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Dominique

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Opinião

Império da lei Estadão Cada vez mais, as investigações da Polícia Federal (PF) em torno da operação Lava Jato aproximam-se de personagens mais graúdos, tanto da esfera pública quanto do mundo empresarial – no caso, das empreiteiras. Como era previsível, esse avanço encontra não pequenas resistências, já que há muita gente insatisfeita com as investigações e com o que elas podem revelar. Preferem que tudo fique como está, com as maracutaias ocultas, bem longe dos olhos do público e gozando a costumeira impunidade. Nesse cenário de forte pressão contra a atuação independente da Polícia Federal, é alentador ouvir a posição firme do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Em entrevista ao Estado, publicada no domingo, Daiello foi claro: “Nós investigamos fatos, aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação, doa a quem doer”. É oportuno que o diretor-geral utilize a expressão “doa a quem doer”, tão frequente nos lábios da presidente Dilma Rousseff para se referi...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 11 / 07 / 2015 O Globo " Reforma aprovada dificulta fiscalização de doações" Prazo para a análise de contas de campanha é reduzido pela Câmara Texto prevê apenas uma prestação de contas de despesas durante o período eleitoral O texto-base da reforma política, aprovado pela Câmara, em vez de endurecer o controle sobre as campanhas eleitorais reduz o poder de fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral, informam Isabel Braga e Júnia Gama. Alguns pontos chamaram a atenção de técnicos do TSE. Hoje, o Ministério Público tem até junho do ano seguinte à eleição para representar contra os acusados. Pela nova regra, esse prazo iria para dezembro do ano eleitoral. O texto exige apenas uma prestação de contas de despesas durante a campanha e acaba com a mais grave sanção a partidos com contas rejeitadas, o bloqueio de cotas do Fundo Partidário. Folha de S. Paulo " Planejamento propõe flexibilizar meta fiscal" Objetivo é criar margem para absorver queda de...

DC-4

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Coluna do Celsinho

Fazer e Agir Celso de Almeida Jr. Passados 10 anos da revelação do mensalão, ganhamos o petrolão. Passados 30 anos da eleição indireta de Tancredo, testemunhamos a presidente Dilma saudando a mandioca. Passados 23 anos das estrepulias de PC Farias, que derrubou Collor, assistimos - agora - ao maior escândalo de corrupção já visto em uma democracia. Passados 15 anos da lei de responsabilidade fiscal, conhecemos as pedaladas que driblam a lei saneadora. Passado um ano do 7 a 1 para a Alemanha - sofrido em nossa casa - encaramos o ex-presidente da CBF preso na Suiça. Prezado leitor, querida leitora... Aprendemos na escola que é preciso estudar o passado para compreender o presente. E, também, que é preciso agir no presente para aprimorar o futuro. Neste sentido, há um conceito que admiro. Ele diz que os critérios dirigidos ao FAZER pertencem aos conhecimentos técnicos específicos da atividade profissional. E, que àqueles dirigidos ao AGIR emanam de princípios ético...

Dominique

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Opinião

O preço da tolerância à inflação Estadão Mais uma façanha negativa poderá ser inscrita, nas próximas semanas, no currículo já robusto da presidente Dilma Rousseff. A economia continua anêmica e o desemprego aumenta, mas a inflação de 6,17% no primeiro semestre quase igualou a de todo o ano passado – de 6,41%, já um despropósito. Se os preços ao consumidor subirem mais 0,4% em julho, o limite anual de tolerância, 6,5%, será estourado em apenas sete meses. Mas uma taxa de 0,4% neste mês será um milagre, ou quase, porque nada indica, neste momento, uma redução tão significativa das pressões inflacionárias. Para quem gosta de preços em disparada – há gosto para tudo, segundo dizem – as perspectivas de 2015 continuam muito promissoras. Até agora, nenhum motivo de queixa. Mais que isso: a taxa do mês passado, de 0,79%, foi a mais alta em junho desde 1996. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses poderá ultrapassar também a previsão do mercado financeiro para este ano. Na semana passad...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 10 / 07 / 2015 O Globo " E-mails mostram poder da Odebrecht na Petrobras" Mensagens têm indícios de acesso a informações sigilosas da estatal Documentos oficiais revelam que empreiteira conseguiu vencer licitação para terraplanagem em Abreu e Lima pelo preço pretendido por ela; visita de Lula ao canteiro de obras é tratada como 'teatro' E-mails de um diretor da Odebrecht apreendidos pela Lava-Jato reforçam indícios de que a empresa tinha acesso a informações privilegiadas na Petrobras. Em troca de mensagens de 2007, o diretor Rogério Araújo, que está preso, menciona informações sigilosas da estatal e combina com outros executivos da empresa estratégia para aumentar o preço de obra de terraplanagem da Abreu e Lima. Documentos oficiais da Petrobras, consultados pelo GLOBO, mostram coincidência entre os e-mails, a escolha da Odebrecht e o aumento do valor da obra, como pretendia a empreiteira. Em outra mensagem, o diretor trata da visita do então pre...

