Política
FHC: 'Na hora de governar, Lula sabe como agradar à elite'
O ex-presidente analisa seu sucessor, aposta que Lula voltará em 2014 e lança um olhar preocupado sobre 2008
Laura Greenhalgh e Fred Melo Paiva, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Ao telefone, o ex-presidente faz comentários breves, mas algo sugere que "a coisa" está feia. Despedindo-se do interlocutor, informa aos entrevistadores. "Era o Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-presidente do BNDES e ex-ministro). Preocupado com os Estados Unidos..." Ajeitando-se à cabeceira da mesa de reuniões no instituto que leva seu nome, em São Paulo, não se furta a dizer que acertou no diagnóstico que fizera há pouco tempo para um grupo de economistas do PSDB. "Na volta de uma reunião com o pessoal do Citibank, onde estive com o Bill Clinton e o Felipe González, disse que a situação não era boa nos Estados Unidos. O Luiz Carlos achava que estava tudo uma maravilha. Não está. Em Providence, cidade americana do tamanho de Bauru, vi o anúncio no jornal: um mapa com bandeirinhas mostrando as 800 casas que iam a leilão. Oitocentas! Ora, se isso não é recessão, é o quê?"
É assim que Fernando Henrique Cardoso, 76 anos, batiza o clima de incerteza que ronda a economia norte-americana. E mesmo achando que o Brasil melhorou em vários aspectos, não descarta que 2008 seja um ano turbulento, difícil, "inclusive do ponto de vista energético". Faz analogias atmosféricas: "Os ventos foram muito favoráveis a nós nos últimos tempos. Mas tem brisa aí que não é boa". Lá vem FHC jogando no "quanto pior, melhor?" Não, garante o grão-tucano, que se diz fora do combate político-eleitoral, mas a quem se atribuem insondáveis poderes de manipulação. "Ah, como se fosse fácil...", ironiza.
Leia mais
O ex-presidente analisa seu sucessor, aposta que Lula voltará em 2014 e lança um olhar preocupado sobre 2008
Laura Greenhalgh e Fred Melo Paiva, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Ao telefone, o ex-presidente faz comentários breves, mas algo sugere que "a coisa" está feia. Despedindo-se do interlocutor, informa aos entrevistadores. "Era o Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-presidente do BNDES e ex-ministro). Preocupado com os Estados Unidos..." Ajeitando-se à cabeceira da mesa de reuniões no instituto que leva seu nome, em São Paulo, não se furta a dizer que acertou no diagnóstico que fizera há pouco tempo para um grupo de economistas do PSDB. "Na volta de uma reunião com o pessoal do Citibank, onde estive com o Bill Clinton e o Felipe González, disse que a situação não era boa nos Estados Unidos. O Luiz Carlos achava que estava tudo uma maravilha. Não está. Em Providence, cidade americana do tamanho de Bauru, vi o anúncio no jornal: um mapa com bandeirinhas mostrando as 800 casas que iam a leilão. Oitocentas! Ora, se isso não é recessão, é o quê?"
É assim que Fernando Henrique Cardoso, 76 anos, batiza o clima de incerteza que ronda a economia norte-americana. E mesmo achando que o Brasil melhorou em vários aspectos, não descarta que 2008 seja um ano turbulento, difícil, "inclusive do ponto de vista energético". Faz analogias atmosféricas: "Os ventos foram muito favoráveis a nós nos últimos tempos. Mas tem brisa aí que não é boa". Lá vem FHC jogando no "quanto pior, melhor?" Não, garante o grão-tucano, que se diz fora do combate político-eleitoral, mas a quem se atribuem insondáveis poderes de manipulação. "Ah, como se fosse fácil...", ironiza.
Leia mais
Comentários