Opinião
Os novos números do Idesp
Editorial do Estadão
Os números do último Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp)mostram que a rede pública de ensino básico continua longe de um nível razoável de qualidade. A maioria das escolas do ensino fundamental ficou estagnada. O ensino médio registrou uma pequena melhoria, mas continua aquém das metas anualmente estabelecidas pela Secretaria da Educação.
Criado há dois anos, o Idesp leva em conta os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, que mede o conhecimento de português e matemática dos alunos, e as taxas de aprovação, repetição e evasão em cada ciclo escolar ? da 1ª à 4ª série e da 5ª à 8ª série, no ensino fundamental, e as três séries do ensino médio. O cálculo também inclui a quantidade de alunos na série correta para a idade em cada escola.
A partir deste ano, o Índice será utilizado como critério para definir o pagamento de prêmio por desempenho a professores e servidores da rede pública de ensino básico. Quando uma escola atinge as metas estipuladas pela Secretaria da Educação para o ano letivo, seus docentes e funcionários podem ganhar 2,4 salários de bonificação. Se ultrapassarem as metas, a bonificação é de 2,9 salários.
Como era de esperar, as escolas situadas em bairros de classe média e alta tiveram uma evolução melhor do que as escolas situadas na periferia e áreas pobres. Na capital, por exemplo, destacaram-se os colégios estaduais dos bairros da região Centro-Oeste, como Alto de Pinheiros, Moema, Morumbi, Jardim Paulista e Vila Madalena. Numa escala de 0 a 10, os alunos dessas escolas tiveram um Idesp de 3,65 no ciclo da 1ª à 4ª série, de 2,39 no ciclo da 5 ª à 8ª série e de 2,29 no ensino médio.
Os piores desempenhos foram os das escolas de Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio e São Rafael ? bairros carentes surgidos a partir de ocupações e conjuntos habitacionais populares. No segundo ciclo do ensino fundamental, os alunos tiveram um Idesp de 1,95. E, no ensino médio, alcançaram 1,14 ? quase metade da pontuação obtida pelos estudantes das escolas da região Centro-Oeste.
No interior, os melhores desempenhos foram registrados nos treze municípios da região de Ourinhos, no sudoeste do Estado, com uma população de 98.868 habitantes. Mais de 90% das escolas estaduais dessas cidades conseguiram cumprir as metas estipuladas pela Secretaria da Educação. A estratégia adotada foi promover oficinas pedagógicas semanais, reuniões de professores com coordenadores e encontros regulares com os pais, para melhorar o que estava sendo transmitido aos alunos e reduzir o absenteísmo de docentes e alunos. O pior desempenho foi registrado na região de Jales, no noroeste do Estado, constituída por 25 pequenos municípios, com uma população de apenas 47.649 habitantes. Os professores de muitas escolas da região dão aulas em várias cidades, tendo de viajar diariamente, e nem todos dominam totalmente o conteúdo de sua disciplina.
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Editorial do Estadão
Os números do último Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp)mostram que a rede pública de ensino básico continua longe de um nível razoável de qualidade. A maioria das escolas do ensino fundamental ficou estagnada. O ensino médio registrou uma pequena melhoria, mas continua aquém das metas anualmente estabelecidas pela Secretaria da Educação.
Criado há dois anos, o Idesp leva em conta os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, que mede o conhecimento de português e matemática dos alunos, e as taxas de aprovação, repetição e evasão em cada ciclo escolar ? da 1ª à 4ª série e da 5ª à 8ª série, no ensino fundamental, e as três séries do ensino médio. O cálculo também inclui a quantidade de alunos na série correta para a idade em cada escola.
A partir deste ano, o Índice será utilizado como critério para definir o pagamento de prêmio por desempenho a professores e servidores da rede pública de ensino básico. Quando uma escola atinge as metas estipuladas pela Secretaria da Educação para o ano letivo, seus docentes e funcionários podem ganhar 2,4 salários de bonificação. Se ultrapassarem as metas, a bonificação é de 2,9 salários.
Como era de esperar, as escolas situadas em bairros de classe média e alta tiveram uma evolução melhor do que as escolas situadas na periferia e áreas pobres. Na capital, por exemplo, destacaram-se os colégios estaduais dos bairros da região Centro-Oeste, como Alto de Pinheiros, Moema, Morumbi, Jardim Paulista e Vila Madalena. Numa escala de 0 a 10, os alunos dessas escolas tiveram um Idesp de 3,65 no ciclo da 1ª à 4ª série, de 2,39 no ciclo da 5 ª à 8ª série e de 2,29 no ensino médio.
Os piores desempenhos foram os das escolas de Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio e São Rafael ? bairros carentes surgidos a partir de ocupações e conjuntos habitacionais populares. No segundo ciclo do ensino fundamental, os alunos tiveram um Idesp de 1,95. E, no ensino médio, alcançaram 1,14 ? quase metade da pontuação obtida pelos estudantes das escolas da região Centro-Oeste.
No interior, os melhores desempenhos foram registrados nos treze municípios da região de Ourinhos, no sudoeste do Estado, com uma população de 98.868 habitantes. Mais de 90% das escolas estaduais dessas cidades conseguiram cumprir as metas estipuladas pela Secretaria da Educação. A estratégia adotada foi promover oficinas pedagógicas semanais, reuniões de professores com coordenadores e encontros regulares com os pais, para melhorar o que estava sendo transmitido aos alunos e reduzir o absenteísmo de docentes e alunos. O pior desempenho foi registrado na região de Jales, no noroeste do Estado, constituída por 25 pequenos municípios, com uma população de apenas 47.649 habitantes. Os professores de muitas escolas da região dão aulas em várias cidades, tendo de viajar diariamente, e nem todos dominam totalmente o conteúdo de sua disciplina.
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