Perigo para as contas externas Editorial do Estadão O Brasil poderá crescer em ritmo acelerado no próximo ano, com mais produção, mais emprego, mais consumo e melhores condições de vida para milhões de famílias. Este é o lado melhor das projeções. Mas a expansão da economia não sairá de graça. Parte do preço será, quase certamente, uma deterioração das contas externas. Os analistas do mercado financeiro e das grandes consultorias já calculam esse efeito. Esses prognósticos aparecem no relatório da pesquisa Focus, uma consulta realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) a uma centena de instituições. Segundo as últimas previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 5%, o superávit comercial diminuirá dos US$ 25,20 bilhões estimados para este ano para US$ 13,40 bilhões e o déficit em conta corrente aumentará de US$ 17,25 bilhões para US$ 35,50 bilhões. Neste ano, de acordo com a pesquisa Focus, o ingresso de investimento direto, calculado em US$ 25 bilhões, deve ser bem mais que su...