Coluna da Terça-feira
Obrigado Ubatuba! A luta continua! Você deve participar dela!
Maurício Moromizato
É com muita satisfação que venho cumprimentar todos os internautas leitores dessa primeira coluna, que irá “ao ar” sempre às terças-feiras. O convite do Ubatuba Víbora veio no momento de balanço ao final da campanha e de reflexão sobre os caminhos futuros a trilhar. Entre as convicções, a de que precisamos de uma imprensa mais livre e imparcial no município. Daí que o convite ecoou em meus ouvidos como um sinal de que na Internet, e especificamente no “ubatubavíbora”, estará um dos caminhos para expor opiniões e posições políticas e pessoais sem censura econômica e ideológica. A garantia de que terei liberdade de opinião e a ausência de formalidades, baseada num acordo de cavalheiros e no “fio do bigode” foram outros fatores que determinaram de pronto a aceitação desse espaço, que usarei com finalidade prioritariamente política, apartidária e preferencialmente local.
Agradeço aqui, mais uma vez, a todos que a mim confiaram seus votos e suas esperanças. Nossa coligação não mediu esforços para construir uma candidatura que desse resposta aos anseios de mudança que Ubatuba respira. Nos dias que se seguiram à votação, um sentimento de frustração tomou conta de boa parte da população, fato comprovado pelas manifestações populares, até então inéditas em Ubatuba. No desenrolar desse fato, foi pedido judicialmente a perícia nas urnas eletrônicas, em todas elas, e de maneira técnica, para afastar qualquer possibilidade de que o resultado pudesse ter sido devido a fraude ou problema técnico nas urnas. Agora, está com o Judiciário a resposta adequada aos anseios da população de Ubatuba. s olhos deim confiado car o de008
Mas hoje, quero iniciar minha participação no “víbora” trazendo como assunto principal a participação da população e de setores da sociedade nas eleições e na política.
Na campanha, dialogamos com os mais diversos setores da sociedade, tais como a Associação dos Aposentados e de quiosques, corretores de imóveis, pastoral da criança, Igreja católica, evangélicos e espíritas, SAPOUBA, jovens, mulheres, afrodescendentes, pescadores e marinheiros, quilombos, índios, EMAÚS, ANIBRA e tantos outros. Percorremos a cidade da Tabatinga ao Cambury, do Centro ao Pé da Serra e nessas andanças conhecemos melhor ainda a cidade e seus habitantes. Fomos sempre muito bem recebidos.
Ocorre porém, que grande parte do eleitorado e diversos setores, estavam visivelmente constrangidos e intimidados. Tantas vezes ouvimos nessa campanha: “estamos juntos, mas não posso me manifestar, porque senão...”, “espero que você entenda minha posição de neutralidade, pois sabe como é, ninguém sabe quem vai ganhar....”, “não fique triste com meu carro adesivado, mas é que sou obrigado, pois já viu, né”.
É nesse ponto que quero tocar. Aos cidadãos que se comportaram com “neutralidade” exterior, preciso lhes dizer que tal postura, legítima, não contribui para a democracia e para a cidade, principalmente na situação que nos encontramos, de falta de debates sérios, da necessidade de discussões objetivas, de tomada de decisões tão importantes para o presente e futuro de todos nós.
A eleição é um dos momentos para se colocar a boca no trombone, de se dizer nossos anseios para a cidade, de criticar o que achamos errado, de sinalizarmos claramente o que queremos e quem queremos para o município, de defender a cidade e de exigir compromissos dos candidatos. Isso precisa e deve ser feito às claras. Quem discute abertamente e se posiciona claramente é mais respeitado e se fortalece. Quem é honesto e justo verdadeiramente respeita o direito de opinião e opção dos outros e tira proveito dessa clareza, enriquecendo o debate. Quanto mais pessoas envolvidas nas discussões, melhores os resultados. Tem que ser desafio das pessoas de bem a luta pela liberdade de expressão e a luta contra a retaliação que os poderosos possam imprimir contra seus opositores ou questionadores. Em Ubatuba, precisamos fazer essa luta.