Dominique

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Opinião

Chumbo trocado Estadão A reação de forças governistas e oposicionistas aos desdobramentos da crise política está virando bate-boca de botequim e ameaçando descambar para o perigoso campo da galhofa. Foi a própria presidente da República quem definiu a nova matriz do Festival de Besteiras que Assola o País, com as sandices que verteu abundantemente em entrevista à Folha de S. Paulo, tais como chegar à beira do chilique – “Não vou cair! Não vou cair!” – ao negar a possibilidade de seu afastamento do cargo, ou quando, numa tentativa canhestra de posar de heroína, voltou a tratar como se fossem a mesma coisa a delação obtida por tortura física praticada nos porões da repressão ditatorial e a delação premiada que está ajudando a Justiça a desvendar o escândalo de corrupção na Petrobrás. Todo mundo sabe que nas desarticuladas manifestações de improviso de Dilma Rousseff nem sempre impera a lucidez, para não falar em senso de oportunidade política. Assim, somente a irreprimível autossufi...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 9 / 07 / 2015 O Globo " Bolsa desaba na China e gera temor de crise global" Pregão de Xangai cai 31% em um mês. Dólar sobe a R$ 3,23 no Brasil Analistas veem risco de estouro de bolha financeira. BC chinês adota medidas extremas e proíbe venda de ações por grandes investidores. Exportadores de matérias-primas, como o mercado brasileiro, sofrem maior contágio As bolsas de valores da China sofreram ontem fortes quedas, o que elevou o temor, entre analistas, de estouro de uma bolha financeira no mercado chinês, provocando crise global. Até o início de junho, a de Xangai acumulava alta de 150% em 12 meses. Mas, nos últimos 30 dias, despencou 31%. Ontem, a queda foi de 5,9%. No Brasil, os temores com a China fizeram o dólar subir para R$ 3,23. A Bolsa de Nova York caiu 1,47%. Analistas afirmam que um colapso nas bolsas chinesas afetaria de forma mais intensa grandes exportadores de matérias-primas, como Brasil. Pequim adotou medidas extremas para tentar segur...

Dominique

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Opinião

Dilma desperta e tenta reagir Estadão Ao reagir ao posicionamento do PSDB, em sua convenção no domingo, sobre a possibilidade de seu afastamento da Presidência, Dilma parece ter finalmente descoberto que seu mandato corre risco. Em consequência, adotou uma decisão que pode ser, para ela mesma, uma armadilha fatal: convocou os partidos da base aliada para uma ação conjunta em defesa de sua permanência na chefia do governo. Não é, porém, a faixa presidencial no peito que confere a Dilma o poder de articular forças políticas ao seu redor. É a autoridade política de fato. E isso ela não tem nem mesmo para manter unido em sua defesa seu próprio partido, o PT. Que dizer das demais legendas, a começar pelo PMDB, que integram a desmilinguida “base aliada”, cada uma mais preocupada em salvar a própria pele e não afundar junto com o governo mais mal avaliado pelos brasileiros na história recente da República. Os tucanos, como partido de oposição, fizeram o que deles era esperado, declarando...

U.V.

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Manchetes do dia

Quarta-feira 8 / 07 / 2015 O Globo " Plano já sofre resistência de empresas e sindicatos" Trabalhadores querem manter ganho; indústria vê negociação difícil Analistas alertam que, sem recuperação da economia, demissões devem continuar O plano lançado pelo governo para evitar demissões, que prevê redução de jornada e de salário, já enfrenta resistência. Montadoras como GM e Fiat informaram que não vão aderir. Os sindicatos de metalúrgicos do ABC e de Betim também se mostraram céticos. A indústria de máquinas e equipamentos prevê dificuldades para negociar com os trabalhadores. Especialistas avaliam que a medida do governo vai na direção correta. Alertam, no entanto, que diante da atual crise, mesmo podendo reduzir os salários, muitas empresas devem manter seus planos de demissões porque não têm, ainda, perspectiva de retomada da economia. Folha de S. Paulo " Para a oposição, Dilma tenta inibir ação de tribunais" Um dia após presidente desafiar quem qu...

Dominique

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Opinião

Os novos dados do jogo grego Estadão Passada a euforia do plebiscito, a realidade prosaica novamente se impõe ao governo grego, negociador de uma dívida considerada impagável por muitos analistas. Mas os fatos impõem-se também aos credores externos, interessados tanto em manter a integridade do clube do euro quanto em evitar o custo geopolítico de uma aproximação maior entre a Grécia e a Rússia. Na Grécia, o povo rejeitou a austeridade e os sacrifícios cobrados pelos governos da zona do euro e pelos dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Contados os votos, a multidão festejou. O recado foi transmitido e as autoridades europeias responderam quase com frieza: desejam manter íntegra a união monetária, mas os gregos terão de fazer os ajustes e reformas necessários à restauração de sua economia. O ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos, declarou-se disposto a apoiar um novo resgate, mas sem dispensar as “múltiplas e inevitáveis” mudanças cobradas do governo grego. ...