Manchetes do dia

Domingo, 12 / 04 / 2009

Folha de São Paulo
"Gastos com pessoal também cresce em Estados e capitais"
Governadores e prefeitos que hoje fazem lobby por pacote de socorro federal ampliaram nos últimos dois anos os gastos com o funcionalismo público, a taxas superiores à da inflação, informa Gustavo Patu. De 2006 a 2008, os gastos cresceram 25,2% nos Estados e 26% nas prefeituras das capitais, para uma inflação de 10,6%.
A prática ajuda a explicar por que a queda da arrecadação, conseqüência da crise econômica, ameaça agora os caixas estaduais e municipais. O aumento das despesas com pessoal é tendência suprapartidária, incluindo administrações do PSDB e do DEM – partidos que atacam a expansão da folha no governo Lula.Para o governo de José Serra (PSDB-SP), que responde por aumento de 25%, o “crescimento é devido a reajustes salariais”. A administração de Luiziane Lins (PT) em Fortaleza diz que gasto subiu 48,6% porque houve “reconhecimento dos direitos dos servidores reprimidos em gestões passadas”.

O Globo
"Paes diz que remoção de favelas não pode ser tabu"
Apesar de ressaltar que a prioridade de sua administração é a criação de moradias populares, o prefeito Eduardo Paes afirmou ao Globo que “a remoção não é a melhor opção no caso de comunidades já consolidadas, mas o assunto não pode ser tratado como um tabu, nem descartado completamente”. A partir dos anos 80, a expressão remoção de favelas passou a ser estigmatizada como uma prática autoritária do passado. De acordo com Liana Rosemberg, professora da Facultade de Educação da Uerj e especialista em urbanismo, o lado positivo das remoções foi esquecido. Sem elas, a Lagoa, por exemplo, poderia ter se transformado num grande complexo de favelas. Projeções indicam que o entorno da Lagoa teria hoje cerca de cem mil pessoas em favelas.

O Estado de São Paulo
"Lei vai permitir punição a índios que cometem crimes"
Mudança na lei vai permitir à Justiça dar aos índios que cometem crimes o mesmo tratamento dado aos demais cidadãos, informa o repórter Felipe Recondo. Divergências entre o estatuto dos povos indígenas, de 1973, e a Constituição criam situações antagônicas no Judiciário. O texto da nova legislação será fechado no fim do mês e define que os índios podem compreender o significado de seus atos. Nos casos de índios que forem levados a julgamento, o tribunal terá de avaliar se eles agiram de acordo com costumes indígenas e se tinham consciência de que cometiam ilegalidade. “A lei não vai mais tratar o índio como inferior, mas como cidadão brasileiro”, diz o presidente da Funai, Márcio Meira.

Jornal do Brasil
"O Estado entregou o mundo ao mercado"
No momento em que os integrantes do G-20 tentam tirar do mercado a posição de administrador da economia mundial, coloca-se uma questão de bilhões de dólares: por que diabos lhe confiaram essa direção? O caso francês é esclarecedor a culpa foi do Estado.

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