Precisamos também aproveitar o momento recente, o clima pós-eleitoral de questionamentos e as necessidades do município para perpetuar o debate político. É outro desafio. Temos ótimos motivos, o tempo todo.
Cito dois exemplos de ações e debates, imediatos:
- Quarta-feira, dia 22, às 19h, na sub-sede do sindicato dos bancários (rua Cel. Domiciano, 286, sala 05), acontecerá a segunda reunião para definir a formação de um Fórum municipal de discussão política permanente. Iniciativa de pessoas e entidades com intuito de criar um espaço popular onde se possa tratar de assuntos da cidade para levá-los depois aos poderes constituídos. Há a possibilidade desse Fórum se tornar o espaço de controle de verbas que chegam a Ubatuba, pedido pelo deputado federal Clodovil Hernandes em sessão da câmara Municipal;
- Novembro é o mês da consciência Negra, com dia 20 sendo a data escolhida para homenagear nossos irmãos afrodescendentes e sua luta por libertação. É assunto de importância cultural, econômica e social. Como se dá essa libertação hoje em dia, aqui no município? As oportunidades são iguais para todos, independente da cor da pele? Será que na administração pública, entre os cargos de confiança há proporcionalidade entre brancos e negros? Como são os políticos que indicarão esses ocupantes, obedecerão eles algum critério que leve em conta a afrodescendência? Se somos uma cidade turística, como estamos aproveitando a cultura afro, os quilombos e os terreiros, a capoeira e o rap nessa questão?
Se você também pensa no futuro do município, no seu futuro e crê na importância de muitas cabeças criando a solução para os nossos problemas, saia de sua casa, de seu conforto e venha disputar a cidade, venha defender Ubatuba. Na sua cabeça pode estar a solução de algum dos problemas que enfrentamos. Na sua participação está com certeza a solução de todos os problemas que temos.
Até a próxima terça-feira.
P.S.: aceito indicações de temas para discussão. Enviar sugestões à redação do Ubatuba Víbora.
Maurício Moromizato
É com muita satisfação que venho cumprimentar todos os internautas leitores dessa primeira coluna, que irá “ao ar” sempre às terças-feiras. O convite do Ubatuba Víbora veio no momento de balanço ao final da campanha e de reflexão sobre os caminhos futuros a trilhar. Entre as convicções, a de que precisamos de uma imprensa mais livre e imparcial no município. Daí que o convite ecoou em meus ouvidos como um sinal de que na Internet, e especificamente no “ubatubavíbora”, estará um dos caminhos para expor opiniões e posições políticas e pessoais sem censura econômica e ideológica. A garantia de que terei liberdade de opinião e a ausência de formalidades, baseada num acordo de cavalheiros e no “fio do bigode” foram outros fatores que determinaram de pronto a aceitação desse espaço, que usarei com finalidade prioritariamente política, apartidária e preferencialmente local.
Agradeço aqui, mais uma vez, a todos que a mim confiaram seus votos e suas esperanças. Nossa coligação não mediu esforços para construir uma candidatura que desse resposta aos anseios de mudança que Ubatuba respira. Nos dias que se seguiram à votação, um sentimento de frustração tomou conta de boa parte da população, fato comprovado pelas manifestações populares, até então inéditas em Ubatuba. No desenrolar desse fato, foi pedido judicialmente a perícia nas urnas eletrônicas, em todas elas, e de maneira técnica, para afastar qualquer possibilidade de que o resultado pudesse ter sido devido a fraude ou problema técnico nas urnas. Agora, está com o Judiciário a resposta adequada aos anseios da população de Ubatuba. s olhos deim confiado car o de008
Mas hoje, quero iniciar minha participação no “víbora” trazendo como assunto principal a participação da população e de setores da sociedade nas eleições e na política.
