pereira: foi a copa com mais erros absurdos da arbitragem. Tecelão do enredo foi o famigerado Joseph Blatter, Tartufo Mundial. Em 2006 a Itália ganhou. E, por favor, não percamos tempo em discussões. Não somente eliminou lindamente os donos da casa, mas também, no embate final contra a França, sofreu um pênalti inexistente aos 7 minutos do primeiro tempo e marcou o gol que seria da vitória no segundo. Toni, de cabeça, anulado o gol por impedimento passivo de outro italiano, alheio à jogada. Falemos, enfim, de 1982, o Sarriá. Juca Kfouri, meu caro amigo e excelente jornalista, também atribuía ao mundo mineral o conhecimento da superioridade nativa no Mundial da Espanha. Certo dia, faz anos, convidei-o a assistir comigo o tape do célebre jogo, que guardo com carinho. Ao cabo, admitiu fidalgamente: a Itália jogou melhor. A azzurra tinha um time excelente. Na fase eliminatória atuou mediocremente, redimiu-se depois, ao eliminar na seqüência a Argentina (antes fosse derrotada pelo Brasil), a seleção canarinho, a Polônia e enfim a Alemanha. Do goleiro Zoff a Paolo Rossi era um conjunto extraordinário, dotado de craques como Scirea, Cabrini, Tardelli, Bruno Conti, Antognoni. E tem mais: o juiz anulou um gol legítimo de Antognoni, quando o placar já estava no 3 a 2. Em compensação, vejamos as coisas do outro lado. O Brasil apresentava um goleiro dado a frangos, um lateral direito inclinado ao choro, um quarto zagueiro amedrontado por sua própria sombra, um energúmeno cuspidor na ponta esquerda e o centroavante Chulapa. Craques indiscutíveis somente Cerezo, Zico, Falcão, Sócrates e Junior, e este em uma posição que não valorizava. Cerezo virou bode-expiatório, Zico foi muito bem marcado, Falcão mereceu nota 6. Sócrates foi de longe o melhor dos brasileiros e lutou até o fim. Faltou a referência ao Oscar. Não era nem Mauro, nem Bellini. Escrevi muito e sei que é inútil, ainda que não tenha sido ver aquele vídeo em companhia do Juca. A convicção nativa é mais ou menos inabalável quando o assunto é futebol. De fato, observe, meu caro e gentilíssimo Sidney, até ontem você falava em uma retranca e uma correria que já não acontecem há mais de uma década.

Angra 3. Sim ou Não?



Dizem que o seguro das usinas não cobre nem parte do valor total da construção e de indenizações a terceiros. Isso é verdade?

Por obrigação legal, a Eletronuclear contrata seguros de instalações e de equipamentos em estoque, que incluem cobertura contra incêndio e outros riscos. Além disso, é feita também a contratação do seguro de instalações nucleares, com cobertura de riscos nucleares, de incêndio e de responsabilidade civil. (ABEN)

Segue: Houve 17 incidentes de pequeno e médio porte em Angra 1 e Angra 2 e poucos se tornaram públicos. Por quê?

Tragédia

80% dos alunos de São Paulo não sabem matemática

No exame aplicado à rede estadual de ensino em 2007, no entanto, houve melhora nas médias de leitura e escrita em todas as séries analisadas


De Fábio Takahashi e Evandro Spinelli na folha de São Paulo:
Os resultados do Saresp 2007 (exame do governo de SP) divulgados ontem apontam uma situação "trágica" no ensino de matemática nas escolas públicas do Estado: mais de 80% dos alunos não atingiram os conhecimentos esperados pela própria Secretaria da Educação.
Já em português, esses mesmos estudantes de 4ª e 8ª série do primeiro grau e do 3º ano do ensino médio tiveram desempenho melhor do que em 2005, quando foi realizado o Saeb - exame feito em todo o país. O 3º ano do ensino médio foi a série em que os estudantes tiveram as maiores dificuldades em matemática -menos de 5% dos concluintes atingiram o patamar desejável.


Nota do Editor - Esse é um problema nacional ao qual o governo deve dar especial atenção. O Brasil precisa formar professores e pagar melhor. Hoje há um jogo de lesa-pátria em ação, os professores ganham mal, são obrigados a assumir cargas horárias desumanas e não têm tempo de preparar aulas nem de acompanhar o desenvolvimento dos alunos. Além disso as classes são grandes, fora de controle. O resultado é o inverso do apresentado pelos lucros bancários, que só crescem. No quesito educação só há lugar para lamentações. (Sidney Borges)

Meio Ambiente

Quem cuidará do primo pobre?

Washington Novaes
Chama a atenção uma informação da secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug, de que ocorrem na Amazônia 59% das emissões brasileiras de gases em conseqüência de mudanças no uso da terra, desmatamentos e queimadas. Isso quer dizer que 41% ocorrem fora daquele bioma. E como quase já não há mais desflorestamentos na mata atlântica (da qual restam menos de 8% em fragmentos da área originária), conclui-se que a maior parte desses 41% ocorre no Cerrado, para o qual o governo federal prometeu ações só para "depois de 2010".

É grave, porque a situação do Cerrado já é mais do que preocupante. Segundo o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o desmatamento nesse bioma é da ordem de 1,1% do território (mais de 2 milhões de km2) ao ano - cerca de 22 mil km2, praticamente o dobro do desmatamento anual na Amazônia. Diz o ISPN que o Cerrado já perdeu a cobertura vegetal em mais de 50% de sua área. E que o avanço dessa perda se deve à agricultura e à pecuária (embora a produção de carvão vegetal para siderurgias de Minas Gerais tenha participação importante - 17,3 mil km2 em matas nativas derrubadas entre 1997 e 2006, de acordo com o Observatório do Agronegócio, 26/11/2007).
Há alguma discrepância entre várias fontes quanto ao porcentual do Cerrado já desmatado (há quem fale em 20% remanescentes). Mas não há dúvida de que apenas 1,4% do território está protegido em unidades de conservação, e em torno de 5,5% se incluídos reservas particulares e outros formatos. Diz a Embrapa Monitoramento por Satélite que restam menos de 5% do Cerrado em fragmentos capazes de sobreviver, com mais de 2 mil hectares contínuos (abaixo disso, cadeias genéticas, reprodutivas, etc., não conseguem manter-se).
Embora muita gente considere o Cerrado um bioma "inútil" e "feio", trata-se de uma perda que não deveria acontecer. Essa "floresta de cabeça para baixo" - como a chamou o escritor goiano Carmo Bernardes (porque a maior parte da biomassa é subterrânea, raízes em busca de água em lençóis profundos) - detém cerca de um terço da rica biodiversidade brasileira. Já são mais de 10 mil espécies de plantas identificadas, das quais 4 mil endêmicas, só encontráveis no Cerrado.
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Ubatuba

