sábado, janeiro 10, 2009

Estudo de formas

George


Lagosta de "140 anos" é libertada nos Estados Unidos

da BBC Brasil
Uma lagosta cuja idade foi estimada em 140 anos foi retirada de seu aquário em um restaurante de frutos do mar em Nova York e seria solta no mar da costa de Maine, onde a pesca de lagosta é proibida.
George, a lagosta gigante, pesa cerca de 9 kg e teria sido pescada apenas duas semanas atrás, e comprada pelo restaurante City Crab and Seafood por US$ 100 (cerca de R$ 229,50).
A lagosta ficava no aquário do restaurante, onde foi adotada como mascote e era fotografada constantemente com os clientes.
Mas o grupo de defesa dos direitos dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) organizou uma campanha pedindo a libertação da lagosta, para que fosse devolvida ao oceano.
George teria sido originalmente pescada em águas canadenses. Sua idade foi estimada a partir de seu peso.
O restaurante afirma que nunca teve a intenção de servir a lagosta, e que ela seria usada apenas para atrair a atenção dos clientes.
Ingrid Newkirk, do Peta, elogiou a decisão do restaurante.
"Nós aplaudimos os donos do City Crab and Seafood por sua decisão compassiva em permitir que este nobre ancião viva seus últimos dias em paz e liberdade."
"Esperamos que seu gesto gentil sirva como exemplo de que esses intrigantes animais não merecem ser confinados em pequenos aquários, ou fervidos vivos."

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Opinião

Por uma nova política de preservação

Nestor Goulart Reis
O sistema de planejamento urbano, o de proteção do patrimônio cultural e o mercado imobiliário estão em rota de colisão, nas áreas metropolitanas e nas principais cidades. Os conflitos estão aparecendo com frequência crescente nos jornais. As vítimas são as próprias cidades e sua população.


Estabelecido em 1937, o processo atual de tombamento de bens de interesse para o patrimônio cultural do País prevê a análise de cada caso, isoladamente. O mesmo ocorre com a gestão dos bens "tombados" (inscritos nos livros de registro, chamados "livros de tombo") e com os estudos de problemas de visibilidade ao redor das áreas de proteção, chamadas de áreas envoltórias, que são avaliadas caso a caso. Não há visão urbanística. Os edifícios são estudados e protegido como objetos isolados. Esse processo mostra-se inadequado para definição dos bens culturais de metrópoles como São Paulo e para definição de procedimentos para sua proteção.

Entre 1937 e 1940 foram tombadas pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan) - hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - umas poucas centenas de edifícios, distribuídos pelos vários Estados. O País era predominantemente rural. Dos cerca de 40 milhões de habitantes, pouco mais de 10 milhões viviam nas cidades. O dinamismo econômico era muito limitado. Com poucas exceções, nas principais cidades, como nas de pequeno porte, os cenários e os edifícios significativos ainda não estavam sendo seriamente ameaçados, a não ser pelo abandono e pelo desgaste do tempo.

Nesse quadro, a atuação isolada do órgão federal então recém-criado parecia mais do que suficiente e altamente satisfatória. A qualidade excepcional de seus quadros técnicos lhe conferia um papel de destaque no País.

Em 1938, com Ouro Preto, teve início o processo de tombamento de cidades históricas, com critérios ainda muito vagos. Para definir o perímetro de proteção estabeleceu-se que estariam nessa condição os espaços "até onde a vista alcança".

Passados 30 anos, no final da década de 1960 a 1970, o quadro já era outro. A população do País crescia em ritmo acelerado e a população urbana aumentava com intensidade ainda maior. O Brasil tornava-se um país urbano e se industrializava. Muitas das antigas capitais se transformavam em áreas metropolitanas. As cidades menores, acessíveis pelas novas rodovias, cresciam e se transformavam. O patrimônio cultural estava sendo ameaçado e destruído em nova escala. Os serviços para preservação dos remanescentes teriam de ser reorganizados, em escala equivalente.
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Manchetes do dia

Sábado, 10 / 01 / 2009

Folha de São Paulo
"Desemprego nos EUA é o maior desde 82"
Números fechados de 2008 mostram que, no ano passado, 2,6 milhões de pessoas nos EUA perderam seus empregos. Na comparação com a população economicamente ativa do país é a pior taxa desde 1982. Em novembro e dezembro, houve mais de 1,1 milhão de vagas cortadas. A taxa de desemprego subiu em 6,8% para 7,2% , a mais alta taxa de desemprego subiu de 6,8% para 7,2% no mês passado, a mais alta taxa em 16 anos – no Brasil, foi de 7,6% em novembro. A evolução reflete a velocidade da recessão. O número de desempregados nos EUA supera os 11 milhões, com perdas fortes em praticamente todos os setores. Os dados aumentam a pressão sobre o presidente eleito Barack Obama, que assume no dia 20. ele voltou a pedir ao Congresso que aprove pacote de estimulo de US$ 800 bilhões. Estudo do Pew Reserch Center mostra que o desemprego de imigrantes latinos nos EUA cresceu a quase o dobro do aumento da taxa entre os não-latinos.


O Globo
"Crise joga inflação para baixo e preço do gás cairá"
A crise, quem diria, acabou dando um refresco para o consumidor e reduziu os preços de produtos agrícolas. Com isso, a inflação de dezembro medida pelo IPCA, o índice da meta oficial, ficou em 0,28%, bem abaixo do 0,74% registrado no mesmo mês de 2007. No acumulado do ano, o índice ficou em em 5,9%, afastando de vez o temor de que o teto da meta (6,5%) fosse atingido, como chegou a ser estimado há poucas semanas. O recuo nos preços do petróleo - outro efeito colateral da crise - também vai favorecer o consumidor de gás. A CEG vai reduzir o preço do gás natural veicular em 9,4% em 1º de fevereiro. O gás de cozinha vai ficar até 3,4% mais barato.


O Estado de São Paulo
"Israel e Hamas rejeitam cessar-fogo da ONU"
Israel e o grupo islâmico Hamas rejeitaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo "imediato e duradouro" em Gaza e a retirada israelense. O texto foi aprovado anteontem sem oposição, nem mesmo dos EUA, o maior aliado de Israel. Para analistas, isso sinaliza um isolamento israelense, em razão da tragédia humanitária em Gaza. Israel, porém, avalia que, enquanto o Hamas continuar atacando seu território, a trégua é impossível. Já um porta-voz do Hamas disse que a resolução não era "vantajosa" para os palestinos. O número de mortos nos 14 dias de ofensiva chegou a 777 palestinos e 13 israelenses.

Jornal do Brasil
"Massacre de crianças"
A ONU deu dimensão aritmética às chocantes imagens de morte e sofrimento das crianças sob artilharia israelense na Faixa de Gaza. Segundo as Nações Unidas, 42% dos 780 mortos no conflito são mulheres e seus filhos pequenos - o que significa ter o conflito já deixado 257 crianças mortas e 1.080 feridas. O governo de Israel, por sua vez, acusa do Hamas de usar menores como escudos humanos.

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sexta-feira, janeiro 09, 2009

Nem me diga!

Sabarães

Sidney Borges
Na minha tenra juventude conheci um velho senhor português especializado em sabarães. Você não sabe o que é? Experimente digitar no Google. A resposta: Não foram encontradas páginas padrão na Web contendo todos os termos de sua consulta. Sua pesquisa - sabarães - não encontrou nenhum documento correspondente. Nhaca! Quando conheci o homem que me revelou esta fascinante história, ele estava de partida para Macau onde iria fazer uma conferência sobre sabarães orientais de dois bicos. Por falar em partida, tenho como certo que a primeira vez que falamos foi em uma partida de buraco, ao lado da barbearia do Mesquita, na Portuguesa de Desportos, no Canindé. Eu jogava buraco de vez em quando, enquanto esperava o treino da patinação artística. As patinadoras. Ah! As patinadoras! Seu José não tinha muita certeza do ano, mas garantiu que os primeiros sabarães foram criados no começo do século XX, em uma aldeia chamada Travanca de São Tomé, Carregal do Sal, Portugal. Um ex-marinheiro conhecido por Joaquim Pé-de Pato, que após anos de pesca de bacalhau tornou-se renomado confeiteiro, misturou os ingredientes e ficou famoso no Algarve, embora morasse longe de lá. Isso não quer dizer nada pois a Madonna mora longe do Paquistão e é famosa no Paquistão, embora também seja conhecida em Belo Horizonte. Do Carregal do Sal, pelas mãos do Judeu Caolho, um holandês que vendia debêntures do banco Espírito Santo e que por acaso era judeu e também caolho, os sabarães foram parar no Norte de Portugal, onde logo se tornaram mania. Dizia seu José que não eram tão bons quanto os do Sul ou mesmo os da Região Central, mas eram superiores aos de Espanha, afirmação que ninguém jamais contestou, inclusive na tarde em que a assertiva foi proferida as cabeças dos jogadores de sueca à nossa volta fizeram sinal afirmativo. Com os avanços tecnológicos e a globalização tornou-se quase impossível distinguir sabarães legítimos de imitações chinesas, mas enquanto o Muro de Berlim resistiu os sabarães portugueses não tiveram competidores à altura. Voltando ao começo do século, a coisa caminhava mansa até que apareceu a gripe espanhola, seu José, com medo, embarcou num vapor das linhas malaias rumo ao Brasil. Navios temerários, de cada três que partiam um afundava e outro se perdia. Após visitar os países bálticos e passar três mêses a azeitonas e arenque defumado, meu amigo desembarcou em Santos com uma bruta sede. Trazia na bagagem os primeiros sabarães a adentrar o território brasileiro. Fizeram sucesso, seu José ficou rico fazendo e vendendo sabarães na Rua Direita, perto da Praça do Patriarca. Há um único problema com os sabarães. Por não existir a forma singular, acabam engordando. Não fica bem pedir um sabarães, soa equivalente a pedir um ovos ou dois pastel. Para não passar por ignorante você vai ter de pedir dois, como fazem os argentinos quando o câmbio os favorece. Dá-me dos. Dos o que, mano? Dos sabaranes, por supuesto. Para encerrar, duas perguntas depois de um afirmação. Uma cidade onde não existe oposição, não existe democracia. O que a cidade é então? Sultanato?

