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Opinião
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O aliado oculto do desmate Editorial do Estadão O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se regozija com a receptividade, no exterior, do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê a redução do desmatamento na Amazônia em 73% até 2017. O plano, de fato, teve boa aceitação na 14ª Conferência dos Países Signatários da Convenção do Clima, das Nações Unidas, realizada semana passada em Poznan, na Polônia - apesar das duras críticas das ONGs ambientalistas brasileiras. Pela primeira vez, afinal, o governo se rendeu ao imperativo de fixar metas para a diminuição do desmate da Floresta Amazônica, abandonando o argumento puramente defensivo de que os estrangeiros querem preservá-la como uma reserva botânica para o seu desfrute, ao passo que o interesse nacional é o de promover o desenvolvimento da região, onde vivem 24 milhões de pessoas. A fixação de metas, por si só, não assegura o seu cumprimento - está aí o Protocolo de Kyoto para mostrar a distância entre intenções e resultados no ...
Manchetes do dia
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Terça-feira, 16 / 12 / 2008 Folha de São Paulo "Amorim defende mais autonomia em decisões da AL" Na visão do chanceler brasileiro, Celso Amorim, a cúpula Americana Latina-Caribe que acontece amanhã na Bahia funcionará como um manifesto pela indepência decisória da região –uma espécie de “América Latina (mais o Caribe)para os latinos-americanos’’. A opinião constrata com a chama Doutrina Monroe, lançada em 1823 pelo presidente dos EUA Jomes Moroe como o lema “ A América para os amercianos ``. “È inacreditável que seja necessário, nesses 200 anos (após a independência das nações latino-americanas), que os países da região tenham que se reunir na presença de poderes externos”. Amorim citou EUA, Espanha e Portugal como os “poderes externos” e disse não ser desejável” nem “possível” que os EUA recuperem a hegemonia no subcontinente: “Eles não querem”. Na cúpula do mercosul, não se chegou a um acordo para eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, que caracteriza uma união ...
Coluna da Segunda-feira
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Bate papo Renato Nunes Tenho muita admiração pelo Celso de Almeida Júnior, meu colega de coluna neste blog viboroso. Ele às sextas, eu às segundas. Conheço o Celso há muito tempo, porém, raramente conversamos, o corre-corre e os afazeres tão distantes não permitem encontros freqüentes. Mas agora, pelo Víbora poderemos trocar idéias, só que públicas. Ao me dirigir a ele não posso usar a mesma linguagem que usaria num encontro casual de calçada. É pena, um bom palavrão às vezes diz muito melhor as coisas que num texto educado ficam escondidas. Passa-se a idéia, mas dificilmente o sentimento. Essa charada é coisa para os poetas, ou para os iluminados. Tentarei fazer o melhor possível. Sua pequena crônica da última sexta feira chamou minha atenção para dois pontos que tem tudo a ver com o desenvolvimento desta cidade, e por esse motivo resolvi fazer alguns comentários de ordem pessoal. O primeiro refere-se ao loteamento da Ponta das Toninhas e a vista que dali se tem sobre toda a praia. Le...
Crônica
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Entrevista Marcelo Mirisola* Concedi parte dessa entrevista (que não foi publicada) a Marcio Renato dos Santos, jornalista do Correio do Povo. Depois disso, alonguei algumas respostas. 1. Há adultos que seguem adolescentes. Em momentos de sua obra, épossível flagrar personagens com comportamentos assim: adulteen. Você analisa que hoje é bem comum ser adulteen? Impossível responder a essa pergunta sem chancelá-la. Eu teria de partir da sua premissa, qual seja, que escrevo para adultos abestalhados. Ou que sou um deles. È evidente que não vou fazer isso. Mas nada me impede dar alguns pitacos sobre o tema. Vamos lá. Existem marmanjos que se fantasiam de Mangá, que vibram com a subida do Corinthians para a primeira divisão,e acham que o futebol vai acabar porque o Vasco caiu pra segundona.Tem gente que acredita que o Obama vai salvar o mundo porque é preto, enfim, que acha que o Ronaldinho é um traidor porque trocou o Flamengo pelo Corinthians e – eventualmente – cata uns travecos. Tem gen...
Ubatuba em foco
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Alegria cidadã Corsino Aliste Mezquita Li com alegria cidadã o artigo: “CAMINHO INVERSO”, de Celso de Almeida Júnior, (Ubatuba Víbora 05-12-08). De público congratulo-me com seu autor pelo estilo adotado e a sabedoria transmitida para os leitores perspicazes, conscientes, intuitivos e que pensam “EDUCAÇÃO” como um processo livre de dualismos, plural e aberto, sem distinção de classe, cultura, religião, raça ou origem. Processo que respeite a Constituição Federal, a legislação complementar e não conte com “sonhos subsidiados”. O autor merece o apoio da sociedade, na manifestação de coragem para enfrentar esses “sonhos subsidiados”, “sem medo de ser queimado em praça pública”. Pena que, até o momento, tenha sido a única voz a discordar dos “sonhos subsidiados” e a pretender colocar “cada macaco no seu galho”. Mesmo em processo de pregar as velas, por circunstâncias de vida e idade, posso lembrar ao corajoso autor que, repassando a história, de agosto de 1997 a finais de 1998, encontrará ...
