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Lembranças
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Ennio Pesce Sidney Borges Fiquei triste ao ler no Observatório da Imprensa a notícia da morte de Ennio Pesce. Quando cheguei à Globo, no início da década de 1980, Ennio era o cara. Fiquei alguns meses por lá cobrindo férias e retornei em 1984 como contratado, mas nesse momento a idéia do âncora já tinha passado e Ennio era apresentador e comentarista de política do SPTV. Boni sempre foi antenado, bem informado e viajado. Os telejornais brasileiros tinham no apresentador um mero leitor de telepronter, sem participação nas notícias. Nos Estados Unidos a coisa era diferente. Walter Cronkite Jr., âncora do CBS Evening News era tido como “o homem mais confiável da América”. Sua reputação garantia audiência e faturamento. Boni resolveu repetir a receita e escolheu Ennio Pesce para ser o âncora do Brasil. Enquanto o projeto se desenvolvia Ennio sofreu um enfarte em pleno trânsito e segundo relato dele próprio, teve tempo de dirigir até o hospital, estacionar e dizer à atendente que precisava...
Farra com o dinheiro do contribuinte
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No Senado não há inocentes Lucia Hippolito (original aqui ) Por cumplicidade, conivência, omissão ou mesmo descaso, todos o senadores e senadoras estão envolvidos na lama que escorre por todos os poros do Senado Federal. Durante décadas, receberam as benesses sem saber de onde vinham. Durante décadas utilizaram dinheiro público indevidamente, sem se preocupar com as razões. Claro que há diferenças. Não se pode reunir no mesmo saco senadores que apenas não se preocuparam em saber se um ato assinado por eles tinha sido ou não publicado, junto com aqueles que privatizaram o Senado Federal para seus próprios interesses e de suas famílias. (veja abaixo a lista dos 37 senadores beneficiados e dos membros da mesa que assinaram atos secretos) O que suas Excelências parecem resistir a compreender é que os tempos são outros. Vejamos os protestos no Irã. Em 1973, o golpe militar no Chile expulsou os jornalistas estrangeiros e fechou as fronteiras. Assim os militares puderam ficar à vontade para ...
Opinião
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Chifre em cabeça de cavalo Luiz Weis no Estadão O enterro do terceiro mandato não teve a marcha fúnebre que merecia. Afinal, o parecer do deputado petista José Genoino, considerando "fulminada de inconstitucionalidade" a proposta de emenda constitucional que daria aos presidentes da República, assim como aos governadores e prefeitos, a chance de duas reeleições, foi a única boa notícia verdadeiramente importante vinda do Congresso Nacional este ano. Pode-se argumentar que não era notícia. Sim e não. Desde que essa história começou, em janeiro de 2007, quando os tucanos plantaram o (falso) alarme na imprensa, a hipótese nunca esteve de fato nas cartas de Lula - ou pelo menos nunca apareceu um indício que se devesse levar a sério de que estivesse. Se alguma coisa ele fez a esse respeito nestes dois anos e pico, foi ficar rouco de tanto negar que quisesse um terceiro período consecutivo de governo - além de puxar o tapete do companheiro Devanir Ribeiro com o seu projeto de dar ...
Manchetes do dia
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Quarta-feira, 24 / 06 / 2009 Folha de São Paulo "Crise do Senado derruba 2 diretores" Sob pressão, Sarney escolhe nomes ligados a PMDB e DEM, que o apoiam; Casa usou 663 atos secretos em 14 anos Pressionado, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afastou o diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, e o diretor de Recursos Humanos, Ralph Siqueira. Ambos são suspeitos de envolvimento no escândalo dos atos secretos, usados para criar cargos ou aumentar vencimentos sem que isso fosse divulgado. A troca ocorreu após um ultimato de vários senadores a Sarney: ou ele mudava o comando da Casa ou perderia a condição política de ficar no cargo. Os novos diretores, Haroldo Tajra e Doris Peixoto, têm ligações com PMDB e DEM, que elegeram Sarney para presidir o Senado e querem mantê-lo. Eles foram indicados sem consulta aos líderes partidários ou à Mesa Diretora. O líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM), afirmou que dará um "voto de confiança" aos dois. Comissão de sindicânci...
Imprensa
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Adeus, Ennio Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa É fácil descrevê-lo, já que cada uma de suas características era marcante. É difícil descrevê-lo, já que a soma de características marcantes moldava um homem complexo, de múltiplas habilidades, competente nas mais diversas áreas. As colegas costumavam chamá-lo de "Marcello", à italiana (comparando sua aparência com a do ator, então no auge da fama, Marcello Mastroianni). Ennio Pesce, claro. Nasceu na Itália, de pai italiano e mãe brasileira; veio ao Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial, e só voltaria à terra natal 56 anos depois – para encontrar, em Luca, intacta, depois de tantos anos, a casa em que nascera. Formou-se em Direito, mas tornou-se conhecido como jornalista. E que jornalista! Ao contrário de boa parte dos colegas, fazia questão de vestir-se bem, com excelentes gravatas e ternos feitos sob medida por um alfaiate de primeiro time – que aprendeu a profissão na terra dos grandes alfaiates, a Itália, e...