Educação transportes ilimitados

Corsino Aliste Mezquita
O relatório de avaliação das contas da Prefeitura Municipal de Ubatuba, do exercício de 2006, elaborado por técnicos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo –TCESP – dá a entender que, a Secretaria de Educação do Município de Ubatuba, teve características de empresa:”Educação Transportes Ilimitados,” na atual administração municipal. O fez com a frota nova e bem conservada que recebeu da administração anterior. Os abusos foram tantos que em 19-09-06: “CONVERSA COM MANOLO”, o amigo Manolo, já profetizava que, tanta generosidade com os veículos da Secretaria Municipal de Educação, era ilegal, acintosa, desviava os recursos da educação, acarretava conseqüências graves para o Município e, em pouco tempo, deterioraria toda a frota. Essas visões proféticas de Manolo já aconteceram. A Câmara Municipal, na sua indolência crônica, omissão acumpliciada e atitudes de comparsas, de sete vereadores, nada fez para corrigir os abusos e absurdos praticados pelo Poder Executivo. Mesmo sendo, solenemente, denunciados. O TCESP “resgata” e traz a público os absurdos e delitos cometidos. Vejamos:
“Despesas com viagens diversas indevidamente apropriadas na Educação”(SIC) ....
“Nos relatórios de viagens, juntados às fls. 568/611 dos anexos II e IV, é possível observar diversas saídas para atender à IGREJA ÁGAPE, à IGREJA UNIVERSAL, à PARÓQUIA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ, à IGREJA SÃO FRANCISCO, à FUNDART (Fundação de Arte e Cultura), à Equipe de Surf, ao Setor de Informática (Maurício), à equipe de Lutadores de Kung Fú, ao transporte de merenda (já terceirizada), à Secretaria de Saúde, à Equipe de Ginástica Rítmica, à Equipe de Jiu Jitsu, entre outros” (SIC)............
“Os valores despendidos a este título montam, R$ 260.652,25, sendo R$ 201.252,25 em combustível e R$ 59.400,00 em diárias. (vide fls 561/567 do anexo III)” (SIC)
“Agregamos, ainda, a declaração da Municipalidade, às fls 613 do anexo IV, donde se extrai que não há empenhamento de despesas de horas extraordinárias de motoristas da Secretaria Municipal de Educação em outra dotação que não a do ensino”.(SIC)
Não são necessários comentários.
No último parágrafo transcrito pode observar-se que, a Municipalidade, mentiu para o TCESP. Esse fato agrava a situação e leva os técnicos a desconfiar de outras informações. A tendência à mentira, da administração do Sr. Eduardo de Souza César, já tinha sido registrada por nós em : “DESCONHECIMENTO OU MALDADE”, de 26-10-06.
Os gastos indevidos realizados, em 2006, com veículos da Secretaria Municipal de Educação, registrados pelos técnicos do TCESP, seriam suficientes para comprar dois MICRO-ÔNIBUS, MERCEDES BENZ, de 25 lugares e com bagageiro. Repetimos, os desvios apurados. Os reais, supostamente, são bem maiores.
Não sabemos qual será o relatório de 2007 sobre este assunto. O que sabemos é que os abusos continuaram e continuam. Alguns fatos são exemplares: Abusos de todo tipo praticados, nos Jogos Regionais. Não só com os veículos da Educação como com outras verbas; a necessidade de alugar ônibus da empresa “Cidade de Ubatuba” porque os da Educação estavam sem condições de rodar por falta de manutenção e excesso de uso para funções alheias ao ensino; o amplamente fotografado, enquanto retido pela Polícia, Caminhão Baú da Casa de Brinquedos (Educação), com motorista da mesma Secretaria, transportando medicamentos, de Paulínia para Ubatuba, em situação irregular. Só para citar três exemplos.
As irregularidades no setor continuam. Ônibus da empresa “CIDADE DE UBATUBA” estão alugados para transportar alunos diariamente, levando o motorista servidor ao lado do condutor da empresa. Segundo informações, a frota, está em petição de miséria e não possui manutenção adequada. O descaso já motivou comentários, no Pátio, informando que, a tática, é de “campo arrasado”, como aconteceu com a Merenda, para terceirizar os serviços, caso exista reeleição. É o comentário. Reflete verdade, intenção, propósito? Não sabemos. Nada afirmamos. Nada negamos. Tudo é possível. Onde há fumaça há fogo. Seria uma leviandade dos administradores e um desastre para o Município, para o funcionalismo e para o Instituto de Previdência Municipal. É bom ficarmos em alerta.
Enquanto isso com grandes deficiências, veículos quebrados, ônibus alugados e motoristas insatisfeitos a Secretaria Municipal de Educação continua parecendo empresa gratuita: “Educação Transportes Ilimitados”.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem caluniadores. Para ficarmos sem dengue teremos que abrir o olho. A epidemia, do Rio de Janeiro, está próxima e há rumores locais nada animadores que não se resolvem com broncas de Secretário.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 14 / 03 / 2008

Folha de São Paulo
"Alunos ignoram matemática elementar"
Os resultados do Saresp 2007 (exame do governo de SP) divulgados ontem apontam uma situação "trágica" no ensino de matemática nas escolas públicas do Estado: mais de 80% dos alunos não atingiram os conhecimentos esperados pela própria Secretaria da Educação. Já em português, esses mesmos estudantes de 4ª e 8ª série do primeiro grau e do 3º ano do ensino médio tiveram desempenho melhor do que em 2005, quando foi realizado o Saeb -exame feito em todo o país. O 3º ano do ensino médio foi a série em que os estudantes tiveram as maiores dificuldades em matemática -menos de 5% dos concluintes atingiram o patamar desejável. Uma das habilidades que a secretaria esperava desses concluintes do antigo colegial, e que, no geral, não foi adquirida, foi a de representar uma fração em porcentagem.


