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Dominique

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Opinião

Esperando o japonês Falar do Brasil e da crise tem prioridade para mim Gabeira Quando voltava da padaria, empurrando a bicicleta, fui abordado, de forma simpática, por um leitor. Por que escrevia apenas sobre Dilma e o governo? Não é um simpatizante do PT, muito menos de Dilma. Mas fixar-se nisto, de uma certa forma, reduz o vasto horizonte cultural, disse. Respondi que concordava com ele. Mas, no momento, não conseguia me esquecer da crise em que nos metemos. No caminho de casa, pensei: poderia estar escrevendo sobre Clarice Lispector, Frida Kahlo ou mesmo Simone de Beauvoir. Para ficar apenas nas que voltaram à evidência. Clarice foi uma das admirações literárias da juventude, e agora seus contos são reconhecidos nos Estados Unidos. Frida Kahlo, cuja casa, transformada em museu, na Cidade do México, tornou-se um ícone popular. E a velha Simone reapareceu no vestibular do Enem. Hoje tenho algumas divergências. Mas seu livro “O segundo sexo” inspirou um artigo que publiquei no “...

U.V.

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Manchetes do dia

Domingo 13 / 12 / 2015 O Globo " Temer promete mais poder para atrair partidos " Siglas da base, como PR, PP e PSD, teriam mais espaço num futuro governo Planalto tenta reagrupar seus aliados e pressiona ministros e governadores para ampliar os votos favoráveis à presidente O grupo político do vice-presidente Michel Temer lançou ofensiva junto a parlamentares da base aliada, como os de PR, PP e PSD, para aprovar o impeachment da presidente Dilma. Na linha de frente dessa equipe estão ex-ministros, como Eliseu Padilha, e ex-deputados do PMDB, como Sandro Mabel e Geddel Vieira Lima, informam Simone Iglesias e Júnia Gama. São oferecidos mais espaços no governo e a garantia de que emendas parlamentares serão incluídas nos programas dos ministérios. Já o governo tenta reagrupar sua base, valendo-se da influência de governadores aliados e ministros.           Folha de S. Paulo " Após 13 anos de PT, 68% não veem melhora de vida " No período, rend...

Dominique

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Opinião

Temer está pintado para a guerra Elio Gaspari Quando Dilma Rousseff disse "confio e sempre confiei" no vice-presidente Michel Temer, pois "não tem que desconfiar dele um milímetro", sabia que essa era uma construção da realidade própria na qual é capaz de viver. Nela, doutorou-se em economia pela Universidade de Campinas, foi presa por delito de opinião e, como se sabe, o país vive o momento da "Pátria Educadora". As pedaladas fiscais foram uma mentira contábil, o Trem-Bala e a ferrovia chinesa que uniria o Atlântico ao Pacífico foram delírios palacianos. Mesmo admitindo-se que todos os governos mentem, o perigo não está apenas nas patranhas, mas no mentiroso que acredita no que diz ou se julga livre para dizer qualquer coisa, dando por entendido que se deve acreditar nele. Enquanto a doutora derramava sua confiança em Michel Temer, estava a caminho do Planalto uma carta do vice-presidente na qual, fugindo ao seu estilo aveludado, disse o seguinte: ...

U.V.

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Manchetes do dia

Sábado 12 / 12 / 2015 O Globo " Dilma, Renan e Janot contestam rito de Cunha " Pareceres afirmam que cabe ao Senado decidir se abre ou não processo STF julgará, na próxima quarta-feira, qual deve ser a tramitação da ação contra a presidente no Congresso As regras defendidas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para o impeachment da presidente Dilma foram contestadas ontem em três frentes. A AGU, que representa Dilma, o procurador-geral, Rodrigo Janot, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, enviaram ao STF pareceres sustentando que cabe ao Senado a palavra final sobre a abertura do processo, caso o plenário da Câmara autorize a ação. A presidente só seria afastada após a decisão do Senado, e não a partir da aprovação na Câmara. Dilma contesta ainda a aceitação do impeachment por Cunha. Janot é contra a votação secreta para a comissão especial. O STF vai julgar no dia 16.        Folha de S. Paulo " Rito do impeachment opõe Renan a Cunha " ...

De Havilland Canada DHC-4 Caribou #5

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Coluna do Celsinho

Carta Celso de Almeida Jr. Inspirado na inusitada carta de Michel Temer para Dilma Roussef, escrevo a minha, dirigida à outra personalidade ficcional. Lá vai... Senhor Papai Noel: Consuetudo consuetudine vincitur (Um costume é vencido por outro costume). Por isso, pensando em mudança, lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo o que me chega aos ouvidos das conversas nas ruas. Esta é uma carta muito pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo. Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha credulidade. Tenho-a revelado ao longo destas cinco décadas. Lealdade pautada desde os livrinhos de histórinhas da pré escola. Sei quais são as funções de um brasileiro. Ao meu natural bom humor conectei aqueles contos aprendidos na infância. Entretanto, sempre tive ciência do absoluto descaso do senhor e dos seus duendes em relação a mim e aos meus amigos. Descaso incompatível c...