Coluna da Sexta-feira

Bom começo

Celso de Almeida Jr.
A instituição onde trabalho, uma escola, facilita o contato com muita gente diferente, diariamente. Pais, alunos, professores e demais funcionários, constituem um público interessante, diversificado, crítico, que estimula o diálogo e a prática do debate.
Essa convivência exige uma permanente revisão de conceitos, de postura, contribuindo para o amadurecimento dos envolvidos no processo, com o necessário uso da tolerância. Não é muito simples ser atormentado por um adolescente, muitas vezes arrogante, e manter uma postura equilibrada, já que nem sempre estamos prontos para assimilar, de forma serena, provocações de toda ordem. Só quando resistimos ao revide, mantendo o equilíbrio emocional, é que percebemos um mundo novo, fascinante, apropriado à construção.
Por isso, é sobre a tolerância que decido escrever hoje.
Tolerância com quem?
Com o prefeito reeleito e sua equipe.
Calma, leitor apressado; tolere-me!
Concordo que nos quatro anos do primeiro mandato presenciamos diversos absurdos na gestão pública, em diferentes secretarias. Mas, sem pregar o conformismo ou a afetação dos áulicos, registro um ponto de vista otimista que colhi nos bastidores. Eduardo tem cobrado do secretariado um segundo mandato mais técnico. Está resistindo a diversas pressões políticas para preenchimento de cargos. Construiu um bom relacionamento com os governos estadual e federal.
Pronto! Não elogio mais. Pare de torcer o nariz!
Aceito, é claro, que você afirme que essas práticas são pré-requisitos para todo homem público. Mas, no Brasil, infelizmente, isso é teoria.
Não vá longe. Suba a serra, passe um dia em Taubaté. Procure o Salvador Soares, que preside o PT por lá. Procure a Vera Saba, vice-prefeita. Veja o clima pesado nesse início de administração do prefeito, também reeleito, Roberto Peixoto. Perceba o estrago que a intolerância política poderá causar na cidade. Só falei de aliados taubateanos. Nem cito a oposição. Isso é assunto para outro artigo.
Aqui, presenciamos um jovem prefeito mais maduro, aparentemente preocupado em modernizar a administração.
As poucas vozes da oposição, por sua vez, parecem mais articuladas, convergentes, fato raro em início de mandatos ubatubenses.
Essa minúscula oposição, se atuar com mais técnica, conquistará espaço e colherá bons frutos. E, dada a sua inicial ausência na Câmara, necessitará do apoio da imprensa, despertando o interesse de mais cidadãos para a vigilância dos atos governamentais, estimulando o surgimento de novas lideranças.
Por isso, a importância de buscarmos apoio e financiamento para os fomentadores da imprensa independente. Destaco o fundamental trabalho que homens como Emilio Campi, Luiz Moura e Sidney Borges vem prestando, valendo-se da imprensa eletrônica, garantindo a liberdade de expressão necessária para o exercício da democracia. Precisamos auxiliá-los em suas causas, que são nobres.
O prefeito, por sua vez, se realmente despertou, deixará a prefeitura mais aberta.
Para tanto, conta com a experiência do atual comandante da ouvidoria que, somada ao dedicado quadro funcional que já existe em sua pasta, poderá contribuir para aproximar o prefeito e sua equipe das vozes da cidade, garantindo informações técnicas e claras aos cidadãos que criticam ou que buscam respostas objetivas. Estas, por respeito constitucional, deverão ser apresentadas à comunidade de forma transparente, educada, profissional, sem paixões.
Eduardo e seus antigos colaboradores tem entusiasmo, determinação e experiência política. Se, neste segundo mandato, abrirem mais espaço para gestores públicos profissionais e não temerem a crítica, escreverão uma inédita página na história ubatubense.

Opinião

Novo modelo de gestão escolar

Editorial do Estadão
Graças a uma parceria com o Instituto Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel, o governo do Estado de São Paulo vai começar a testar, na rede de ensino fundamental, o modelo de gestão escolar que foi adotado há oito anos pela Prefeitura de Nova York e que vem, desde então, apresentando excelentes resultados. A ideia da Secretaria Estadual de Educação é aplicá-lo inicialmente nos dez colégios da capital com os piores resultados nas avaliações oficiais. Segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), metade dos alunos da quarta série dessas escolas não consegue ler um texto simples e tem dificuldades para fazer as quatro operações aritméticas.

Em seguida, a Secretaria da Educação quer estender o modelo para todos os colégios situados nos bairros mais carentes da zona leste, oferecendo apoio técnico, supervisionando o trabalho pedagógico, aumentando o controle sobre as frequências dos docentes e estudantes e estimulando os diretores e os professores a se envolverem cada vez mais com os pais dos alunos. Como essas escolas estão localizadas em áreas problemáticas, a Secretaria pretende registrar todos os casos de violência e pedir providências urgentes aos órgãos policiais. O objetivo é que os diretores de cada colégio passem a se responsabilizar pelo aprendizado dos alunos e a prestar contas dos resultados de sua gestão.

A reforma escolar de Nova York - cujos colégios públicos tinham salas superlotadas, tinham um alto número de estudantes acima da idade adequada para a série, seguiam currículos defasados, apresentavam altas taxas de repetência e evasão e baixos índices de conclusão de curso e frequentemente eram palco de conflitos de gangues - começou a ser implementada durante a gestão do prefeito Michael Bloomberg, em 2001. As escolas mais problemáticas estavam situadas nas áreas mais pobres, principalmente no sul do Bronx e no Queens, que são bairros de imigrantes.

O modelo adotado por Bloomberg para recuperar o sistema educacional novaiorquino, que fora reduzido a escombros após sucessivos governos populistas, introduziu importantes inovações. Uma delas foi o aumento dos salários dos professores e a concessão de estímulos financeiros para que morassem próximo do local de trabalho, o que atraiu profissionais qualificados de todo o País. Foram ampliadas as prerrogativas dos diretores, que passaram a ter liberdade para gerir recursos, elaborar currículos, demitir professores faltosos ou desmotivados e escolher serviços de apoio. Também foram criadas equipes de coordenadores encarregadas de desenvolver uma cultura de respeito mútuo entre estudantes, bem como equipes de segurança com a incumbência de identificar pontos de tensão nos corredores e escadarias, antes que a situação saísse do controle.

Os diretores também passaram a ser avaliados e os que apresentavam desempenho considerado insatisfatório eram advertidos. Os que não conseguiram mostrar progressos foram sendo demitidos. Além disso, foi criada uma "Academia de Liderança", um programa de treinamento rápido para aspirantes a diretor, que paga diretores experientes para serem mentores e instrutores. E, com apoio de organizações não-governamentais, a rede escolar novaiorquina passou a recrutar jovens talentos recém-formados nas universidades para lecionar as matérias para as quais é difícil encontrar professores. Cada aluno passou a ser testado quatro ou cinco vezes ao ano, para avaliar seu progresso individual e identificar problemas de aprendizagem. Os estudantes disfuncionais passaram a ser tratados com maior rigor e os pais passaram a ser chamados para ajudar na aplicação das sanções disciplinares.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 09 / 01 / 2009

Folha de São Paulo
"ONU para ajuda após ataque em Gaza"
No 13º dia de ofensiva de Israel contra o Hamas na faixa de Gaza, as Nações Unidas decidiram sustar a entrega de ajuda humanitária após afirmarem que o motorista de um caminhão de suprimentos foi morto em um ataque israelense. A Cruz Vermelha também acusou Israel de impedir a ajuda aos feridos. O país negou e disse não haver prova de que o motorista da ONU foi morto por fogo israelense, mas prometeu investigar. Estima-se que os mortos no conflito já sejam quase 800. Ontem, três mísseis disparados do Líbano atingiram o norte de Israel, ferindo dois. O Hizbollah, que controla o sul libanês, negou envolvimento; para os israelenses, trata-se de evento isolado. Representantes de EUA, França. Reino Unido e países árabes chegaram ao consenso sobre uma resolução no Conselho de Segurança da ONU. Ainda sujeita a votação, ela deverá exigir o cessar-fogo em Gaza.


O Globo
"Israel ataca durante trégua e faz ONU suspender ajuda"
A ONU suspendeu as operações de ajuda humanitária à população civil palestina após dois funcionários terem sido mortos por disparos de um tanque israelense contra um comboio que levava alimentos às vítimas, durante a trégua diária de três horas. Outro comboio, da Cruz Vermelha, também foi atingido durante o cessar-fogo, deflagrando uma forte onda de críticas contra o governo israelense. Israel negou as acusações e informou que investiga os episódios. Os EUA pediram ao país que a trégua diária seja ampliada, tendo em vista "a desesperada situação humanitária na região". Segundo a ONU, já há 257 crianças mortas e 1.080 feridos. Pelo menos três foguetes foram disparados do Líbano no norte de Israel, aumentando os temores de uma segunda frente de guerra. O Hezbollah negou ter sido o autor do ataque.