Sarney
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O tempo de cada um Sidney Borges Navegando na Internet revi uma foto histórica de Abreu Sodré, ex-governador de São Paulo. Instantâneo batido no dia 1º de maio de 1968, na Praça da Sé, quando um manifestante contrário à ditadura lançou certeira pedrada e feriu a cabeça do governador. No dia seguinte os jornais mostraram na primeira página o sangue escorrendo. Sodré passou sem deixar marcas, seu governo foi discreto, tão discreto que sem a pedrada nem seria lembrado. Anos depois a ditadura caiu e Sarney assumiu a presidência de forma inesperada e discreta. A transição para a democracia teve um preço. A economia estava desarrumada, a inflação subiu aos céus e a oposição atacou com ferocidade. O atual amigo de fé e irmão camarada, Lula, chamava-o de ladrão. Lula era a personificação da esquerda, mas as correntes conservadoras representadas por gente do calibre ético de Fernando Collor faziam coro. O autor de "Marimbondos de fogo" apanhou muito, mas não reagiu e passou o governo ...
Crise no Senado
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O direito à informação Ricardo Noblat (original aqui ) Por que o pessoal que apoia incondicionalmente o governo está tão indignado com a revelação dos podres do Senado? Ora, porque isso pode desagregar a base de apoio do governo. É pequena a maioria do governo dentro do Senado. Como esse pessoal reage? Ora, culpando a imprensa, a quem acusa de estar interessada em desestabilizar o governo Lula. Por que os podres do Senado estão emergindo? Porque a mais recente eleição para presidente do Senado deixou sequelas e começou a provocar vazamento de informações capazes de causar embaraços a uns e outros. A imprensa deveria ter ignorado o assunto? Ou abdicado de investigá-lo? Nesse caso seria melhor fechá-la. Não foi Lula que apontou o Congresso como um reduto de 300 picaretas? Deixou de ser? A essa altura, desconfio que o número de picaretas é bem maior. A imprensa jamais tratou o senador José Sarney (PMDB-AP) como Lula o tratou mais de uma vez no passado recente. (Êpa!, olhe eu aqui me arri...
Ubatubabirds
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Especialmente Passarinhando “Especialmente passarinhar é permitir-se libertar das amarras e cobranças internas, é apenas silenciar a alma e passar a observar... Deixar-se embalar pelos cantos dos pássaros que em seus movimentos tem muito a nos ensinar... distanciando-nos de qualquer pré-conceito e nos unificando” Por: Claudia Oliveira Nesta última quinta-feira, 18, na sala de alunos especiais da Escola Tancredo Neves, lecionado pelas experientes professoras Patrícia Liberal e Claudia Frackiewiz Wady aconteceu o reencontro do palestrante Carlos Rizzo, fundador do Ubatubabirds, com o grupo portador de D.M (deficiência mental). O trabalho que se inicia timidamente objetiva proporcionar ao grupo momentos de alegria e sabedoria, esta que quando falada com a alma transgride qualquer linguagem unificando todos nós como seres vivos parte inteira do movimento de um mesmo planeta. A tarde passou ligeira, regada a pergunta incessante dos 17 alunos com idade entre 15 a 23 que compartilharam suas...
Opinião
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A Justiça em números Editorial do Estadão Embora o número de sentenças prolatadas pelos juízes venha aumentando ano a ano, o descongestionamento dos tribunais brasileiros é um desafio que não deverá ser vencido tão cedo, dado o aumento da demanda de serviços judiciais por parte da sociedade. Essa é a conclusão da última pesquisa "Justiça em Números", que vem sendo realizada desde 2004, quando foi aprovada a reforma do Judiciário. Um dos principais objetivos da Emenda Constitucional nº 45, que criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), institucionalizou a súmula vinculante, o princípio da repercussão geral e a cláusula impeditiva de recursos e abriu caminho para a padronização da gestão administrativa dos tribunais, foi criar um banco de dados confiável no âmbito do Poder Judiciário, para embasar os projetos de modernização da instituição. Até então, os levantamentos estatísticos sobre o volume de trabalho das diferentes inst...
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Terça-feira, 23 / 06 / 2009 Folha de São Paulo "Ato secreto elevou verba de senadores" Senado subiu valor pago de R$ 12 mil para R$ 15 mil em 2005; Sarney usou dinheiro para montar biblioteca O Senado usou um ato secreto para aumentar, de R$ 12 mil para R$ 15 mil, a verba indenizatória a que os senadores têm direito. A medida, tornada pública em maio, é de junho de 2005. O ato contradiz Agaciel Maia, então diretor-geral do Senado, segundo o qual a Casa desistira de elevar a verba, usada para reembolsar despesas como combustível e aluguel de escritórios. O presidente do Senado na época, Renan Calheiros (PMDB-AP), anunciara corte de despesas, mas assinou a medida. Para o Ministério Público e a OAB, atos não publicados são inválidos. O senador José Sarney (PMDB-AL), atual presidente da Casa, usouR$ 8.600 da verba para pagar a organização de sua biblioteca doméstica. O acervo, alega ele, serve à atividade parlamentar. Uma manobra do Senado permitiu ainda que a verba indenizatória...