O Globo
"Propina comprava título de filantropia"
A PF prendeu seis integrantes de uma quadrilha formada por conselheiros e ex-conselheiros do Conselho Nacional de Assistência Social. Eles recebiam propina para fraudas processos de concessão de títulos de entidades filantrópicas e hospitais, universidades e entidades assistenciais. Com documentos falsos, entidades obtiveram isenção fiscal e deixaram de recolher impostos. Estão envolvidos o presidente do CNAS, Silvio Iung e o ex-presidente Carlos Ajur. Descoberta a fraude, o governo agora está propondo tirar poder do CNAS.


O Estado de São Paulo
"Golpe de filantropia deixa rombo de R$ 4 bi"
A Polícia Federal desmontou ontem o que considera uma quadrilha especializada em negociar certificados de isenção de impostos e contribuições sociais com empresas privadas que atuava dentro do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Na chamada Operação Fariseu, a PF prendeu o ex-presidente do CNAS Carlos Ajur Cardoso Costa e outros cinco suspeitos. Entre os principais crimes atribuídos ao grupo estão corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência e formação de quadrilha.


Jornal do Brasil
"Governo faz afago a 800 mil servidores"
O governo federal anunciará, na próxima semana, medida provisória que concede reajuste salarial escalonado para 800 mil servidores públicos de 10 categorias profissionais. A série de aumentos, de 11% a 137%, custará R$ 2,1 bilhões só este ano. Começa agora em março e será distribuída até 2011, segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). Entre os beneficiados, estão desde professores e fiscais agropecuários até carreira de Previdência e Saúde. Algumas categorias, que estão em greve, ficarão fora do reajuste.

quinta-feira, março 13, 2008

Angra 3. Sim ou Não?



Manifesto público contra a construção da usina de Angra 3 e a geração de energia nuclear no Brasil

Adesões a este manifesto, enviar e-mail para: ceau.ubatuba@gmail.com

O Coletivo de Entidades Ambientalistas de Ubatuba (CEAU) vem a público se manifestar CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA NUCLEAR DE ANGRA 3 e A GERAÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR NO BRASIL e pedir seu apoio a esta empreitada.

Conclamamos ainda toda a população ubatubense e da região a comparecer na Audiência Pública sobre Angra 3, que será realizada no dia 28/03, às 18 h no Cine Passeio Rua Conceição, 180, para conhecer o projeto e DIZER NÃO A ENERGIA NUCLEAR.

Algumas razões porque somos contrários à GERAÇÃO DE ENERGIA NUCLEAR E AO PROJETO DA USINA DE ANGRA 3:

A Geração de Energia Nuclear é cara, insegura e agride o Meio Ambiente;


O Brasil não precisa de Energia Nuclear e pode obter maior disponibilidade de energia investindo em outras formas de geração, como geradores eólicos e racionalizando o consumo de energia;

O Lixo radioativo pode permanecer milhares de anos proporcionando riscos à saúde da população e ao Meio Ambiente;

Não há solução segura para o lixo radioativo que deve ser armazenado 'eternamente';

O Brasil não sabe o que fazer com o lixo radioativo de Angra 1 e 2, que permanecem armazenados nas Usinas;

O risco de um acidente nuclear em Angra, embora seja pequeno, PODE SER FATAL para toda a região;

O transporte rodoviário de Urânio radioativo parece ser um sério risco para toda a região;

Ao contrário do que dizem alguns a geração de energia nuclear também contribui para o Aquecimento Global;

Até hoje as Usinas de Angra 1 e 2 não possuem licença de operação;


O Litoral sul do Rio de Janeiro e o Norte de São Paulo possuem suas economias voltadas principalmente para o Turismo e a Pesca, atividades que podem ser impactadas no caso de noticias sobre acidente nuclear;

CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) atua ao mesmo tempo como Requerente, Operadora, Prestadora de Serviços, Licenciadora e Fiscalizadora dela mesma.

Por estas e outras razões:

- Somos contrários ao Projeto da Usina de Angra 3 e a Geração de Energia Nuclear;
- Queremos a democratização das informações e decisões no país e cumprimento das deliberações das Conferencias Nacionais de Meio Ambiente que propõem: “Retirar as usinas nucleares da matriz energética brasileira e promover o descomissionamento das usinas nucleares de Angra I e II, realizando auditoria ambiental no Programa Nuclear Brasileiro” e “Rever criteriosamente os novos projetos de instalações de usinas nucleares e das já instaladas para avaliação de custo-benefício, levando-se em consideração prioritariamente os impactos sócio-ambientais”.
- Queremos um plebiscito nacional em relação à geração de energia por fissão nuclear e a destinação dos rejeitos radioativos;
Acreditamos que o Brasil deve investir em projetos ambientalmente sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida da população, ao invés de andar na contramão de um futuro saudável para os cidadãos e o Planeta.

Ubatuba, 12 de março de 2008.

CEAU – COLETIVO DE ENTIDADES AMBIENTALISTAS DE UBATUBA

Fazem parte deste grupo e encabeçam o Manifesto as entidades:

IPEMA – Instituto de Permacultura e Ecovilas Mata Atlântica
Associação Cunhambebe – ACIAMDU – Pela Vida Pela Paz
Movimento em Defesa de Ubatuba
Associação Socioambientalista Somos Ubatuba – ASSU
Associação em Defesa do Povo Caiçara – ADPC
Instituto GondwanaInstituto Costa Brasilis
Instituto Argonauta
Projeto TAMAR
Instituto Bicho Preguiça
Centro de Estudos para a Conservação Marinha – CEMAR


Celebridades

Adriane Galisteu está solteira outra vez

MÔNICA BERGAMO Colunista da Folha de S.Paulo
A apresentadora Adriane Galisteu não está mais namorando o deputado federal Fábio Faria (DEM-RN). A relação dos dois já vinha esfriando há algum tempo. Hoje de manhã, ela teve uma conversa definitiva com o parlamentar.
Em julho de 2007, Galisteu circulava com Fábio Faria no Teatro Municipal, em São Paulo
"Não tem muita explicação para esse final", diz Adriane. "Ele é um cara bacana. Foi uma questão meramente profissional: eu trabalho muito, ele também. Ele mora no Rio Grande do Norte, trabalha em Brasília, vinha para São Paulo me ver. Eu agora vou trabalhar de madrugada. Isso não é desculpa. Mas não era para ser."