O Estado de São Paulo
"Obama apela por ações dramáticas contra a crise"
0 presidente eleito dos EUA, Barack Obama, fez ontem um apelo dramático para que o Con­gresso aprove o mais rápido possível o plano de estímulo econômico, de US$ 800 bilhões, com que pretende iniciar seu mandato. Em discurso, Obama pediu que líderes democratas e republicanos colocassem "as necessidades urgentes" dos EUA acima dos "interesses estreitos" da política partidária. Ele descreveu um horizonte crítico se o pacote demorar a passar. Segundo ele, a recessão "pode se estender por anos", o desemprego "pode atingir dois dígitos" e a economia dos EUA" pode ficar US$ 1 trilhão abaixo de sua capacidade total". Para o presidente eleito; a crise "não parece com nada que tenhamos visto ao longo das nossas vidas, e só se aprofundou nas últimas semanas". Apenas a ação do Estado, disse Obama, pode reativar a economia. Seu plano inclui investimentos em infraestrutura, gastos sociais e corte de impostos - Obama falou em reduzir US$ 1.000 em tributos para 95% das famílias de trabalhadores americanos.


Jornal do Brasil
"Nem a ONU resiste"
Isolados na Faixa de Gaza, sob fogo israelense, civis palestinos viram sua situação piorar ontem, quando a ONU suspendeu a ajuda humanitária por causa da morte de dois motoristas do comboio de suprimentos. Uma escola das Nações Unidas já havia sido atacada. E a situação política na região pode se agravar. Foguetes vindos do Líbano caíram no Norte de Israel, que revidou. Extremistas não assumiram o ataque.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Ubatuba

O fim da história 2

Sidney Borges
Leitores que me enviam e-mails perguntando por que não falo mais da política de Ubatuba. Vou explicar recorrendo à história. No final dos anos 80 e princípio dos 90 uma onda bem diferente da marolinha do Lula varreu os regimes socialistas do Leste europeu. Quem não se lembra das cenas do Muro de Berlim sendo derrubado? Derrubado pelas zelites e pela direita da Alemanha comunista? Há míopes eternos que dirão que sim. Uma grande maré capitalista tomou conta do mundo e isso não significou somente a explosão das propostas neoliberais nos terrenos econômico e político. A ideologia burguesa passou a ser a ordem vigente e logo cuidou da arregimentação dos corações e mentes em escala mundial. Consumir é preciso, viver não é preciso. Em fins de 1989 Francis Fukuyama escreveu um artigo intitulado "O fim da história" e, em 1992, 0 livro "O fim da história e o último homem", fazendo uma linha do tempo com abordagens indo de Platão a Nietzsche, passando por Kant e Hegel, cujo cerne era provar que o capitalismo e a democracia burguesa haviam triunfado sobre os sistemas e as ideologias concorrentes. Enfim, não há mais história disse Fukuyama.
Eu, modestamente, deixei de escrever sobre política local porque acredito que em Ubatuba aconteceu alguma coisa semelhante, ou seja, o fim da democracia. O que temos na cidade é um governo de maioria absoluta, Executivo e Legislativo estão de braços dados e podem, sem nenhum resquício de oposição, fazer o que lhes der na telha.
Espero que façam o melhor para a cidade e seus habitantes, mas se não fizerem nada acontecerá, pois dos 10 vereadores eleitos, 11 apoiam o prefeito e farão tudo o que o mestre mandar.
Assim sendo caros leitores, melhor calar pois em boca fechada não entra mosquito. A democracia morreu, então viva a democracia. Mas democracia sem oposição? Onde? Em Ubatuba, onde mais poderia ser?

Opinião

Gaza sem Pétain

Demétrio Magnoli
No verão de 1940, após a queda de Paris, instalou-se em Vichy o regime colaboracionista do marechal Philippe Pétain. O governo de Vichy exercia autoridade civil sobre toda a França, inclusive o norte, ocupado pelos alemães. A existência daquele regime, com raízes na vertente da direita francesa atraída pelo fascismo, propiciou à Alemanha uma liberdade de ação militar que não teria se fosse obrigada a posicionar tropas em todo o território francês. A sangrenta ofensiva de Israel é o substituto, pouco eficaz, de um Pétain que inexiste na Faixa de Gaza.


O então premiê Ariel Sharon promoveu, há três anos, a retirada das tropas e dos assentamentos israelenses de Gaza, concedendo autonomia ao governo da Autoridade Palestina (AP), presidido por Mahmoud Abbas. Diante do congelamento do processo de paz, o gesto descortinava o horizonte estratégico de perenização da soberania israelense sobre toda a Palestina histórica pela colaboração da AP com Israel. Sem forças militares acossadas permanentemente pelo levante palestino na língua de terra destituída de valor real ou simbólico, Israel poderia concentrar-se no acalentado projeto de anexação a seu próprio território dos assentamentos na Cisjordânia.

Toda a estratégia ruiu em junho de 2007, em razão da derrubada do governo de Abbas em Gaza pelo partido fundamentalista Hamas. Israel não pode ter os dois: deve escolher entre as concessões inevitáveis derivadas de um acordo de paz e os custos políticos e militares da ocupação física. Esta é a mensagem enviada pelo Hamas desde que se instalou no poder em Gaza e intensificou o lançamento de foguetes precários sobre o sul de Israel.

O Gabinete israelense de Ehud Olmert preferiu iludir-se, insistindo na estratégia de Sharon. Para isso fixou o objetivo utópico de impor a reunificação do governo palestino sob a AP. Na tentativa de apear os fundamentalistas do poder, Israel negociou apenas com Abbas, isolou diplomaticamente o Hamas e bloqueou as fronteiras de Gaza, ampliando o desemprego, a pobreza e o desespero de 1,5 milhão de palestinos. Sem sucesso: é possível escolher muitas coisas, mas não os representantes de outra nação.

Destacados políticos de Israel indagam, com genuína perplexidade, sobre as motivações dos ataques de foguetes do Hamas. A resposta é óbvia - e Israel deveria conhecê-la desde que, há meses, negociou um cessar-fogo provisório com os fundamentalistas: o governo de facto de Gaza exige ser reconhecido como interlocutor diplomático. Não há alternativa a isso, exceto a tragédia que seria a substituição do Hamas pelos jihadistas de Osama bin Laden. Sob os efeitos do bloqueio econômico israelense, a popularidade do governo de Gaza declinou até um limite perigoso e setores de suas brigadas militares entabularam contatos sigilosos com a Al-Qaeda. O reinício do lançamento de foguetes sobre Israel teve como motivação imediata a restauração da auréola de resistência que cerca o Hamas.

Não há solução militar para o impasse estratégico. As pilhas de cadáveres provocadas pelos bombardeios aéreos israelenses não servem como dissuasão para um partido fundamentalista que raciocina com base no conceito de martírio. A guerra do ar não pode evitar a continuidade das salvas de foguetes. Já a invasão terrestre, com custos políticos incalculáveis, só interromperia os ataques pela reocupação permanente do território, algo intolerável para a opinião pública israelense e internacional. Uma alternativa seria derrubar o governo do Hamas e reconduzir Abbas para Gaza a bordo de um tanque de Israel. Mas, mesmo na hipótese improvável de que o presidente da AP embarcasse no tanque, um regime títere não sobreviveria à saída das tropas invasoras. Pétain representava um setor significativo da sociedade francesa; Abbas, hoje, é visto como pouco mais que um colaborador de Israel.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 08 / 01 / 2009

Folha de São Paulo
"Fuga de dólares é a maior desde 1982"
A fuga de dólares do Brasil em operações financeiras no ano passado foi de US$ 48,9 bilhões, segundo o Banco Central – o equivalente a 25% das reservas do país em moeda estrangeira (US$ 193,5 bilhões). É a maior saída desde 1982, quando o BC começou a divulgar o dado. No ano, o fluxo total de capital externo para o Brasil ficou negativo pela primeira vez desde 2002. As remessas ao exterior superaram em US$ 983 milhões o volume de dólares que ingressou. Até setembro, o fluxo de dinheiro estrangeiro estava positivo em US$ 17,2 bilhões. No último trimestre, com a crise global e o aumento do nervosismo nos mercados internacionais, esse movimento se inverteu. Ao contrário do que ocorreu nos últimos anos, a balança comercial não ajudou a compensar a fuga de dólares. Com a dificuldade dos exportadores para conseguir financiar suas vendas, o volume de operações de comércio exterior caiu.


O Globo
"Estados quintuplicam os gastos e investem menos"
Os governos dos estados quintuplicaram as despesas de custeio da máquina - como gastos com gasolina, material de escritório e pagamento de terceirizados, por exemplo -, que passaram de 1,1% para 6,09% do PIB em dez anos. Por outro lado, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os estados reduziram os recursos destinados a investimentos de 2,2% para 0,94% do PIB. O dado positivo do levantamento é que, no mesmo período, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, as despesas com pessoal nos estados tiveram um crescimento de 0,34% em relação ao PIB. Os números demonstram que a receita total dos estados evoluiu de 11,22% para 13,09% do PIB entre 1995 e 2006, um aumento bem inferior que o das despesas de custeio.