Na campanha, dialogamos com os mais diversos setores da sociedade, tais como a Associação dos Aposentados e de quiosques, corretores de imóveis, pastoral da criança, Igreja católica, evangélicos e espíritas, SAPOUBA, jovens, mulheres, afrodescendentes, pescadores e marinheiros, quilombos, índios, EMAÚS, ANIBRA e tantos outros. Percorremos a cidade da Tabatinga ao Cambury, do Centro ao Pé da Serra e nessas andanças conhecemos melhor ainda a cidade e seus habitantes. Fomos sempre muito bem recebidos.
Ocorre porém, que grande parte do eleitorado e diversos setores, estavam visivelmente constrangidos e intimidados. Tantas vezes ouvimos nessa campanha: “estamos juntos, mas não posso me manifestar, porque senão...”, “espero que você entenda minha posição de neutralidade, pois sabe como é, ninguém sabe quem vai ganhar....”, “não fique triste com meu carro adesivado, mas é que sou obrigado, pois já viu, né”.
É nesse ponto que quero tocar. Aos cidadãos que se comportaram com “neutralidade” exterior, preciso lhes dizer que tal postura, legítima, não contribui para a democracia e para a cidade, principalmente na situação que nos encontramos, de falta de debates sérios, da necessidade de discussões objetivas, de tomada de decisões tão importantes para o presente e futuro de todos nós.
A eleição é um dos momentos para se colocar a boca no trombone, de se dizer nossos anseios para a cidade, de criticar o que achamos errado, de sinalizarmos claramente o que queremos e quem queremos para o município, de defender a cidade e de exigir compromissos dos candidatos. Isso precisa e deve ser feito às claras. Quem discute abertamente e se posiciona claramente é mais respeitado e se fortalece. Quem é honesto e justo verdadeiramente respeita o direito de opinião e opção dos outros e tira proveito dessa clareza, enriquecendo o debate. Quanto mais pessoas envolvidas nas discussões, melhores os resultados. Tem que ser desafio das pessoas de bem a luta pela liberdade de expressão e a luta contra a retaliação que os poderosos possam imprimir contra seus opositores ou questionadores. Em Ubatuba, precisamos fazer essa luta.
Precisamos também aproveitar o momento recente, o clima pós-eleitoral de questionamentos e as necessidades do município para perpetuar o debate político. É outro desafio. Temos ótimos motivos, o tempo todo.
Cito dois exemplos de ações e debates, imediatos:
- Quarta-feira, dia 22, às 19h, na sub-sede do sindicato dos bancários (rua Cel. Domiciano, 286, sala 05), acontecerá a segunda reunião para definir a formação de um Fórum municipal de discussão política permanente. Iniciativa de pessoas e entidades com intuito de criar um espaço popular onde se possa tratar de assuntos da cidade para levá-los depois aos poderes constituídos. Há a possibilidade desse Fórum se tornar o espaço de controle de verbas que chegam a Ubatuba, pedido pelo deputado federal Clodovil Hernandes em sessão da câmara Municipal;
- Novembro é o mês da consciência Negra, com dia 20 sendo a data escolhida para homenagear nossos irmãos afrodescendentes e sua luta por libertação. É assunto de importância cultural, econômica e social. Como se dá essa libertação hoje em dia, aqui no município? As oportunidades são iguais para todos, independente da cor da pele? Será que na administração pública, entre os cargos de confiança há proporcionalidade entre brancos e negros? Como são os políticos que indicarão esses ocupantes, obedecerão eles algum critério que leve em conta a afrodescendência? Se somos uma cidade turística, como estamos aproveitando a cultura afro, os quilombos e os terreiros, a capoeira e o rap nessa questão?
Se você também pensa no futuro do município, no seu futuro e crê na importância de muitas cabeças criando a solução para os nossos problemas, saia de sua casa, de seu conforto e venha disputar a cidade, venha defender Ubatuba. Na sua cabeça pode estar a solução de algum dos problemas que enfrentamos. Na sua participação está com certeza a solução de todos os problemas que temos.
Até a próxima terça-feira.
P.S.: aceito indicações de temas para discussão. Enviar sugestões à redação do Ubatuba Víbora.
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