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Nota do Editor - Oportunidade para os galãs de plantão. Enviem currículos, a Loira não gosta de ficar sozinha. (Sidney Borges)

Meio Ambiente

“Petrobras assina contrato de patrocínio com o Instituto Argonauta para a conservação costeira e marinha”

Instituto Argonauta
A Petrobras–Petróleo Brasileiro S.A. assinou na data de ontem, 12/03/2008, contrato de patrocínio com o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, OSCIP com sede em Ubatuba –SP. O patrocínio tem por objetivo principal, estruturar o trabalho já realizado desde 1998 pela ONG em parceria com o Aquário de Ubatuba, de reabilitação e triagem de animais aquáticos encontrados encalhados e ou debilitados na região compreendida entre o litoral norte de São Paulo e litoral sul do Rio de Janeiro. As ações se darão com a ampliação da estrutura física, logística e de recursos humanos para o atendimento, reabilitação e soltura, bem como desenvolver ações de educação ambiental e projetos de pesquisa científica sobre a fauna aquática presente na região.
Desde o início dos trabalhos, a ONG e o Aquário de Ubatuba já atenderam 475 animais, desde aves marinhas como pingüins, gaivotas e atobás, até mamíferos de médio e grande porte tais como lobos, elefantes marinhos e até baleias.
O valor total do projeto é de R$ 529.194,52. Dentro do valor total, a Petrobrás deverá contribuir com R$ 186.114,52,saindo os restantes R$ 343.080,00 de contrapartida do próprio Instituto em parceria com o Aquário.
Para o diretor do Aquário de Ubatuba e fundador do Instituto Argonauta, oceanógrafo Hugo Gallo, a parceria com a Petrobrás é extremamente positiva e vem de encontro às necessidades da ONG de ampliar e melhorar a qualidade do trabalho realizado ao longo de todos estes anos.
“O fato de uma empresa do porte da Petrobrás reconhecer e apoiar a ONG reforça a credibilidade e seriedade do trabalho que vêm sendo executado e dá novo fôlego para a equipe almejar ir mais além”.
Para a atual presidente do Instituto Argonauta , a médica- veterinária Paula Baldassin, este vai ser um ano promissor em termos institucionais e técnicos, uma vez que pela primeira vê a ONG contará com uma estrutura mais adequada, ganhando qualidade no trabalho e mais visibilidade institucional. “O valor do patrocínio da Petrobrás está orçado em R$186.000,00 e este recurso nos possibilitará estarmos mais próximos de um de nossos primordiais objetivos: A conservação da biodiversidade marinha”. O IBAMA tem sido incentivador e apoiador do trabalho da ONG, através do trabalho do Engenheiro Agrônomo Leonardo Teixeira, Chefe do Escritório Regional em Caraguatatuba que tem demonstrado interesse e sensibilidade a iniciativas de conservação da biodiversidade marinha na região.
Atualmente, o Instituto é patrocinado pelo Aquário de Ubatuba e pela Petrobrás, mantendo convênios com 36 instituições universitárias e com a Prefeitura Municipal de Santo André.
Para saber mais, visite o site
www.institutoargonauta.org

Fuga do Paraíso


O atacante estadounidense Freddy Adu disputa a bola com Yordany Álvarez -um dos desertores
Sete jogadores da seleção de futebol sub-23 de Cuba desertaram
A equipe tinha acabado de disputar uma partida contra os Estados Unidos em Tampa, na Flórida
ElPaís.com
Sete jogadores da seleção cubana sub-23 de futebol desertaram horas depois de disputar na terça-feira passada em Tampa, na Flórida, uma partida contra a seleção dos Estados Unidos durante a fase de classificação do Pré-Olímpico da Concacaf, informou a imprensa local de Miami.

Carta aberta ao Prefeito

Associação dos Moradores da Maranduba

adpc.ubatuba

Exmo. Sr. Prefeito Eduardo César,

O senhor sabe, desde quando ainda era candidato, da longa luta de anos, das comunidades da Região Sul, pelo espaço público, litigioso da praia da Maranduba, ocupado pelo então parque radical Rooter Jet, hoje com o nome Toca da Coruja.
Em reunião em seu gabinete, no começo de sua administração, onde estavam presentes diversas associações da região sul, exclusivamente para este assunto, o senhor nos prometeu que resolveria a situação, inclusive com desapropriação, se fosse o caso.
Queremos que esta praia, que representa a de Iperoig para o centro de Ubatuba, volte a ser um espaço público, como sempre foi. Por isso nossa luta de dezenas de anos.
Senhor Prefeito, cremos ser este o momento para que se cumpra a sua palavra a tantas associações presentes naquele dia (temos fotos). A Secretaria de Assuntos Jurídicos desta prefeitura está muito bem situada sobre a questão. Aliás, a parte mais espinhosa de nossa caminhada está justamente aí, no Jurídico.
Isto fará parte da história de um bairro de Ubatuba que está sendo contada e escrita para a posteridade.
Ajude-nos a dar dignidade a ela.

Atenciosamente,

Em nome de todos que naquele dia, ouviram sua promessa para com esta região.

Região

Cemitério superlotado na Maranduba

adpc.ubatuba

Há muito, o cemitério da Região Sul de Ubatuba, não tem mais espaço para enterrar os mortos. E, há muito, vimos pedindo providências à Prefeitura, no sentido de se começar um estudo para a construção de um outro, mas até agora, não obtivemos resposta. Há promessas. Só que para daqui a uns cinco anos, se o pretenso prefeito der vez à situação. Isto é uma grande falta de respeito para conosco.
A solução tem de ser emergencial. As leis ambientais são rígidas, demandam tempo e não podemos mais esperar. Os trabalhos eram para ter começado já no governo municipal anterior, quando a situação já era preocupante. Soubemos, inclusive, que o Ministério Público teria se manifestado no sentido de se fechar o cemitério. Segundo um morador, na campa da família onde o pai foi sepultado, não puderam sepultar a mãe, porque não havia sido completado o tempo necessário entre um sepultamento e outro. Conseguiram um outro túmulo para a família. Porém, algum tempo depois, descobriram que, na campa do pai, havia sido enterrado um desconhecido. A família ficou revoltada e só não agiu por respeito ao cidadão lá sepultado.
A sugestão é que, num enterro, antes de serem abertas as covas, os coveiros devem procurar por parentes dos mortos já sepultados, para se certificarem que os locais estão corretos. Todos nós, moradores antigos do lugar, temos nossos mortos no cemitério e não queremos os túmulos de nossos entes queridos violados.
Responsabilizamos a Administração Pública por não nos ouvir. Exigimos respeito e dignidade, pois os túmulos são de famílias centenárias e nos pertencem.