Dominique

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Opinião

O circo de Cunha Estadão Não há limites para o deputado Eduardo Cunha quando se trata de criar obstáculos ao processo que corre contra ele no Conselho de Ética, aproveitando-se do poder conferido pelo cargo de presidente da Câmara. A cada dia é a mesma rotina: aguarda-se para ver qual nova chicana Cunha usará para impedir que aquele colegiado afinal possa decidir o destino do deputado – que, assim exige o País, deve ser o da cassação, abrindo caminho para que ele responda na Justiça pelos crimes dos quais é acusado com fartura de provas. A esta altura, as atitudes de Cunha e de sua tropa de choque oferecem não apenas uma aula, mas um curso completo de desfaçatez e de insulto aos brasileiros, que constrange até mesmo um Congresso cujo padrão de comportamento não é dos melhores. Assim, o mínimo que se espera de seus pares é que afastem Cunha da presidência da Câmara, para que o processo possa ter seu curso normal e que se restabeleça um pouco de decência num conselho que tem a palav...

U.V.

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Manchetes do dia

Sexta-feira 11 / 12 / 2015 O Globo " Temer ameaça retirar apoio do PMDB a Dilma " Vice avisou que partido poderá antecipar convenção e rompimento Na conversa de anteontem, a primeira após vazamento da carta à presidente, peemedebista deixou claro que não trabalhará contra nem a favor do impeachment; ontem ela exonerou aliado do presidente da Câmara da CEF Depois da crise provocada pela carta do vice Michel Temer, a conversa entre ele e a presidente Dilma, anteontem, foi amistosa só nos relatos oficiais. Dilma ouviu explícita ameaça de rompimento do PMDB com o governo. Em meio à guerra do impeachment, o vice advertiu que a convenção do PMDB será antecipada, caso Dilma se intrometa em assuntos do partido. Ela, porém, trabalhou ontem para que Leonardo Picciani retome a liderança do PMDB.      Folha de S. Paulo " Ex-relator do caso Cunha fala em oferta de propina " Pinato era a favor da continuidade do processo de cassação Fausto Pinato (PRB-S...

Dominique

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Opinião

A grande obra de Dilma Estadão Depois de garantir o pior desempenho da economia desde 1990, quando o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 4,35%, a presidente Dilma Rousseff adiciona mais uma grande marca a seu currículo, produzindo a maior inflação em 12 anos. Em novembro de 2002, a taxa acumulada em 12 meses chegou a 11,02%, como consequência de uma campanha eleitoral conturbada, muita especulação, fuga de capitais e enorme pressão sobre o câmbio. No mês seguinte, a alta de preços arrefeceu e o número final foi de 9,30%. Apesar de tudo, naquele ano a produção cresceu 2,66%. O contraste em relação ao ritmo da atividade é inegável. Quando sair o balanço econômico de 2015, ninguém se surpreenderá se o PIB tiver diminuído 3,50% ou até mais. O desastre geral já aconteceu. Nos 12 meses terminados em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 10,48%, e o resultado final do ano, tudo indica, permanecerá em dois dígitos. Basta uma taxa de 0,40% em dezembro para se al...

U.V.

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Manchetes do dia

Quinta-feira 10 / 12 / 2015 O Globo " Conselho propõe destituir Cunha para conseguir julgá-lo " Decisão foi tomada depois de sexto adiamento de sessão Uma série de recursos regimentais resultou ontem na troca do relator do processo de cassação do presidente da Câmara; partidos também recorrem ao STF para tirá-lo do cargo Depois de um festival de manobras que levou ao sexto adiamento da sessão que decidiria pela abertura ou não de seu processo de cassação, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, passou a ser alvo dos colegas. Integrantes do comando do Conselho de Ética apresentaram projeto que pede o afastamento cautelar de Cunha da presidência enquanto o processo por quebra de decoro tramitar na Câmara. Os parlamentares o acusam de interferência na condução do caso. Com argumentos semelhantes, PSOL e Rede recorreram ao STF pedindo que Cunha deixe o cargo. Advogados do deputado se anteciparam e apresentaram ao Supremo sua defesa. O rito para a cassação foi reiniciado on...

Dominique

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Opinião

Uma aliança condenada Estadão A carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff – fato político mais relevante desde o início do processo de impeachment –, mais do que revelar detalhes nada surpreendentes do conturbado relacionamento político entre as duas mais altas autoridades na hierarquia do Executivo, evidencia uma das características mais marcantes do petismo e que está fortemente impregnada no temperamento da chefe do governo: a incapacidade de manter com aliados políticos relações de genuína parceria. Os petistas se consideram monopolistas da virtude ungidos com a exclusividade da missão de redimir os fracos e oprimidos. Por essa razão, desconfiam de todos os não petistas, inclusive daqueles a quem precisam se aliar com a intenção de que estejam sempre a seu serviço. Movida por esse sectarismo que no seu caso pessoal parece irredimível, Dilma Rousseff repetiu com Michel Temer o mesmo erro que cometera no início do ano com Eduardo Cunha. Embalada pela arro...