O Estado de São Paulo
"Governo quer limitar uso do FAT em acordos"
O governo vê com preocupação a onda crescente de acertos entre empresas e sindicatos de trabalhadores para a suspensão temporária de contratos de trabalho. O Ministério do Trabalho pretende regulamentar esse mecanismo, previsto na CLT. A idéia é definir novos critérios para fechamento de acordos que prevejam o uso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O dinheiro do fundo tem servido para pagar salários de trabalhadores que são afastados das funções para fazer cursos de qualificação - o que alivia empresas em aperto financeiro. O expediente foi usado em acertos de companhias como Philips e Renault. "A preocupação é evitar que o FAT seja um fundo de amparo ao empresário", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.


Jornal do Brasil
"Israel exige saída de civis e amplia ataque"
O dia parecia de esperança. Pela manhã, Israel deu três horas de trégua para que a Faixa de Gaza recebesse suprimentos de urgência, como comida. No Egito, autoridades afirmavam que o processo para estabelecer cessar-fogo com o Hamas ainda vive. Mas tudo mudou. O Exército israelense ampliou os ataques e matou ontem mais de 20 palestinos - quatro civis, entre eles três crianças. Num indicativo de que a ofensiva não vai esmorecer, o governo ordenou que civis deixem suas casas em Gaza. Em São Paulo, o relator especial da ONU para a Situação dos Direitos Humanos nos territórios ocupados da Palestina, Richard Falk, comparou a "indignação mundial" a uma situação política "tão importante quanto a luta contra o apartheid" e defendeu um julgamento para os promotores da guerra.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Televisão

Cultura de massas

Sidney Borges
Noite dessas liguei a televisão no Canal Brasil e fui surpreendido com uma cena insólita. Zé do Caixão ocupava uma poltrona à direita do vídeo, no centro um caixão em pé e à esquerda, sentado em outra poltrona, o roqueiro Supla. Seguiu-se um princípio de diálogo:

SUPLA
Você sai na rua com essa capinha?

Não deu tempo para o Zé responder, cortaram para outra cena, era uma chamada do programa de entrevistas de Zé do Caixão, personagem que acompanho desde a juventude. Aliás ele parece ter caído na poção. Em 1963 usava um estúdio na Rua dos Chavantes, no Brás, perto de onde eu morava. Eu o via sempre, parece que não envelheceu, está igual, apenas um pouco mais gordo.
Acabei não assistindo ao programa e não sei a resposta. Penso que Zé do Caixão disse sim. Deve andar vestido a caráter o tempo inteiro, incorporou o personagem.
Quanto ao Supla, acho interessante as coisas que diz, é tão profundo quanto o pai e suponho que cante melhor e tenha um repertório mais amplo. Ninguém mais aguenta o Senador. Ele chega, limpa a garganta e sapeca "Blowing in the wind". Socorro, meus sais...

Opinião

Crítica aos ardis anunciados

José Nêumanne
Dois recentes institutos da democracia brasileira serão postos em xeque em 2009: a eleição em dois turnos e a reeleição.


A primeira o será pela jurisprudência, a ser fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando, findo o recesso, em fevereiro, reabrir os trabalhos com o julgamento do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, que produzirá efeitos sobre processos similares contra seus colegas do Maranhão, Jackson Lago, e de Santa Catarina, Luiz Henrique. Se Cássio for cassado (e isso sinalizar solução idêntica para os outros dois), a legislação eleitoral indica que seu sucessor será o segundo colocado na disputa - no caso paraibano, o senador José Maranhão. Tudo parece muito simples, porque a tradição eleitoral brasileira sempre foi a da disputa num turno só e isso permite a substituição do primeiro pelo segundo, deste pelo terceiro e daí em diante. Só que no segundo turno o eleitor toma uma decisão definitiva e, aí, não é o caso de falar em segundo colocado, mas em derrotado. Ou seja, o eleitor escolheu entre um e outro e a posse do preterido por interferência judicial implica contrariar a vontade popular expressa nas urnas. Não podendo ser empossado o vice, também réu no mesmo processo eleitoral, evidencia-se uma lacuna a ser preenchida pelo Poder Judiciário na interpretação de uma lei incompleta. Que fazer? Entregar o cargo ao presidente da Assembleia? Convocar eleições para o cumprimento da metade do mandato até as eleições seguintes? Isso não foi previsto pelo legislador apressado na hora de criar uma norma que revolucionou a escolha do mandatário pelo voto direto - norma, aliás, aprovada na prática. Cabe repensar o sistema eleitoral preenchendo esta lacuna para evitar que o STF tenha de optar entre a impunidade eventual e o intolerável menosprezo à manifestação majoritária do eleitorado.

Menos sutil e muito mais grave é a discussão no Congresso do projeto que acaba com a reeleição e estica os mandatos executivos de quatro para cinco anos. O golpe de aumentar o mandato é vil e acintoso, mas não é inédito. O Congresso já o aplicou no governo Castelo Branco, o primeiro da ditadura militar, que foi justificada como uma necessária intervenção para evitar uma quebra de regras democráticas por uma eventual República sindicalista e terminou por nos impingir dois decênios de arbítrio. E também já foi adotado a pretexto de reorganizar o calendário eleitoral.

A justificativa que se dá ao golpe agora é de um cinismo vil: trata-se de uma tentativa de "reparar o erro cometido pelo Congresso ao se deixar comprar para aceitar a proposta continuísta do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso". Se já é um absurdo sem conta tentar reparar um erro cometendo outro, mais absurdo isso se torna pelo fato de se basear em acusações não comprovadas e agressões à lógica dos fatos. Não há provas de que Fernando Henrique tenha comprado a reeleição e, se provas houvesse, seria o caso de levá-las à Justiça e o ex-presidente e os parlamentares que ele tivesse comprado, ao banco dos réus, passíveis de duras penas. Em vez disso, vem-se com essa conversa de enganar trouxa para atender aos interesses dos poderosos do momento, com a cumplicidade de próceres da oposição, também tentados pela possibilidade de tirar proveito na tramoia.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 07 / 01 / 2008

Folha de São Paulo
"Israel bombardeia escolas da ONU"
Ataques israelenses deixaram pelo menos 30 mortos em uma escola das Nações Unidas na faixa de Gaza, no pior incidente em 1 dias de ofensiva contra o Hamas. Segundo a ONU, centenas de civis estavam na escola situada num campo de refugiados. Israel alega ter reagido a disparos feitos do local pelo Hamas. Horas antes, três palestinos tinham sido mortos em outra escola da ONU, na cidade de Gaza. Os palestinos estimam que ao menos 660 pessoas já tenham morrido na ofensiva. No lado de Israel, há dez mortos; seis soldados – quatro deles vítimas de “fogo amigo” – e quatro civis. O governo israelense concordou com a criação de um “corredor humanitário” para permitir o envio de suprimentos à população de Gaza. Os EUA anunciaram seu apoio a uma proposta de trégua elaboarada pelo Egito com a ajuda da França.


O Globo
"Gastos com manutenção de rodovias despencam"
Os gastos com a manutenção e a recuperação das estradas federais despencaram ano passado, deixando em condições precárias as vias onde, só no período de festas de fim de ano, 435 pessoas morreram. Dos R$ 3,3 milhões previstos no orçamento para investimento na malha rodoviária sob responsabilidade do governo federal, apenas 15,5% (R$ 510 milhões) foram gastos em 2008. Em 2007, o governo gastara 44% do previsto (R$ 1,44 milhão) e, em 2006, 43,2% (R$ 1,05 milhão). O diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Luiz Antonio Pagot, ameaçou demitir superintendentes em estados onde o desempenho foi pífio. No Rio de Janeiro, por exemplo, só 2% do orçamento foi gasto. Em São Paulo, nada foi desembolsado.


O Estado de São Paulo
"Israel ataca abrigos da ONU e mata ao menos 30 palestinos"
O Exército de Israel matou ontem ao menos 30 palestinos que estavam em escolas da ONU usada como abrigo em Gaza, o que deve ampliar a pressão internacional por um cessar-fogo. Foi o ataque mais violento da ofensiva contra o Hamas, que já dura 11 dias e matou mais de 670 palestinos, um quarto dos quais civis. Israel lamentou as mortes, mas acusou o Hamas de usar civis como escudos humanos. A ONU informara aos israelenses as coordenadas das escolas que abrigam refugiados justamente para evitar ataques. O Egito anunciou planos para trégua e convidou israelenses e palestinos para uma reunião. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que participa das negociações, disse que um acordo não está distante.


Jornal do Brasil
"Caça-níqueis ainda livres"
A mobilização da equipe da prefeitura pelo Choque de Ordem nos primeiros dias da gestão Eduardo Paes passou batida por um problema familiar a boa parte da população carioca. As máquinas caça-níqueis, proibidas por decreto presidencial, em 2004, e municipal, em 2007, permanecem incólumes em muitos estabelecimentos comerciais nos quatro cantos da cidade - e nenhum deles teve o alvará de funcionamento cassado. Uma ronda feita pelo JB constatou que as maquininhas têm boa relação até com vizinhos ilustres, algumas delegacias, ao lado das quais são utilizadas livremente.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Millor

Coluna da Terça-feira

Falando para os cidadãos de Ubatuba

Mauricio Moromizato
Passado o Natal e o Réveillon, com uma parte de Ubatuba a mil, trabalhando na temporada, é hora de voltar ao cotidiano. Não dá para deixar passar o Carnaval, pois quem tem conta para pagar tem que ir à luta.

O título da coluna de hoje está parafraseando o título da coluna do colega de víbora, Renato Nunes, que ontem brilhantemente discorreu sobre a questão do planejamento, aqui em Ubatuba, e apropriadamente nomeou a coluna de “falando para as paredes”, cutucando os cidadãos de Ubatuba, leitores da coluna, de maneira muito apropriada.