Terrorismo

Bomba inútil

Sidney Borges
O termômetro dos acessos ao Blog é a política local, o que prova a minha tese, o homem se interessa pelo que está à sua volta, tudo o mais é mera abstração. Ontem o jornalista Elio Gaspari tocou em um ponto sensível do Brasil recente, escreveu sobre as indenizações aos que participaram dos movimentos armados contra a ditadura e me remeteu aos bancos escolares. Duas bombas, uma colocada no Estadão e outra no Conjunto Nacional foram obra de dois professores da FAU, Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, na época jovens e talentosos arquitetos, ídolos dos alunos. Procurei saber de Sérgio Ferro na Internet, Rodrigo faleceu em acidente automobilístico há muitos anos. Encontrei uma entrevista em uma revista de Arquitetura. Prestes a completar 70 anos, Sérgio é professor em Grenoble, na França e imagino que continue marxista, pelo menos usa termos marxistas ao falar de construção. As bombas não destruíram o capitalismo nem derrubaram a ditadura, mas a do Conjunto Nacional acabou com a carreira de piloto comercial de um jovem que ia passando e teve parte de uma das pernas amputada. No dia 20 o ato terrorista completará 40 anos. Não merece comemoração.

Esportivas

Futebol, arte do Brasil

Sidney Borges
Troco figurinhas de futebol com Mino Carta, que defende sutilmente a superioridade do futebol italiano, atual campeão do mundo. Eu modestamente discordo, o Brasil é melhor. Na verdade se os campeonatos mundiais (torneios impropriamente denominados) tivessem turno e returno, com todos se enfrentando, o Brasil dificilmente perderia. É possível um time inferior ganhar uma partida e isso torna o futebol tão especial, sempre há a esperança do lanterna bater o líder. E não é raro acontecer. Sobre a relação entre o futebol e a miséria, eu concordo que em certo instante foi assim. Quando o futebol chegou ao Brasil era um esporte de elite. A pouca necessidade de equipamento para a prática, apenas bola e campo aberto, fez com que se tornasse popular. Hoje o futebol está entranhado na alma brasileira, todos jogam, pobres e ricos, periféricos e moradores de finos condomínios. Os craques são tantos e surgem com tal velocidade que mal consigo acompanhar o ritmo. Todos os anos uma safra vai para a Europa a peso de ouro e do nada brotam craques tão bons ou melhores. Mino coloca como ponto fraco do futebol brasileiro a falta de aplicação tática, o que faz com que percamos jogos inexplicáveis, como aconteceu em Sarriá, em 1982, quando a Itália nos despachou da Copa. Desse jogo não gosto de me lembrar, fico enjoado. Naquela partida dois craques erraram em momentos decisivos, Cerezo e Júnior. Paolo Rossi aproveitou e fez dois gols decisivos. Fica no ar a dúvida, numa segunda partida os craques voltariam a errar? Penso que não, mas como o futebol é atividade humana, o erro faz parte do espetáculo, afinal de contas se todos fizessem tudo certo, com total aplicação tática, os jogos terminariam empatados e o futebol deixaria de ser o espetáculo empolgante que é.

Angra 3. Sim ou Não?



O plano de emergência, em caso de vazamento radioativo em Angra dos Reis, está pronto para funcionar?

O plano de emergência está estruturado e funcionando, e os exercícios são realizados periodicamente, envolvendo os três municípios próximos à usina, Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro. A responsabilidade pelo plano de emergência é da Defesa Civil local, do Exército, do Corpo de Bombeiro da região, Eletronuclear, Cnen e Ministério da Ciência e Tecnologia. A Eletronuclear contratou a Coppe/UFRJ para fazer o levantamento da população em torno da usina e desenvolver um plano de evacuação específico para a área. É o melhor plano de emergência de uma instalação industrial do Brasil. (ABEN)

Segue: Dizem que o seguro das usinas não cobre nem parte do valor total da construção e de indenizações a terceiros. Isso é verdade?

Internacional

Popularidade de Uribe dispara em meio à crise diplomática

Presidente tem 84% de aprovação; 90% dos entrevistados disseram ter imagem desfavorável de Hugo Chávez

Agências internacionais
BOGOTÁ - A popularidade do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, chegou a 84%, a maior de seu mandato desde que assumiu o poder, em 2002. O recorde é registrado em meio a uma crise diplomática na semana passada com o Equador, Venezuela e Nicarágua. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 12, em Bogotá.
Segundo a pesquisa, elaborada pelo instituto Gallup Colômbia, o apoio ao governante subiu três pontos em relação à enquete anterior, de janeiro. Enquanto isso, 90% dos entrevistados disseram ter uma imagem desfavorável do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contra 76% da última pesquisa.
A enquete foi elaborada entre os dias 4 e 6 de março, justamente durante a discussão sobre a operação do Exército colombiano no território equatoriano que provocou a morte do líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes. Foram ouvidas mil pessoas residentes em Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, e tem uma margem de erro de 3%.
Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o gerente da Gallup, Jorge Londoño, a imagem de Uribe se deve, em certa medida, aos últimos feitos diplomáticos. A pesquisa, porém, não conseguiu medir o impacto que teve a solução diplomática alcançada entre os países ou a morte de Iván Ríos, segundo integrante do Secretariado das Farc morto em menos de uma semana.

