Concursos públicos

Decisão do governo leva apreensão ao mercado de concursos

Bernardo Mello Franco e Maiá Menezes - O Globo
BRASÍLIA e RIO - Uma indústria que movimenta R$ 1 bilhão por ano e atrai 1,6 milhão de inscrições acompanha, apreensiva, a decisão do governo federal de suspender concursos públicos. O mercado inclui editoras, cerca de mil cursos pelo país e uma TV especializada. E manteve, até aqui, o padrão de crescimento iniciado em 2005: 40% ao ano, segundo a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac). O anúncio do governo ainda não se refletiu no volume de matrículas deste ano, de acordo com empresários do setor. Mas, entre alunos e professores, há incerteza.
- Os alunos ficaram abatidos. Mas sabemos que, no governo, são idas e vindas. O presidente tomou essa decisão porque sofreu uma derrota. Foi uma retaliação. Essa não é a última palavra - afirma Arenildo dos Santos, diretor do curso Plá Concursos.
O pacote anunciado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, congelou 28.853 vagas no Executivo federal com abertura prevista no Orçamento da União para 2008. Até agora, o governo só autorizou o lançamento de edital para 11.179 das 40.032 vagas planejadas. O resto só será definido após a rediscussão do Orçamento, em fevereiro, e o ministério se recusa a liberar outras informações.

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