Reproduzo aqui, para depois comentar, os três parágrafos iniciais de sua coluna:

“Uma boa técnica para se prever situações futuras é considerar a realidade um processo em permanente transformação. Um dia é diferente do anterior, mas suas raízes estão ali, na véspera. A lógica do dia de hoje está no dia de ontem, e, é claro que a lógica do dia de amanhã estará no dia de hoje. Assim acontece com as semanas, com os meses, anos, séculos, enfim, na história. Ensina-se nas escolas que para entender os acontecimentos históricos buscam-se suas origens. Esse raciocínio vale para todas as áreas das manifestações no planeta. Sejam humanas, animais, vegetais, minerais, geológicas, tudo está em permanente transformação.

Entretanto, essa observação óbvia não trás novidade nenhuma, todos sabem que é assim, só que na prática não se presta muita atenção nisso. Principalmente na administração das cidades.

Naquelas privilegiadas pelo bom senso a previsão do crescimento e a organização física do espaço urbano chama-se planejamento. Assim, a qualidade de vida de amanhã depende da interpretação correta das forças vivas que atuam no município e promovem seu desenvolvimento. São forças econômicas, pressões imobiliárias, de produção industrial, de comércio e uma infinidade de fatores que se interagem, valendo sempre a lei do mais forte e a lei da vantagem. A moderação dessas pressões é o Planejamento. A população no seu sentido geral será sempre a vítima ou a beneficiária das ações ou omissões do planejamento.”

Pois bem, caro leitor, vamos a alguns comentários sobre três situações que estão acontecendo em nossa cidade:

1 – A prefeitura, na véspera da temporada, resolve aumentar o espaço para pedestres do lado direito da Av. Guarani, diminuindo o leito da rua, removendo o espaço para estacionamento em um dos lados da rua. A “obra” foi feita sem transformar o espaço novo em calçada. Foram plantadas árvores e houve protesto dos comerciantes, com os jornais noticiando que os “pedestres aprovaram a medida”, para encobrir a insatisfação e o protesto dos comerciantes locais. Seguindo o raciocínio explicitado pelo Renato Nunes, descrito acima, onde foi discutida a mudança? Com quem foi discutida e baseia-se em qual planejamento? No de turismo, no de trânsito, no de obras ou em nada? Quando as árvores plantadas crescerem, como ficará a visão das ruas e das vitrines? Se for provisória a mudança, por que não tê-la feito antes ou após a temporada, já de maneira definitiva?

2 – O transbordo do lixo que abordei há duas semanas me proporcionou o retorno de muitos leitores, com questionamentos e sugestões. Continua sem manifestações por parte da prefeitura e da imprensa, que publica a lei numa edição com número jamais visto de páginas. Quanto custou para publicar tantas páginas? Quem fará o transbordo? A que preço? Qual o plano para diminuir o volume coletado e transportado? Com que critério foi feito o cálculo do valor para cada imóvel? Um imóvel de temporada, com pouco uso, deve pagar o mesmo que outro, de igual metragem, que produz lixo por todo o ano?

3 – Imprensa noticia que praia de Itamambuca volta a ficar imprópria para banho, com bandeira vermelha da CETESB. O movimento que promoveu os “penicaços” do ano passado, agora convoca para um “penicaço eletrônico”. Fui o sexto a aderir e já há 22 descontentes que aderiram ao chamado. Enquanto isso, a SABESP gasta uma fortuna fazendo propaganda em rede nacional sobre sua eficiência. Isso porque segundo informações, vence esse ano o contrato de exploração do esgoto e da água e se quisermos, podemos trocar de concessionária ou municipalizar os serviços. Dá-lhe promessa de aumentar a oferta de saneamento, querendo fazer que adultos escaldados acreditem em Papai Noel.
Nos três itens acima citados, qualquer leitor pode conferir ou se informar e ter a certeza de que nada melhorará no geral, se não enfrentarmos essas questões, e tantas outras que nos afligem, “tudo ao mesmo tempo, agora”. Mas tem que ser um enfrentamento para o bem, a favor de Ubatuba, de maneira conjunta, coletivamente, conscientizando-nos que nossa casa é o planeta Terra, nossa família é a espécie humana. Portanto, temos que sair da zona de conforto de nossa casa e nossa família, da segurança dos condomínios fechados e vigias particulares, do isolamento das escolas particulares e dos planos de saúde. Temos, todos, que promover a paz, o convívio harmonioso, a tolerância, a solidariedade, a divisão de espaços, a cooperação.

Renato Nunes finalizou seu artigo “falando para as paredes” afirmando: “Que valha a lição. Planejar o desenvolvimento seja do país, do Estado ou de um simples município como o nosso não é coisa para autoritarismos ou auto-suficiências pessoais articuladas com interesses político eleitorais. É exatamente o contrário disso.” Parabéns Renato. Publicamente lhe digo que você não escreveu para as paredes.

Você aí manifeste-se! Venha participar, debater, cobrar, enfim, construir o nosso amanhã, que só terá sentido e valor se for melhor para todos. O planeta necessita, o Brasil merece, Ubatuba vai lhe agradecer e você será mais feliz, vai dormir em paz e no futuro vai olhar seus filhos e netos com a convicção de que fez sua parte.

Ubatuba é nossa, de todos. Planejamento é fundamental. Compromisso com o bem comum é essencial. E as questões todas que nos dizem respeito não serão resolvidas enquanto forem deixadas apenas para os políticos. Participação popular e cidadania é a chave para aperfeiçoar a democracia e melhorar a cidade.

Ubatuba em foco

Já se falava em planejamento, mas não se prosseguiu com a discussão

Ednelson Prado
Ao ler o artigo escrito pelo competente Renato Nunes, me veio à cabeça algo interessante e que me fez relembrar algumas poucas passagens de Ubatuba e que se tivessem sido levadas adiante, talvez tivessem resultado em algo proveitoso para o município e sua gente.
Me recordo que ainda garoto, na casa dos 18 anos, iniciei minhas atividades como operador de áudio da Rádio Costa Azul – em tempos em que a emissora era atuante, decisiva, quanto aos assuntos da cidade. Minha passagem pela área técnica durou pouco (nunca tive muita paciência para ficar seis horas sentado à uma mesa), então fui levado para o departamento de jornalismo, por iniciativa do colega Marcelo Mungioli.
Bem, com poucos meses no departamento de jornalismo comecei a trilhar os caminhos que o microfone traçava. O programa Ponto de Encontro era o mais importante da emissora e desempenhava um papel ainda maior para a cidade. O herdei e, com certeza, foi uma de minhas melhores experiências, afinal, tinham passado por lá nomes como o saudoso Cícero Gomes e o grande amigo Clodoaldo, o Dodinho, e por alguns anos fui responsável pela sua condução.
Mas o que mo trouxe a escrever esse texto antecede ao momento em que passei a ancorar o programa. Ele ainda era conduzido pelo amigo Dodinho quando, por sugestão do ex-prefeito José Nélio de Carvalho, Benedito Góis e Eduardo de Souza Neto, à época gerente da emissora, que o programa passou a ter, se não me engano, uma vez por semana, um espaço específico para discutir o futuro de Ubatuba no ano 2000. Confesso que não me lembro do nome específico que foi dado ao quadro, já que isso ocorreu no início dos anos de 1990, quando a emissora reunia autoridades para discutir as questões de planejamento da cidade, para que o desenvolvimento ocorresse de maneira sustentável, para que o futuro fosse menos drástico com a cidade e seus moradores. Recordo-me que o arquiteto Renato Nunes participou de algumas dessas discussões. Já naquela oportunidade, ele falava da importância do plano diretor, desde a elaboração até a sua aplicação. Infelizmente, como foi dito por Renato em seu artigo, as discussões não avançaram, as práticas, muito menos.
É uma pena, o futuro chegou e Ubatuba, que poderia ter saído na frente ficou para trás e hoje colhe frutos não tão saborosos como poderia, pelo potencial turístico que possui. E tudo isso por falta de competência de nossos governantes, em especial de boa parte dos vereadores que estiveram à frente do legislativo local, muito mais preocupados em pagar contas de água e luz dos eleitores, trocar nomes de ruas e defender interesses pessoais, do que com a cidade e seu futuro. Pior: muitos desses por aí estão, seja ocupando cargos no legislativo, seja na prefeitura.
Mas esse não é o único exemplo de oportunidade que Ubatuba perdeu de se discutir, planejar e se preparar para o futuro.
Muita antes disso, quando tinha apenas 13 para 14 anos, estudava na rede municipal, na Escola Padre José de Anchieta, que se antecipava e mantinha em sua grade curricular matérias importantes, como História e Geografia de Ubatuba e Educação Ambiental. Ou seja, muito antes do momento delicado pelo qual atravessa o planeta, já se discutia a importância da preservação do meio ambiente. Muito antes de se discutir todo o planejamento que é necessário para o desenvolvimento do turismo de Ubatuba, se mostrava aos alunos daquela escola a importância da cidade para a história do Brasil. Me recordo que a história nos era passada pelo então professor Cícero Assunção, que, apesar de ser advogado, se esforçava para passar seus conhecimentos sobre os acontecimentos da cidade. Durou muito pouco, não me recordo se um, dois, ou três anos, mas pouco, diante do que poderia ser feito na formação dos moradores da cidade, que hoje trabalhariam por um turismo mais organizado e mais eficiente e lucrativo. Mas não apenas um lucro financeiro, mas um lucro de imagem e respeito. Hoje, com certeza, são poucos os que sabem a importância das datas significativas. Eu, particularmente, vejo o dia 14 de setembro, a Paz de Iperoig, como um dia que deveria ganhar reconhecimento nacional, mas que por falta de quem lute por isso, não passa apenas de um feriado municipal.
Ou seja, não foi por falta de oportunidades que Ubatuba não se preparou para o presente, foi por falta de competência e visão de boa parte dos governantes. Quanto à população. Bem, ela até tem sua parcela de culpa, mas é difícil cobrar daqueles que tem de matar um leão por dia para garantir a sobrevivência.
Ednelson Prado
Jornalista