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Nota do Editor - Com um marqueteiro tão competente Uribe não tem do que se queixar. Mais uma vez Hugo Chávez, o rei do tiro no pé, dá o ar da graça. Uribe é seu desafeto, com "manobras sutis" Chávez conseguiu ungí-lo à condição de lider incontestável do povo colombiano. Oitenta e quatro por cento é um número respeitável, só com a juda do paquiderme venezuelano foi possível atingir tal patamar. Chávez deveria seguir o conselho do Rei. Fechar a boca e só abrir no dentista. Por pouco tempo. (Sidney Borges)

Diálogos possíveis

Roma, futebol e o tempo que passa

Mino Carta
Respondo a Sidney Borges. Cidadão simpaticíssimo, mesmo porque concorda com minha preferência por Roma. Temos a lhe dizer que a gente passa a vida a curtir a saudade de si próprio. Também é verdade que o Trastevere continua igual enquanto eu mudei muito. Permito-me não concordar com algumas das suas opiniões a respeito do futebol italiano, que, aliás, no momento é campeão do mundo. Mudou muito, caro Sidney, mais ou menos como mudamos. Quem sabe até mais. Ainda dispõe de zagueiros muito bons, marcadores implacáveis, mas o tempo da retranca passou. Assista, se tiver tempo e vontade, aos jogos da Roma, da Udinese, da Fiorentina, da Sampdoria quando atua Cassano. Acho que vai gostar. Quanto ao futebol brasileiro, concordo plenamente que o Brasil é a terra di calciatori. A safra atual de talentos bate a de qualquer outro país. Há razões para tanto. Infelizmente, a miséria é uma delas. Bola de meia basta para a alegria da molecada. Há também, e isso é ótimo, a fibra longa da musculatura negra. Permito-me discordar da qualidade dos laterais. O problema do torcedor nativo é, frequentemente, esquecer a diferença entre a técnica individual e a postura tática. Tecnicamente bom, taticamente mau, dizia Mario de Moraes, parceiro-comentarista de Pedro Luis, o grande locutor. Um caso clássico: Júnior. Lateral-esquerdo, apoiava com maestria e defendia com falhas às vezes gritantes. Por exemplo, no famoso jogo do Sarriá de 1982, aquele capaz de criar o fantasma de Paolo Rossi. Júnior foi o primeiro responsável pelo terceiro gol da azzurra. Ficou na guarda do poste esquerdo, se saísse rápido Rossi ficaria impedido. Na Itália, Júnior virou meio-campista e jogou um bolão. Tenho certeza de que Cicinho na Roma vai melhorar muito. Um ponto a não ser descurado: o Brasil ficou sem ganhar mundiais de 1970 a 1994. Naquele período o mundo olvidou-se da terra di calciatori. Depois de 1994, taça ganha nos pênaltis (nada a objetar, mas partida vencida ali na fita de lã), a seleção foi esmagada na final de 1998 pela França de Zidane. Quanto a 2002, foi um campeonato estranho. Não duvido que os canarinhos merecessem ganhar, mas a ladroeira organizada pelo senhor Blatter para favorecer os donos da casa, Japão e Coréia, foi uma grandeza. Às custas de Itália, Espanha e Portugal. A azzurra teve anulados em três partidas cinco gols legítimos, e Totti foi expulso ao sofrer um pênalti por um mexicano chamado Moreno. Isto é do conhecimento do mundo mineral. (Blog do Mino)

Opinião

Raízes da intimidação

Eugênio Bucci
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu ao governo brasileiro, na segunda-feira, 10 de março, informações sobre liminares que restringem a atuação de jornalistas. O organismo internacional se baseou em denúncias que recebeu de três entidades - a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Article 19, uma ONG de ação global pela liberdade de expressão, e o Centro para a Justiça e Direito Internacional (Cejil) - e, com sua iniciativa, repôs na ordem do dia o debate sobre o ambiente de intimidação que se agravou no País. É um assunto que não deveria esfriar até ser resolvido. Quais as raízes das hostilidades - travestidas de demandas jurídicas - contra jornalistas? Para onde elas apontam?

A ação da OEA mereceu espaço nos jornais. Segundo escreveu o correspondente da Folha de S.Paulo em Washington, Sérgio Dávila, ''os quatro membros da CIDH estão preocupados com medidas cautelares impetradas por juízes contra jornalistas que poderiam caracterizar censura prévia, proibida pela Corte Interamericana'' (OEA cobra Brasil sobre ameaças à imprensa, terça-feira, dia 11, página A6). O Estado de S. Paulo, em matéria de Roberto Almeida (OEA pede dados sobre processos contra mídia, 11 de março, A7), informou que, ''segundo estimativas do portal Consultor Jurídico, sublinhadas pela Abraji, há praticamente uma ação de indenização por danos morais para cada jornalista em exercício nos cinco principais grupos de comunicação''. Em 2007 eram 3.133 processos num universo de 3.237 profissionais.
Entre os casos lembrados pelas entidades, o mais clamoroso é o da jornalista Elvira Lobato, da Folha de S.Paulo. Autora de uma longa reportagem sobre a extensão do poder da Igreja Universal do Reino de Deus no mundo da radiodifusão (Universal chega aos 30 anos com um império empresarial, de 15/12/2007), ela se converteu em alvo de mais de 60 processos. De uma vez. Em dezenas de cidades diferentes. Logo ficou claro que havia algum grau de coordenação entre as ações. Tanto que algumas foram rejeitadas em primeira instância e seus proponentes se viram condenados por litigância de má-fé.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 13 / 03 / 2008

Folha de São Paulo
"PIB de 5,4% é o maior desde 2004"
O Brasil cresceu 5,4% em 2007 e fechou o ano com o PIB (Produto Interno Bruto) "rodando" acima de 6%. Uma série de fatores positivos continuam sustentando a atual fase de expansão, embora analistas e o próprio governo prevejam um crescimento menor neste ano. O mercado interno está aquecido pelo forte aumento da massa salarial, e os investimentos produtivos batem recordes esperando uma demanda ainda maior no futuro. Para este ano, porém, a crise externa, principalmente nos EUA, deve reduzir o ritmo de crescimento. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o crescimento de 5,4% no ano passado é o segundo maior da série pela atual metodologia, aferida desde 1996. O recorde anterior havia sido em 2004, com alta do PIB de 5,7%. Em valores, o PIB brasileiro atingiu R$ 2,55 trilhões em 2007. Já o PIB per capita cresceu 4% em termos reais (acima da inflação), chegando a R$ 13.515,00 no ano passado.


