Venezuela

Os estudantes foram para as ruas de Caracas e lideraram o movimento pelo NÃO (Foto: Agência EFE)
Rejeitada reforma de Chávez
Rejeitada reforma de Chávez
Foi rejeitada a reforma da Constituição da Venezuela que permitiria ao presidente Hugo Chávez se reeleger indefinidamente, acabava com a propriedade privada e criava as bases para a implantação do chamado "socialismo bolivariano".
Saiu o resultado parcial do referendum realizado ontem.
O NÃO à reforma obteve 50,78 dos votos (4.504.354) contra 49,29% do SIM (4.379.392). Abstiveram-se de votar 44,11% do total dos eleitores.
Os votos que ainda faltam ser apurados não podem mudar o resultado.
A oposição a Chávez sai fortalecida. Ela derrotou um governo que controla todos os meios de produção e de comunicação e que se valeu de todos os recursos lícitos e ilícitos para vencer.
A oposição a Chávez sai fortalecida. Ela derrotou um governo que controla todos os meios de produção e de comunicação e que se valeu de todos os recursos lícitos e ilícitos para vencer.
O referendum unificou a oposição antes dividida. E permitiu a ascensão de um novo punhado de líderes políticos que querem livrar o país de Chávez.
Foi decisivo o papel desempenhado pelo movimento estudantil. O apoio ao NÃO só começou de fato a crescer depois que os estudantes se mobilizaram via internet e celulares e ocuparam as ruas de Caracas.
Chávez colheu uma monumental derrota. Nas semanas que antecederam o referendum, ele disse:
- Votar no SIM é votar em mim.
A maioria dos venezuelanos disse NÃO a Chávez.
Foi a primeira derrota de Chávez desde que ele foi eleito presidente da República em 1999.
- Votar no SIM é votar em mim.
A maioria dos venezuelanos disse NÃO a Chávez.
Foi a primeira derrota de Chávez desde que ele foi eleito presidente da República em 1999.
Recordar é viver - "O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse, na última sexta-feira, que fechará emissoras de TV, expulsará jornalistas e suspenderá a exportação de petróleo aos Estados Unidos caso a vitória que prevê colher no referendo de domingo [ontem] sobre a reforma constitucional não for reconhecida.
- Juro por Deus e pela minha mãe que não vamos permitir isso - ressaltou no discurso de encerramento da campanha a favor do "sim" para as reformas constitucionais que promove. (Do Blog do Noblat)
- Juro por Deus e pela minha mãe que não vamos permitir isso - ressaltou no discurso de encerramento da campanha a favor do "sim" para as reformas constitucionais que promove. (Do Blog do Noblat)
Comentários