Um artista

Tide Hellmeister
Paulistano de 1942. Breve estudo de desenho e pintura com o pintor João Suzuki. Iniciou-se profissionalmente como auxiliar de desenho e cenografia do extinto Canal 9, TV Excelsior, como assistente do pintor e cenógrafo Cyro Del Nero.
Colaborou na Massao Ohno Editora, executando livros de vanguarda como capista e programador visual, obtendo prêmio na Bienal do Livro do México, 1964. Criou capas de discos para várias gravadoras: RGE, Fermata, RCA Victor, Philips, recebendo o Prêmio Léo, na Argentina, como melhor capista de 1966.
Trabalhou no projeto visual para a implantação do Jornal da Tarde. Foi editor de diagramação e arte da edição diária e dominical no jornal Última Hora;
Foi diretor e consultor de arte na Editora Abril entre 1978 e 1983, junto às revistas Exame, Quatro Rodas, Cláudia, Placar, Moto, Cláudia Moda, Viva Vida, Contigo, Nova, Saúde e Jornal Noticiário da Moda e também junto ao Departamento Comercial da Editora. Diretor de arte do Círculo do Livro; consultor de arte da Abril Cultural (depois Editora Nova Cultural) e da Editora Best-Seller. Autor do projeto visual para o Prêmio Abril de Jornalismo.
“A vida é uma colagem”, ele dizia. Trabalhador incansavel, com uma produção incalculável. Completaria 50 anos de carreira em 2009.
Faleceu dia 31, de problemas cardiacos, após cirurgia de emergência.
A missa será na quarta, dia 7, às 19h30, na Igreja São Gabriel no Itaim, Av. São Gabriel, 108. (Elizabeth Lorenzotti)

Opinião

A milhagem do presidente

Editorial do Estadão
Quando era oposição, o PT não perdia oportunidade de criticar o "deslumbramento" do então presidente Fernando Henrique com as galas que lhe proporcionava, nas suas viagens ao exterior, a sua condição de chefe de Estado e com a envaidecedora companhia dos poderosos da Terra. Isso, diziam os petistas simploriamente, era o que explicava o fato de a sua agenda internacional ser mais carregada do que a de qualquer de seus antecessores. "Ele viajou ao exterior, em 7 anos de mandato, 355 dias", exclamava Lula em 2002, como quem denuncia um grave desvio de conduta ou um delito de lesa-pátria.

Famosas últimas palavras, é o caso de observar. Reportagem publicada domingo no Estado mostra que só nesses 2 anos completos do seu segundo período no Planalto Lula passou bons quatro meses e meio no estrangeiro. Foi como se ele tivesse levantado voo no Airbus presidencial de US$ 56,7 milhões em um 1º de janeiro e só voltasse a pousar na Base Área de Brasília em um 17 de maio. Lula definitivamente tomou gosto pela coisa. No seu primeiro biênio, ele fez 39 viagens a 35 países, passando 82 dias fora. Já entre 2007 e 2008, foram 39 deslocamentos a 46 países, que consumiram 138 dias.

Na era da chamada diplomacia pessoal ? em que, de resto, o ir-e-vir dos governantes faz parte da promoção da imagem de cada qual para a opinião pública dos respectivos países ? o problema, naturalmente, é menos o da frequência das viagens, em si mesma, do que o da sua razão de ser. Para onde se vai e com qual finalidade é o que pesa. Em outras palavras, os roteiros de presidentes e primeiros-ministros representam hoje em dia, mais do que nunca, talvez, um indicador seguro da direção das políticas externas dos governos que comandam; ou melhor, da qualidade dessas políticas, tendo em vista, como não poderia deixar de ser, em cada caso, o interesse nacional.

Nesse sentido, é eloquente a extensa relação de países visitados por Lula ? excluídos os da América Latina, da mesma forma como, em levantamento semelhante, caberia excluir as idas de um mandatário francês ou alemão, por exemplo, a nações da União Europeia: em toda parte, geografia é destino, literalmente. (De qualquer maneira, o saldo dos encontros do brasileiro com os colegas da vizinhança é outra história.) Excluam-se também, em consideração às afinidades históricas, as visitas de Lula às antigas colônias portuguesas na África. Mas, para dizer o mínimo, não está claro o que o Brasil ganhou com as visitas do seu presidente a países como o Gabão, Líbia, Namíbia, Vietnã, Burkina Fasso, Congo, Gana, Indonésia?
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Manchetes do dia

Terça-feira, 06 / 01 / 2009

Folha de São Paulo
"Israel amplia a ofensiva e descarta cessar-fogo"
No décimo dia de ataques israelenses ao Hamas, a Europa intensificou os esforços diplomáticos por um cessar-fogo imediato, mas Israel resistiu e aprofundou a incursão militar na faixa de Gaza. Enquanto uma missão da União Européia se reunia com diplomatas de Israel, o Exército ampliava a ação, ocupando áreas usadas para o disparo de foguetes e apertando o cerco à Cidade de Gaza, que teve os primeiros combates de rua. Três soldados de Israel morreram. Após receber a missão da EU, a chanceler Tzipi Livini descartou negociar com o Hamas: “Agimos para mudar uma situação em que o Hamas atinge Israel quando bem entende e Israel se contém. Essa não será mais a equação na região. Quando Israel for atacado, retaliará”. Acusado pela ofensiva, que já matou 541 pessoas – ante 8 israelenses mortos- e destruiu grande parte de sua estrutura de poder em Gaza, o Hamas enviou uma delegação ao Cairo, onde começa hoje a discutir com diplomatas egípcios os termos de um cessar-fogo.


O Globo
"Ação contra a desordem no Rio começa com demolições"
O choque de ordem anunciado pela prefeitura começou ontem pela manhã em oito bairros – do Centro a Madureira, passando pela Barra da Tijuca. Foram apreendidas 50 toneladas de mercadorias, multados 144 veículos - 101 deles em Copacabana - e recolhidos 48 moradores de rua. Num terreno da prefeitura invadido, no Recreio, foram demolidas 34 construções, entre casas, uma igreja e uma cobertura com piscina, sauna e hidromassagem. No local, imóveis eram vendidos por até R$ 100 mil. A operação envolveu duas mil pessoas, entre policiais, guardas e servidores. O secretário de Ordem Urbana, Rodrigo Bethlem, pediu apoio à população. O prefeito Eduardo Paes disse que é trabalho para quatro anos.


O Estado de São Paulo
"Cresce pressão por trégua, mas Israel amplia invasão"
Soldados de Israel combateram militantes do Hamas pela primeira vez na Cidade de Gaza, a capital do território palestino, em meio a uma grande movimentação diplomática com o objetivo de obter um cessar-fogo, após dez dias de ofensiva. Comitivas européias espalharam-se pelas principais capitais do Oriente Médio e sugeriram o envio de observadores para a fronteira, mas Israel rejeitou o apelo, enquanto o Hamas também recusava trégua.
Para os israelenses, o objetivo da ação, que é anular a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra Israel, ainda não foi atingido. Desde o início do conflito, morreram 541 palestinos e 5 israelenses. A crise humanitária em Gaza se acentuou de modo dramático. Segundo os palestinos, mais de cem crianças já morreram nos ataques.


Jornal do Brasil
"Choque de ordem derruba 34 imóveis"
A prefeitura e o governo estadual começaram o tratamento de choque contra a desordem do Rio. Destinada a devolver a legalidade ao espaço público, a operação se espalhou do Centro à orla da Zona Sul, da Zona Norte à Oeste. Foram demolidos 34 imóveis ocupados por invasores, devolvidos aos proprietários outros 12 e coletadas 40 toneladas de material irregular em 10 bairros diferentes.
Cerca de 500 agentes de 10 instituições participaram do primeiro dia da operação. Na Lapa, um grupo de trabalho criado pelo prefeito Eduardo Paes vai apresentar, dentro de 30 dias, um projeto de revitalização da área.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Coluna da Segunda-feira

Falando para as paredes

Renato Nunes
Uma boa técnica para se prever situações futuras é considerar a realidade um processo em permanente transformação. Um dia é diferente do anterior, mas suas raízes estão ali, na véspera. A lógica do dia de hoje está no dia de ontem, e, é claro que a lógica do dia de amanhã estará no dia de hoje. Assim acontece com as semanas, com os meses, anos, séculos, enfim, na história. Ensina-se nas escolas que para entender os acontecimentos históricos buscam-se suas origens. Esse raciocínio vale para todas as áreas das manifestações no planeta. Sejam humanas, animais, vegetais, minerais, geológicas, tudo está em permanente transformação.


Entretanto, essa observação óbvia não trás novidade nenhuma, todos sabem que é assim, só que na prática não se presta muita atenção nisso. Principalmente na administração das cidades.

Naquelas privilegiadas pelo bom senso a previsão do crescimento e a organização física do espaço urbano chama-se planejamento. Assim, a qualidade de vida de amanhã depende da interpretação correta das forças vivas que atuam no município e promovem seu desenvolvimento. São forças econômicas, pressões imobiliárias, de produção industrial, de comércio e uma infinidade de fatores que se interagem, valendo sempre a lei do mais forte e a lei da vantagem. A moderação dessas pressões é o Planejamento. A população no seu sentido geral será sempre a vítima ou a beneficiária das ações ou omissões do planejamento.