O Globo
"PIB cresce 5,4% mas carga tributária avança mais ainda"
O consumo interno, principalmente das famílias, impulsionou a economia em 2007. A melhora na renda e a ampliação do crédito ajudaram o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 4,5% no ano passado, maior índice desde 2004. Com taxa de natalidade em queda, a renda per capita já se aproxima da verificada no milagre econômico. Em 2007, a expansão foi de 4%, em termos reais. Mas a carga tributária avançou mais. Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra que cada brasileiro pagou, em média, R$ 4.943 em impostos, tributos e contribuições para as três esferas de governo. No ano anterior, o valor era de R$ 4.379,39 - um aumento de 12,87%. Descontada a inflação, ficou em 7,2% sobre 2006. Apesar da expansão do PIB, o Brasil continua como a 10ª economia mundial, com US$ 1,24 trilhão, podendo perder o posto para a Rússia em breve. De todos os Brics (emergentes), o Brasil foi o que teve menor percentual de crescimento, atrás da China, Índia e Rússia, além de Argentina, Coréia e Venezuela. Bancos, seguradoras e previdência privada elevaram o PIB em quase um ponto percentual em 2007.


O Estado de São Paulo
"Maior consumo das famílias sustenta alta de 5,4% do PIB"
Puxado pelo forte crescimento do consumo e do investimento, o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) cresceu 5,4% em 2007, o melhor resultado desde os 5,7% de 2004. O consumo das famílias, que se acelerou no último trimestre, fechou o ano com expansão de 6,5%, e os investimentos, com 13,4%.

Tanto no caso do consumo das famílias quanto no dos investimentos, o crescimento de 2007 foi o maior da serie iniciada em 1996 e representa o segundo ano consecutivo em que o recorde e batido, em 2006, o consumo cresceu 4,6% e o investimento segundo, 10%.
'O mercado domestico e que puxou a economia, de uma forma mais intensa que em 2006', disse Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Jornal do Brasil
"Brasileiro consome mais e país cresce"
Com os bolsos reforçados pelo aumento da renda e da oferta de crédito, as famílias brasileiras consumiram, em 2007, cerca de R$ 1,5 trilhão - 6,5% a mais em relação ao ano anterior. A alta do consumo foi a principal responsável pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB), anunciado ontem pelo IBGE: a soma de todas as riquezas produzidas no país cresceu 5,4%, o melhor índice desde 2004. O presidente Lula festejou a notícia, mas pediu freio na euforia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que deseja uma aceleração gradual. Analistas já prevêem um resultado menor em 2008.

quarta-feira, março 12, 2008

Brasil

Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968

Elio Gaspari
DAQUI A OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)
Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.
A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.
O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.
Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.
Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)
Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

TV Víbora

Lighthouse Family - High

Angra 3. Sim ou Não?



Fome & Sede & Energia

Ronaldo Dias
Tudo e, as quantidades, do que a humanidade precisa, ou precisará estará direta e, proporcionalmente, ligada ao crescimento de sua população. Assim tem sido e, assim será. Sempre! A ciência, a seu favor, contribuirá com novas descobertas e, inovações, para que ela possa utiliza-se dos verbos amenizar, descobrir, melhorar, ampliar, proteger, inovar, economizar, otimizar, aperfeiçoar, e proporcionar (dentre outros) em suas mais diferentes conjugações. Mas, para estas ações, com maior ou menos intensidade, no seu tempo e, no seu espaço, a interferência no meio será inexorável. Em qualquer ambiente que haja crescimento populacional, sempre haverá interferência no seu meio, assim como, quaisquer interferências ou alterações nos “componentes” deste ambiente, resultarão em influências a sua população. De toda forma, para a humanidade, prever (com a antecedência necessária), discutir, planejar e determinar as necessidades e quantidades energéticas, de alimentos ou mesmo qual a quantidade de água potável que será preciso daqui a um determinado tempo, é assunto exclusivo, a ser debatido em ambiente próprio, com e entre, quem tem credenciais para tanto. Dar fórum a opiniões de ambientalóides oportunistas (são sempre o mesmos), ávidos pelas luzes dos holofotes “midiáticos” é uma tripla contradição! Puro desperdício de tempo de vernáculo e, da melhor e mais pura energia.

Angra 3. Sim ou Não?



James Lovelock, ambientalista que já foi chamado de o "Ghandi da ciência" fala sobre energia nuclear

Entrevista concedida a Eduardo Szklarz - Superinteressante (Brasil) - December 2004

Autor da Teoria de Gaia, James Lovelock era herói dos ecologistas. Agora ele causa polêmica ao defender que só usinas nucleares podem nos livrar de um desastre. Na teoria que o consagrou, Lovelock descreve a Terra como uma espécie de superorganismo formado pela superfície, ar e oceanos. O planeta funcionaria como um sistema vivo capaz de regular a composição atmosférica, o clima e a salinidade dos mares, o que o manteria sempre adequado para a vida. Fez um baita sucesso com os verdes. O problema é que agora o aquecimento global agiria como uma armadilha para Gaia: o calor proveniente do efeito estufa gera ainda mais calor, num círculo vicioso.

Por que usar energia nuclear e não outras formas tidas como ecologicamente corretas, como a eólica e a solar?
Seria ótimo se pudéssemos contar somente com essas fontes de energia, mas elas não satisfazem nossas necessidades. Se houvesse 1 bilhão de pessoas no mundo, bastaria usar as energias solar, eólica, hidrelétrica e uma quantidade modesta vinda da queima de madeira. Mas já somos mais de 6 bilhões e a população continua aumentando. A energia nuclear é limpa e não provoca aquecimento. Uma estação pode ser construída em três anos. É também uma fonte de energia altamente disponível, não está acabando nem ficando mais cara, como o petróleo.


Um desastre como o de Chernobyl, na União Soviética, não seria suficiente para banir as usinas nucleares?
Há muita mentira em torno desse assunto. De acordo com informes da ONU, houve 45 mortos em conseqüência da explosão do reator em Chernobyl. Quase todos eram trabalhadores da usina, bombeiros e integrantes das equipes que sobrevoaram o fogo para apagá-lo. Os 45 morreram principalmente devido à radiação recebida pelo reator aberto e pelos escombros altamente radioativos que se espalharam ao redor dele. Aqueles que moravam perto da usina foram expostos à radiação, mas continuam vivos. É verdade que alguns podem morrer antes do esperado com cânceres provocados por radiação, mas lembre-se: em 1952, 5 mil pessoas morreram em Londres, num único dia, envenenadas por fumaça de carvão. Estima-se que centenas de milhares morreram desde então em decorrência de câncer do pulmão causado pela inalação de substâncias cancerígenas na fumaça. Mas a mídia não fala da queima de carvão como causa massiva de tumores.

