Devastação
Amazônia: Avanço da agropecuária e abertura de rodovias podem reduzir até 21% de mata até 2030
Mello Franco - O Globo
BRASÍLIA - Um estudo inédito sobre o futuro da Amazônia revela que a maior floresta tropical do mundo pode perder até 21% de sua cobertura atual de árvores até o fim de 2030. De acordo com a projeção, o desmatamento riscaria do mapa, nos próximos 23 anos, cerca de 670 mil quilômetros quadrados de matas nativas - uma área 15 vezes maior do que a ocupada pelo Estado do Rio. O cálculo, feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), é baseado em estimativas sobre o avanço da agropecuária, a abertura de novas rodovias e a ausência da fiscalização oficial.
- Esse é o cenário mais pessimista do estudo. Suas principais conseqüências seriam a redução dos períodos de chuva e o aumento brutal das queimadas e da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, além de uma perda incalculável da biodiversidade da região. Se as previsões se confirmarem, os danos para a Amazônia e o planeta serão irreparáveis - alerta Britaldo Silveira Soares Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG.
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Mello Franco - O Globo
BRASÍLIA - Um estudo inédito sobre o futuro da Amazônia revela que a maior floresta tropical do mundo pode perder até 21% de sua cobertura atual de árvores até o fim de 2030. De acordo com a projeção, o desmatamento riscaria do mapa, nos próximos 23 anos, cerca de 670 mil quilômetros quadrados de matas nativas - uma área 15 vezes maior do que a ocupada pelo Estado do Rio. O cálculo, feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), é baseado em estimativas sobre o avanço da agropecuária, a abertura de novas rodovias e a ausência da fiscalização oficial.
- Esse é o cenário mais pessimista do estudo. Suas principais conseqüências seriam a redução dos períodos de chuva e o aumento brutal das queimadas e da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, além de uma perda incalculável da biodiversidade da região. Se as previsões se confirmarem, os danos para a Amazônia e o planeta serão irreparáveis - alerta Britaldo Silveira Soares Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG.
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