Como se vê, compreender o significado e importância dessas forças é coisa para técnicos e especialistas. As ações determinadas pelo planejamento são viabilizadas, transformadas em lei e fiscalizadas pelos políticos. Esse é o papel das Câmaras Municipais e dos Prefeitos, legalmente previsto para garantir o crescimento e a qualidade de vida de suas respectivas cidades. Mas...

Sem esses cuidados o futuro das cidades é o caos. Esta temporada está mostrando que em Ubatuba já estamos no futuro!

Nos últimos trinta anos muito se falou em plano diretor e planejamento como se houvesse de fato alguma preocupação com o que poderia acontecer com a cidade. Os prefeitos e as sucessivas Câmaras apenas ouviam...

Hoje, as hordas ruidosas que tomaram conta das praças, ruas e praias consideram que este está sendo um verão legal. Será que é isso o que pensa o comércio, os restaurantes, a hotelaria, a arrecadação municipal? Se for, acho que o errado sou eu, preciso me reciclar ou mudar de ares. Ubatuba, ame-a ou deixe-a! Versão chumbrega da máxima desenvolvimentista dos tempos do Médici.

Deu no que deu, a Transamazônica abandonada, a Amazônia desmatada e uma dívida externa monumental. Com sobras para os dias de hoje tendo que ouvir o Delfim Neto, o czar da economia da ditadura que perseguia o metalúrgico Lula, afirmar que o único economista que presta no Brasil é o ex perseguido Lula da Silva.

Que valha a lição. Planejar o desenvolvimento seja do país, do Estado ou de um simples município como o nosso não é coisa para autoritarismos ou auto suficiências pessoais articuladas com interesses político eleitorais.

É exatamente o contrário disso.

Felizes para sempre

Amor pode durar mais de 20 anos, diz estudo

Pesquisa mostra que 10% de casais sentem o mesmo que pares em início de romance

BBC

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns casais conseguem se manter apaixonados mesmo depois décadas de união.

Com a ajuda de exames de tomografia, cientistas da Universidade de Stony Brooks, em Nova York, analisaram a atividade cerebral de casais que estão juntos há mais de 20 anos.

Eles descobriram que 10% deles, ao verem fotos de seus parceiros, mostraram as mesmas reações químicas que casais em início de romance.

Pesquisas anteriores sugeriam que a paixão e o desejo sexual de um casal começam a diminuir por volta dos 15 meses de relacionamento e chegam a desaparecer depois de dez anos.

'Cisnes'

"Nossos resultados vão contra essa visão tradicional, mas temos certeza de que o que conseguimos observar é real", disse o psicólogo Arthur Aron, um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, quando os casais de longa data viam fotos de seus parceiros, seus cérebros indicavam um fluxo maior de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

Para os cientistas, a descoberta indica que alguns elementos da paixão amadurecem, permitindo que casais de longa data desfrutem do que chamam de "companheirismo intenso e vivacidade sexual".

Os pesquisadores disseram que esses casais têm o mesmo "mapa amoroso" cerebral que animais que mantêm os mesmos parceiros por toda a vida, como os cisnes, os arganazes e as raposas cinzentas. (Estadão)

Preenchendo o vácuo

Dobra rede civil de fiscalização do poder público

Em 5 anos, subiu de 40 para pelo menos 87 o número [br]de ONGs que se dedicam ao combate à corrupção

Roberto Almeida
A rede civil de combate à corrupção dobrou no País em cinco anos, apontam dados da Voto Consciente e Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), duas das principais ONGs brasileiras de fiscalização do poder público. Elas centralizam hoje uma teia de voluntários, que vigiam os trabalhos em pelo menos 87 cidades. Há cinco anos não passava de 40.


Antes com foco exclusivo nas capitais, trabalho realizado pela Transparência Brasil, agora as entidades alastram-se pelo interior dos Estados. Voluntários orientados pelas ONGs acompanham o dia-a-dia nas câmaras municipais e prefeituras, denunciam casos de corrupção. Com o auxílio da polícia, imprensa e Ministério Público, movem ações civis que por vezes resultam na cassação de mandatos.

A maior parte dos "vigilantes" concentra-se no interior paulista, mas há formação de grupos em todo o Brasil. Tucuruí (PA) e Maués (AM) na região norte, Morro do Chapéu (BA) no nordeste, Nova Xavantina (MT) no centro-oeste e Bombinhas (SC) no sul também têm seus núcleos de combate à corrupção.

Responsável pelos contatos com interessados, Geane Menezes, voluntária da Voto Consciente, conta que o número de parcerias é crescente, com picos em anos eleitorais. Na Amarribo é o mesmo. Desde 2003, as duas ONGs contabilizaram consultas de interessados de 1.551 municípios - 10% de todo o País. Gente querendo saber como "limpar" a administração pública de suas cidades.

O problema, relata Geane, é que nem todo contato se transforma em ação. O entusiasmo pela possibilidade de mudança nas urnas normalmente se esvai em menos de um ano. O medo de intimidações e perseguições aumenta, o número de voluntários diminui. "Há muito fogo de palha", explica a voluntária. "Tem gente que diz ter medo de ser assassinada, de sofrer algum atentado."

Acuadas e com poucos recursos financeiros, algumas iniciativas acabam ficando pelo caminho. Recentemente, a Voto Consciente perdeu núcleos em Jacutinga (MG), Montes Claros (MG), Pouso Alegre(MG) e Santo André (SP).

O entusiasmo eleitoral ao menos renovou o trabalho em outras cidades. Rio Claro (SP), Lavras (MG) e São Bento do Sapucaí (SP) ganharam núcleos de atuação neste ano. "Quando tem um líder, uma pessoa bem empenhada e engajada na continuidade do trabalho é que a coisa vai adiante. É preciso ter tempo. Às vezes estudantes ou aposentados dão conta do recado", ressalta Geane.

É um estudante de ciências sociais, Henrique Parra, que comanda a Voto Consciente de Jundiaí (SP). Ele já realizou avaliação dos vereadores jundiaienses e agora coleta assinaturas para um programa de metas legislativas, na tentativa de conseguir mais transparência no Executivo e Legislativo.
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Crônica

Viagem às nascentes do Rio São Francisco

Marcelo Mirisola*
Além de ser botânico, pesquisador-naturalista e profeta, Auguste de Saint-Hilaire era um escritor, e dos bons. Talvez nem desconfiasse, ou fosse demasiadamente prudente e tivesse tantos caminhos a percorrer que, de certo modo, deixou de prestar atenção nessa particularidade, mas eu – que não sei nem amarrar os sapatos – percebi logo nas suas primeiras linhas. Peguei carona na expedição desse francês genial que nos levaria às nascentes do Rio São Francisco.


O plano era chegarmos lá, onde nasce o rio, em meados do ano da graça de 1817. Posso dizer que não foi nada fácil sair do Rio de Janeiro por conta da burocracia local, e creio que é desinteressante entrar em detalhes dessa primeira etapa diante da perspectiva de viagem tão longa e auspiciosa. Os trâmites burocráticos no Rio entregam as dificuldades e o abandono que Saint-Hilaire sofreria ao longo de todo o percurso. Aliás – ao longo dos seis anos em que esteve aqui em nossas plagas – o abandono foi uma constante na vida de Auguste de Saint-Hilaire, acima de tudo um humanista abnegado. Eu mesmo o deixei na mão várias vezes, podem acreditar.

Depois de um dia e meio que partimos do Rio de Janeiro, rumo a Porto da Estrela, não tenho – como viajante do século XIX – muita coisa a acrescentar aos relatos do próprio Saint-Hilaire. Corria tudo dentro do previsto. Naquela manhã, as maritacas acordaram mais cedo do que o costume, e despertaram o mal-humorado Prégent e todo o grupo de tropeiros. Desde o princípio não fui com a cara desse fulano, o tal de Prégent. Ele fazia o tipo cão-escopeta, uma espécie de ajudante-de-ordens de Saint-Hilaire. Se dependesse do faro dele, eu não estaria aqui, e talvez nem estivesse vivo, e esse relato decerto passaria em brancas nuvens. Mas eu sou insistente, e não me entrego fácil... e também sei como lidar com esse tipo de gente. Foi assim, portanto, que fiz o “pacto” com o verme do tal Prégent: custou-me 500 cruzados. Durante toda a viagem tive de suportá-lo... e ele a mim. Ele que ficasse esperto comigo, filhodaputa.

Como eu dizia, as malditas maritacas estavam fora de controle naquela manhã, e eu fui obrigado a levantar ainda meio cambaleante por conta da dor de cabeça da noite anterior. Quase 38 graus de febre, e a próxima farmácia ficava mais ou menos a uns cem anos de distância. Fazer o quê? Ora, fiz o meu Nescafé e comi um pedaço de bolo de fubá; o resto do grupo encilhava os animais e conversava animadamente sobre as perspectivas do dia que teríamos pela frente; um longo dia a bem-dizer, logo de manhã avistamos um grupo de negros à margem direita do Piabanha: estavam preparando a terra para o plantio do feijão que deveria ser colhido – segundo a estimativa de Saint-Hilaire – em julho próximo.

O francês me chamou a atenção sobre a colheita do feijão logo depois de passarmos pela fazenda do Abade Correia. Também foi pontual ao afirmar sobre o quanto o homem pode realizar na terra com um pouco mais de engenho e esforço.