Por que, então, há tanta oposição ao uso da energia nuclear?
As pessoas sempre têm medo de algo. Antes, eram fantasmas e vampiros. Hoje, energia nuclear. A oposição baseia-se numa ficção hollywoodiana, na mídia e em lobbies do movimento verde.

Você sempre foi considerado um guru dos ecologistas e agora não perde uma oportunidade para criticá-los. Qual é o motivo desse desentendimento?
Os verdes são importantes, mas estão errados. Eles se preocupam com as pessoas e esquecem da saúde da Terra. Não percebem que somos parte do planeta e dependemos dele. Eu mesmo sou um verde, mas tento mostrar que estão errados sobre energia nuclear.

Ao quebrar átomos, as usinas nucleares não alteram o equilíbrio de Gaia?
Ao contrário. Se você olhar para o Universo, verá que sua energia natural é nuclear. Toda estrela é uma estação nuclear, inclusive o Sol. O único método anômalo de obtenção de energia é a queima de combustíveis aqui na Terra. É muito mais natural usar energia nuclear do que queimar carvão e mandar gás carbônico para a atmosfera.

Você pede o fim da queima de óleo e carvão. Mas muitos países, como o Brasil, têm na água a maior fonte de energia. Como a troca que você propõe mudará um quadro com tantas variáveis?
Concordo que diferentes países terão soluções distintas para o problema. Mas, no momento, usar energia nuclear é a saída mais acessível e realista para o aquecimento global. Estados Unidos, China e Europa precisam cortar imediatamente 60% do combustível fóssil queimado para não termos conseqüências desastrosas. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a temperatura no planeta aumentará em média 3,5 graus até 2100. Para comparar, na última era do gelo, que terminou há 12 mil anos, a média de temperatura era 3,5 graus menor que em 1900. Ou seja: a mudança até 2100 será comparável àquela entre a era do gelo e 1900. A floresta amazônica não existia naquele tempo. E ela pode também não existir no fim deste século.

Basear a eletricidade em energia nuclear não provocará uma exploração desenfreada de urânio que ameaçaria a natureza de países como o Brasil?
Não, porque as quantidades são pequenas. Um quilo de urânio produz aproximadamente 10 milhões de vezes mais energia que a mesma quantidade de carvão ou petróleo. Na verdade, o Brasil poderia ter benefícios econômicos com a mudança, tornando-se um grande provedor mundial de urânio.

E o que faremos com o lixo atômico?
O volume de lixo atômico de alto nível produzido pelas usinas nucleares do Reino Unido, em seus 50 anos de atividade, equivale a 10 metros cúbicos. É tamanho de uma casa pequena. Se colocado numa caixa de concreto, esse lixo seria totalmente seguro e a perda de calor ainda poderia ser aproveitada para aquecer minha casa.

As usinas nucleares não podem se tornar alvo preferencial de terroristas?
Não creio. As estações nucleares estão localizadas em construções fortes. Parecem mais bunkers que edifícios normais. Tenho informações de que elas podem suportar o choque de um avião, por exemplo. O grande perigo em relação aos terroristas é que eles roubem plutônio ou urânio em quantidade suficiente para fazer uma bomba atômica rudimentar. Enormes estoques desses elementos foram armazenados na Europa, na ex-União Soviética e Estados Unidos durante a Guerra Fria.

Você acredita que as multinacionais do petróleo podem encampar sua proposta e produzir energia nuclear?
Certamente. Elas não se consideram companhias de petróleo, e sim energéticas. Não lhes importa de onde a energia vem, mas o lucro que conseguem nesse preocesso. Creio que elas poderiam, inclusive, investir na construção e operação de usinas nucleares.

TV Víbora: Mulheres

Gilberto Gil - Não Chore Mais (No Woman, No Cry)
Homenagem do Ubatuba Víbora a todas as mulheres do mundo. No Woman, No Cry, não vale à pena...

TV Víbora: A pedidos

Vanessa da Mata Boa Sorte/ Good Luck - Clipe Original


Angra 3. Sim ou Não?



Na luta contra Angra 3

Greenpeace
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) é o órgão responsável pela decisão sobre a construção da terceira usina nuclear no Brasil, Angra 3. Presidido pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o CNPE é composto por um representante da sociedade civil, Euclides Scalco, um representante das universidades, José Goldemberg, um representante dos Estados, Mauro Arce, e pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, Planejamento, Paulo Bernardo, Fazenda, Antônio Palocci, Indústria e Comércio, Luiz Furlan, e Meio Ambiente, Marina Silva, além do chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Em setembro de 2002, o CNPE autorizou a Eletronuclear, empresa estatal que pleiteia a construção de Angra 3, a iniciar o licenciamento ambiental, o debate sobre a armazenagem dos rejeitos radioativos e o equacionamento econômico-financeiro da proposta. A decisão final sobre Angra 3 será tomada ainda este ano, na próxima reunião do CNPE.
O Greenpeace tem trabalhado para demonstrar que é possível atender às necessidades crescentes da população e estender a eletrificação aos mais distantes rincões do país através de fontes de energia renováveis.

Escolha energia renovável

O Greenpeace tem em suas raízes a oposição à energia nuclear, seja ela para os alegados "fins pacíficos", seja para armamentos. A organização surgiu em 1971 através da ação de um grupo que pretendia mostrar a sua rejeição aos testes com bombas nucleares que eram realizados no Pacífico. No Brasil, desde a sua chegada em 1992, o Greenpeace tem se manifestado contra a energia nuclear, escolhendo como alvo de sua primeira ação no país a Central de Angra dos Reis.
Se por um lado, o "apagão" de 2001 ressuscitou o ultrapassado projeto nuclear brasileiro, por outro lado demonstrou que é possível criar uma nova matriz energética para o país, contemplando a redução de desperdícios e privilegiando a geração de energia a partir de fontes limpas, renováveis, economicamente viáveis e socialmente justas.
Boa parte dos brasileiros ainda não recebe eletricidade em suas casas. Cerca de 40% das escolas em zonas rurais não possui luz elétrica. Imensas áreas no Norte e no Centro-Oeste do país não são atendidas pela rede de distribuição de energia. O Brasil precisa rever a sua maneira de gerar energia e o CNPE poderá desempenhar um papel importante nessa mudança, optando por abandonar de vez velhas propostas e por viabilizar formas de energia modernas, seguras e limpas.
 
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