Manchetes do dia
Domingo, 23 / 12 / 2007
Folha de São Paulo
"Um terço dos vôos sofre problemas"
Os aeroportos enfrentaram novos problemas nas vésperas do Natal. Entre a meia-noite e as 12h de ontem, 219 vôos atrasaram mais de uma hora e 59 foram cancelados. Os dois problemas representam 34,4% das 808 decolagens programadas para o período, de acordo com dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que os atrasos são resultado do mau tempo em quatro aeroportos e das mudanças na malha aérea, implantadas na sexta-feira. A Gol enfrentou os maiores problemas. "Ninguém vai passar o Natal e o Reveillon nos aeroportos", diz Solange Paiva Vieira, presidente da Anac. Os aeroportos que enfrentaram mais problemas foram os de Confins, em Belo Horizonte, e de Curitiba, que ficaram fechados por causa de problemas meteorológicos. Navegantes, em Florianópolis, e Uberlândia também ficaram fechados.
Por causa do efeito dominó, o aeroporto de Congonhas foi prejudicado: 17 vôos estavam atrasados entre 0h e 12h de ontem (19,8% do total das decolagens) e 15 foram cancelados (17,4%). No auge da crise aérea, em junho deste ano, 38,1% atrasaram mais de uma hora e 8,2% foram cancelados em todo o país.
O Globo
"Ensino de 1ª a 4ª série tem 12% de alunos analfabetos"
Crianças que não sabem ler frases simples e sequer conseguem fazer um ditado formam um contingente estimado em 12% dos alunos da rede pública entre a 1ª e a 4ª série, segundo o Instituto Ayrton Senna, informam Maia Menezes, Isabela Martin e Letícia Lins. "O analfabetismo é um dos principais sintomas da má qualidade do ensino", diz Margareth Goldemberg, coordenadora do instituto que tem programas de alfabetização em 527 cidades. Professores alertam que não há como ensinar o conteúdo de matérias a quem não saber ler. No Ceará, a direção de uma escola reforçou a alfabetização depois de ouvir o apelo de Nayara, de 14 anos: "Eu me sentia inferior. Achava que nunca ia aprender." O MEC inicia em 2008 avaliação da alfabetização de alunos de 6 a 8 anos.
O Estado de São Paulo
"R$ 102 bilhões da CPMF mudaram pouco a saúde"
Ao longo de dez anos, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) injetou R$ 102 bilhões no Orçamento da União, especificamente para a saúde. Mas todo esse dinheiro, equivalente a 88% das fontes de recursos do setor, produziu poucos efeitos. Ainda hoje, 13 milhões de hipertensos e 4,5% milhões de diabéticos não têm acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que 25% dos portadores de tuberculose, malária e hanseníase estejam sem tratamento. Dez milhões de obesos não são atendidos de forma adequada no sistema público. Na fila das próteses há 1 milhão de pessoas. Marcos Bosi Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo, diz que o problema com o imposto do cheque é que foi usado para tapar buraco com a perda de outras formas de financiamento.
Jornal do Brasil
"Militares encaram o drama das drogas"
Documentos do Exército mostram que até 60% do contingente de alguns quartéis já consumiram algum tipo de droga, a exemplo de maconha e cocaína, além de bebidas alcoólicas. O problema, que antes era tratado com a sumária expulsão do infrator, passou a ser resolvido de forma diferente e, aos poucos, deixa de ser um tabu. O Programa Phoenex/Auto-Estima, iniciado há 10 anos, tem encarado a situação de frente e conseguido reabilitar dependentes químicos, mantendo-os nas fileiras. Um dos objetivos é evitar que muitos deles possam ser recrutados por facções criminosas. Números mais recentes mostram que, no Rio de Janeiro, há 56 militares em tratamento contra a dependência química, entre os quais, oito oficiais.
Folha de São Paulo
"Um terço dos vôos sofre problemas"
Os aeroportos enfrentaram novos problemas nas vésperas do Natal. Entre a meia-noite e as 12h de ontem, 219 vôos atrasaram mais de uma hora e 59 foram cancelados. Os dois problemas representam 34,4% das 808 decolagens programadas para o período, de acordo com dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que os atrasos são resultado do mau tempo em quatro aeroportos e das mudanças na malha aérea, implantadas na sexta-feira. A Gol enfrentou os maiores problemas. "Ninguém vai passar o Natal e o Reveillon nos aeroportos", diz Solange Paiva Vieira, presidente da Anac. Os aeroportos que enfrentaram mais problemas foram os de Confins, em Belo Horizonte, e de Curitiba, que ficaram fechados por causa de problemas meteorológicos. Navegantes, em Florianópolis, e Uberlândia também ficaram fechados.
Por causa do efeito dominó, o aeroporto de Congonhas foi prejudicado: 17 vôos estavam atrasados entre 0h e 12h de ontem (19,8% do total das decolagens) e 15 foram cancelados (17,4%). No auge da crise aérea, em junho deste ano, 38,1% atrasaram mais de uma hora e 8,2% foram cancelados em todo o país.
O Globo
"Ensino de 1ª a 4ª série tem 12% de alunos analfabetos"
Crianças que não sabem ler frases simples e sequer conseguem fazer um ditado formam um contingente estimado em 12% dos alunos da rede pública entre a 1ª e a 4ª série, segundo o Instituto Ayrton Senna, informam Maia Menezes, Isabela Martin e Letícia Lins. "O analfabetismo é um dos principais sintomas da má qualidade do ensino", diz Margareth Goldemberg, coordenadora do instituto que tem programas de alfabetização em 527 cidades. Professores alertam que não há como ensinar o conteúdo de matérias a quem não saber ler. No Ceará, a direção de uma escola reforçou a alfabetização depois de ouvir o apelo de Nayara, de 14 anos: "Eu me sentia inferior. Achava que nunca ia aprender." O MEC inicia em 2008 avaliação da alfabetização de alunos de 6 a 8 anos.
O Estado de São Paulo
"R$ 102 bilhões da CPMF mudaram pouco a saúde"
Ao longo de dez anos, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) injetou R$ 102 bilhões no Orçamento da União, especificamente para a saúde. Mas todo esse dinheiro, equivalente a 88% das fontes de recursos do setor, produziu poucos efeitos. Ainda hoje, 13 milhões de hipertensos e 4,5% milhões de diabéticos não têm acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que 25% dos portadores de tuberculose, malária e hanseníase estejam sem tratamento. Dez milhões de obesos não são atendidos de forma adequada no sistema público. Na fila das próteses há 1 milhão de pessoas. Marcos Bosi Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo, diz que o problema com o imposto do cheque é que foi usado para tapar buraco com a perda de outras formas de financiamento.
Jornal do Brasil
"Militares encaram o drama das drogas"
Documentos do Exército mostram que até 60% do contingente de alguns quartéis já consumiram algum tipo de droga, a exemplo de maconha e cocaína, além de bebidas alcoólicas. O problema, que antes era tratado com a sumária expulsão do infrator, passou a ser resolvido de forma diferente e, aos poucos, deixa de ser um tabu. O Programa Phoenex/Auto-Estima, iniciado há 10 anos, tem encarado a situação de frente e conseguido reabilitar dependentes químicos, mantendo-os nas fileiras. Um dos objetivos é evitar que muitos deles possam ser recrutados por facções criminosas. Números mais recentes mostram que, no Rio de Janeiro, há 56 militares em tratamento contra a dependência química, entre os quais, oito oficiais.
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