Opinião
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Astrologia econômica Carlos Alberto Di Franco O Brasil de hoje, independentemente das sombras que pairam no quadro financeiro mundial e que, queiramos ou não, toldarão o horizonte da nossa economia real, é um emergente respeitável. Os tucanos atribuem nossa boa performance às sementes plantadas no governo FHC. Já os petistas, embalados nos notáveis índices de aprovação presidencial, jogam todas as fichas na conta do presidente Lula. Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, com seus erros e acertos, contribuíram positivamente para que chegássemos ao atual patamar. Fernando Henrique modernizou o Estado. Lula iniciou o resgate da fatura social. A história, distanciada das paixões e livre dos juízos precipitados, fará justiça aos presidentes. O Brasil melhorou. É indiscutível. Todos reconhecem que estamos mais preparados para enfrentar a acomodação posterior aos abalos sísmicos. O clima de sinistrose, no entanto, renasce constantemente. E ultrapassa, de longe, a gravidade obj...
Manchetes do dia
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Segunda-feira, 15 / 12 / 2008 Folha de São Paulo "Decreto não barra venda de tele para estrangeiro" Nada impede que a tele nacional resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi seja vendida a estrangeiros após sua constituição. Nem o decreto presidencial que permitiu o negócio nem os acordos de acionistas proíbem que um grupo estrangeiro de fora da telefonia fixa do país adquira a nova tele, cuja formação foi chancelada pelo Planalto. O Globo "Alta do dólar elevará preço de energia e remédios" A crise financeira e, principalmente, a alta do dólar vão elevar tarifas públicas no país, como energia elétrica, além de preços de medicamentos, que poderão subir até 6,5% ano que vem, segundo analistas. O Estado de São Paulo "São Paulo deve rever leilão de rodovias" Três das cinco empresas vencedoras do leilão de concessão de estradas paulistas realizado em outubro estão perto de serem desqualificadas, informa a repórter Renée Pereira. As garantias apresentadas p...
Teatrinho em um ato
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Letras ensandecidas Por Sidney Borges Médico Você está bem doutor Padilha, a pressão está ótima e o coração parece de menino. O peso está um pouco acima. Vai ter que cortar doces e massas. Padilha Claro meu caro Antonio Alberto, sempre confiei na tua capacidade. Desde que você foi meu calouro na faculdade. Corto tudo o que você pedir. Menos as volachas. Médico Volachas? O que é isso? Padilha Volachas eu não sei. Porque você pergunta de volachas? Eu disse que você pode pedir para eu parar de comer qualquer coisa, menos volachas. Fui claro? Adoro volachas. Médico Padilha eu disse bolachas, sinônimo de biscoitos. Você pode comer duas por dia e nada mais. Padilha Sinto no ar que você tem sérios problemas de discriminação auditiva. Eu disse volacha e você fica falando em volacha e viscoito. Melhor parar com isso, está ficando tarde. Médico Está bem, de agora em diante duas bolachas de água e sal por dia e nada mais. Padilha Engrossou de vez. Pra mim volacha é só de vaizena, o resto é imita...
Ditadura
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AI-5 influenciou regimes militares na América do Sul, dizem analistas Ato que deu plenos poderes a Costa e Silva completou 40 anos neste sábado. De Buenos Aires para a BBC Brasil O Ato Institucional Número 5 (AI-5), que deu poderes ilimitados ao governo militar do presidente Artur da Costa e Silva e que completa 40 anos neste sábado, acabou servindo de "exemplo" para os golpes militares em outros países da América do Sul, segundo analistas. "Com o AI-5, começou um novo modelo de ditadura militar na região que serviu de exemplo para o golpe militar no Uruguai e no Chile, em 1973, e na Argentina, em 1976", disse à BBC Brasil o professor de ciências políticas da Universidade Autônoma do Chile, Ricardo Israel. Segundo ele, aquele "novo modelo de ditadura" não queria somente "derrubar" os comunistas, naqueles tempos de Guerra Fria, mas também implementar um novo sistema político e econômico. "Os militares tinham uma visão totalitária que incluía ...
Marketing
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Faltou um Duda Mendonça Sidney Borges Na foto acima há dois momentos da Russia. À esquerda uma imagem recorrente da velha União Soviética, camponesas trabalhadoras, plenas de dignidade e amor ao país. À direita a modelo Kseniya Sukhinova vencedora do concurso Miss Mundo 2008, em Joanesburgo, na África do Sul, no último sábado, dia 13. O comunismo não investiu em marketing e, como diria Lula, sifu. Um teste básico, qual das imagens você prefere? No Brasil só Oscar Niemeyer apontaria a da esquerda, mas certamente com uma das mãos escondida. Fazendo figa. De bobo o Oscar não tem nada.
Família
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Meus queridos ancestrais Sidney Borges À esquerda Albanus Borges, coletor de ovos de codornas e vendedor de esquilos caramelados. Numa luminosa tarde de verão Albanus, sempre distraído, foi atropelado por avestruzes que fugiam de um tigre dente-de-sabre, tendo uma delas bicado sua cabeça à guisa de coco, fato que o magoou profundamente. Albanus entrou em depressão, não saindo da caverna por muitas luas. Passou a temer o trânsito, fobia transmitida aos descendentes. A todos, até a este escriba. No meio a bela e faceira Antonieta Borges, mulher de Albanus, com quem teve 8 filhos. Antonieta, temendo rugas e dívidas, fontes de mais rugas, saiu mundo afora em busca da eterna juventude. E quem sabe um marido centrado, engenheiro ou padeiro. Morreu velhinha na Patagônia onde virou fóssil. À direita o indivíduo conhecido por Ricardão da pré, inventor de coisas estranhas. Dizem que rondava o pedaço, desde aquele tempo fofoqueiros falam mal das pessoas. Seu destino foi trágico, deixou a vida de ...