Só um pouco, diga-se de passagem.

A propriedade do Abade era o exemplo disso. O padre aproveitava a temperatura amena da serra para cultivar um grande número de plantas de origem caucásica e européia. Um homem muito respeitado no Rio de Janeiro por conta de seus conhecimentos em agricultura, e era – garantiu-me Saint-Hilaire – um caso atípico de bom-senso aliado a um tino para os negócios igualmente incomum: porque soube transformar seus conhecimentos em agricultura em dinheiro; muito dinheiro que ganhava vendendo cravos na primavera e, além disso, durante o verão, despachava para Porto Estrela uma tropa de burros carregada de pêssegos, que vendia por aproximadamente 10.000 cruzados. Decerto devia ser um jesuíta, pensei maldosamente. Mas não falei nada para Saint-Hilaire. Uma vez que não queria – ao contrário de Prégent e dos tropeiros contratados – causar mais aborrecimentos e acrescentar preconceitos meus ao já sobrecarregado caminho do empenhado francês. Estávamos apenas no início na expedição. Depois de atravessarmos a propriedade do padre seguimos caminho – umas duas léguas – até chegarmos num rancho extremamente modesto, chamado Sumidouro, onde pernoitamos.
No dia seguinte, rumamos para o norte, da direção do povoado de Boa Vista da Pampulha. Ao longo desse caminho, Saint-Hilaire divertiu-se fazendo perguntas aos negros que logo se identificaram como oriundos de Benguela.


E é exatamente aqui que chamo a atenção dos leitores do século XXI. Confesso que nunca tive muita paciência para lengalengas ecológicos. Quando “comprei” o lombo metafísico de uma mula do século XIX ansiava pelas aventuras do escritor francês, o botânico e o ecologista sinceramente não me interessavam. Ingenuidade minha. Foi aí que tive a dimensão do desapego de espírito de Saint-Hilaire. E entendi que sua grandeza advinha de uma mistura de curiosidade com perspicácia. Vou ser sincero: embora aparentasse ser meio avoado, de bobo ele não tinha nada. E, para alcançar seus desideratos, Saint Hilaire – antes de ser escritor – teria de apelar para o contrário de tudo o que eu, até então, acreditava ser o melhor que podia tirar dele próprio; o que significava – em suma – descartar a vaidade, tatear e abaixar a guarda para chegar ao ponto ideal de dissecação; eis o método do francês. Um homem que fazia ciência no lombo de uma mula e que se divertia indagando os negros de Benguela da mesma forma que estudava as plantas, os mapas, os pássaros e o seu entorno. Nada escapava ao olhar de Saint-Hilaire. A partir dessa premissa, cotejou a agricultura que esses negros faziam na África com o sistema que adotaram aqui nas terras do Brasil.

Os negros disseram a Saint-Hilaire que, aqui como em seu país, o trabalho dos homens era o de derrubar e queimar as terras, ao passo que as mulheres e crianças cuidavam do plantio e da colheita. Vou citar ipsis litteris a conclusão que ouvi – e anotei – de Saint-Hilaire: “A semelhança entre as práticas seguidas em Benguela e as adotadas pelos brasileiros não nos deve, entretanto, levar a concluir que em agricultura os negros, os bárbaros e os escravos tenham sido necessariamente os mestres dos portugueses, mais ‘civilizados’ (as aspas são minhas). Quando estes chegaram à América já encontraram em uso entre os indígenas os métodos de cultivo que agora adotavam. Sendo bem provável que a honra caiba aos índios de terem sido seus mestres, e não aos africanos. Entretanto, mesmo que os portugueses não tivessem tido diante dos olhos esse exemplo, a dura necessidade haveria em breve de forçá-los a adotar o modelo indígena. De fato, que alternativa restava a eles, ao se verem diante de uma mata virgem e necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo?”

Taí um homem consciencioso, e nada histérico. Como é que ele podia objetar o comportamento dos predadores diante das dificuldades que ele mesmo experimentara em seu dia-a-dia? Seria injusto reprovar a fome da onça em detrimento do vôo da caça, foi o que ele me garantiu. Havia um equilíbrio de forças premente. Todavia, Saint-Hilaire não se conformava em ser apenas justo, ia além, repito: era um cientista. E, sob este aspecto, implacável.

Palavras dele: “Porém podemos culpar os seus descendentes, e com razão, por continuarem a queimar florestas quando há agora à sua disposição tanta terra limpa e pronta para o cultivo; por privarem sem necessidade as gerações futuras dos grandes recursos que oferecem as matas; por correrem o risco de despojar as montanhas da necessária terra vegetal e tornar seus cursos d’agua menos abundantes; finalmente, por retardarem o progresso de sua própria civilização disseminando o deserto à sua passagem, à medida que buscam novas matas para queimar”.

Só para lembrar, o ano da graça era o de 1816.

E a conversa que ouvi entre Saint-Hilaire e os negros de Benguela revelaria ainda o abolicionista e um homem dotado de um senso de humor profético que chega até a arrepiar esse treco conflitante e cheio de culpa que eu – ainda... – insisto em chamar de minha alma. Vou ser sincero. Se eu não apear da mula metafísica antes da próxima crônica (o que é mais provável), espero continuar essa viagem com Saint-Hilaire até chegar às nascentes do São Francisco. Que Deus e o Imperador nos protejam, e que Prégent não me encha muito o saco.
*Marcelo Mirisola, 42, é paulistano, autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô, O azul do filho morto (os três pela Editora 34), Joana a contragosto (Record), entre outros.

Opinião

Projetos conflitantes

Editorial do Estadão
O velho e nefasto hábito parlamentar de deixar para aprovar matérias importantes nas últimas sessões do ano, quando as votações se estendem pela madrugada e os congressistas, ansiosos por entrar em férias, não se preocupam com a qualidade técnica dos projetos que estão aprovando, acaba de produzir uma situação surrealista no âmbito da legislação processual penal. Ao regulamentar a utilização do sistema de videoconferência, pela Justiça criminal, a Câmara e o Senado aprovaram dois projetos colidentes e o enviaram no mesmo dia à sanção do presidente da República.

Restará a Lula sancionar um projeto e vetar o outro na íntegra. Tudo começou quando a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto de lei encaminhado pelo governo do Estado, autorizando os juízes criminais a adotar o sistema de videoconferência. Desde a década de 90, magistrados, promotores e autoridades carcerárias paulistas vinham afirmando que o deslocamento de réus de alta periculosidade, presos em estabelecimentos penais de segurança máxima no interior, para prestar depoimento ou participar de audiências no fórum criminal da capital, tem um alto custo para os cofres públicos, uma vez que obriga a Polícia Militar (PM) a manter uma frota de veículos e mais de 2 mil policiais fortemente armados apenas para fazer a escolta.

Em média, os gastos da PM com o deslocamento de um preso comum é de R$ 2,5 mil. Se o preso é de alta periculosidade ou pertence à cúpula de uma facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), esse custo pode aumentar para mais de R$ 20 mil. Além disso, alertavam os juízes, promotores e autoridades carcerárias paulistas antes da decisão da Assembleia Legislativa, as quadrilhas aproveitam o deslocamento de presos para tentar resgatar cúmplices, o que põe em risco a segurança da população.

O problema é que, apesar de a videoconferência ser uma medida necessária e oportuna, o governo paulista não tinha competência legal para apresentar projetos de lei em matéria de legislação processual penal. Como a Constituição atribui essa prerrogativa à União, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). E, há cinco meses, ao julgar um pedido de habeas-corpus impetrado por um preso condenado por crime de roubo que havia prestado depoimento na Justiça estadual por videoconferência, a Corte reiterou o entendimento de que somente a Câmara e o Senado podem aprovar alterações nos Códigos Penal e Processual Penal.
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Manchetes do dia

Segunda-feira, 05 / 01 / 2009

Folha de São Paulo
"Israel divide Gaza e rejeita trégua"
Forças israelenses avançaram em direção às principais cidades de Gaza e fizeram um bloqueio que dividiu o território em dois.
Confrontos diretos causaram a primeira baixa de um soldado israelense desde o início do conflito, que chega hoje ao décimo dia.


O Globo
"Tropas israelenses dividem Gaza e sitiam maior cidade"
Tropas de Israel dividiram a Faixa de Gaza em duas zonas separadas, impedindo a movimentação entre o Norte e o Sul. Após sofrer pesados bombardeios, a Cidade de Gaza, a mais populosa do território palestino, foi sitiada por colunas de tanques e tropas de infantaria, levando fome, frio e desespero aos moradores.


O Estado de São Paulo
"Gaza é sitiada e dividida por Israel"
O Exército de Israel dividiu a Faixa de Gaza em duas e cercou a principal cidade no oitavo dia do conflito que já deixou mais de 500 palestinos mortos – pelo menos um quarto deles civis – e 2 mil feridos. Nos ataques de ontem, morreram 42 palestinos.


Jornal do Brasil
"Cidade da Música vai exigir mais R$ 120 mi"
O novo secretário de Obras do Rio, Luiz Antônio Guaraná, calcula que a Cidade da Música vai consumir pelo menos R$ 120 milhões da prefeitura, e não R$ 87 milhões, como informou o ex-prefeito Cesar Maia. Em visita às obras, Guaraná, a secretária das Culturas, Jandira Feghali, e o arquiteto Christian de Portzamparc, autor do projeto, constataram a extensão dos problemas: falta de esgoto, erros de execução e até focos de dengue identificados no local.
 
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