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Coluna do Rui Grilo

A prática e a teoria Rui Grilo Um conhecido pesquisador inglês de teoria do currículo relata que houve uma época em que as escolas que atendiam a classe popular, por não terem recursos e laboratórios de ciências, recorriam a coisas do cotidiano para ilustrarem as aulas. Por exemplo: a observação dos ovos de aves (galinhas ou patas) e as diferentes partes do ovo – casca, gema, clara – e as transformações que ele sofre quando é cozido, frito ou posto para chocar. Outro exemplo: a germinação das sementes. Esse tipo de atividade foi englobado no currículo como “história das coisas”. Provavelmente, por partir de coisas que faziam parte do cotidiano, aproveitavam o saber já construído na vivência cotidiana como alicerce para novas aprendizagens. E os alunos dessas classes começaram a ter um bom aproveitamento escolar. Naquela época havia a figura do supervisor que visitava as escolas e submetia os alunos a uma sabatina oral e começou a constatar que esses alunos estavam tendo um desempe...
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Opinião

Petróleo e política americana Editorial do Estadão O catastrófico vazamento de petróleo no Golfo do México poderia ter sido uma excelente oportunidade para o presidente Barack Obama promover um dos itens de maior destaque em sua campanha eleitoral: a limitação das emissões de dióxido de carbono (CO2) por meio de créditos de carbono, negociáveis no mercado (cap and trade). Como ficou patente, além da queima de derivados de petróleo ser uma das maiores fontes de poluição, a sua exploração em águas profundas pode causar desastres de proporções gigantescas. Os EUA, como outros países, têm que se preparar para uma era pós-petróleo, investindo mais em biocombustíveis, energia solar, eólica, das marés e hidreletricidade. A ironia é que, nos EUA, o desastre da plataforma Deepwater Horizon da BP está produzindo o contrário do que se poderia esperar: a oposição republicana acirrou os ataques ao presidente, como uma vingança pelas acerbas críticas feitas pelos democratas ao ex-presidente Geo...
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Manchetes do dia

Segunda-feira, 28 / 06 / 2010 Folha de São Paulo "G20 propõe redução de gastos dos países ricos" Comunicado atende a pressão de emergentes e aborda crescimento A quarta cúpula do G20 (maiores economias do mundo mais a União Europeia) terminou no Canadá com um acordo para cortar à metade os déficit dos países avançados até 2013, informa Andrea Murta, enviada especial a Toronto. Por pressão do EUA e de economias emergentes, como o Brasil, o texto final contemplou também a necessidade de evitar que os ajustes prejudiquem o crescimento, ainda frágil em uma fase de recuperação. Como previsto, o comunicado final foi um híbrido que permitiu a ambas as correntes cantar vitória. Brasil e outros queriam priorizar recuperação e geração de empregos. Os europeus estavam concentrados em controlar a alta do déficit público, temerosos de seu efeito no mercado. O Estado de São Paulo "G-20 decide cortar gastos pela metade até 2013" Para analistas, decisão representa vitór...
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Copa do Mundo

Tá explicado Sidney Borges Bomba! Bomba! O repórter Fred-Brasil, o mais fiel dos repórteres desta terra varonil, descobriu o segredo da FIFA. Os bandeirinhas da Copa 2010 foram recrutados no Instituto Padre Chico. Só assim podemos explicar o primeiro gol da Argentina. Tevez, de toalha, sabonete e havaianas estava na banheira mexicana. Impedido que só ele. Todo mundo viu, só o bandeirinha não viu. E o Juiz, que é um panaca, também não. Dois a zero para a FIFA. (Com apoio da agência Tainha Press) Twitter
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Copa do Mundo

A culpa é da FIFA Sidney Borges O Juiz é humano e como tal tem o direito de errar, mas quando o erro é da magnitude do cometido hoje, não há perdão. O auxiliar foi pior, todos que estavam no estádio viram a bola entrar, só o bandeirinha não viu. Impossível não ver. Teria havido má fé? Será que o distinto foi á África do Sul passear? A FIFA precisa agir. Urgente! Com a tecnologia de imagens disponível no século XXI, as arbitragens futebolísticas ainda usam métodos do século XIX. O erro absurdo influenciou diretamente no resultado, quem vai indenizar os prejudicados? A Inglaterra levou dois gols e correu atrás do prejuizo, marcou um e depois outro. No segundo a bola bateu na trave e no chão e, devido ao efeito, voltou ao campo de jogo. Ao tocar o solo o fez meio metro dentro do gol alemão. Gol legítimo, as câmeras do estádio mostraram com clareza. A não validação constituiu um autêntico desrespeito a...
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Opinião

Ficha limpa, teoria e prática GAUDÊNCIO TORQUATO - O Estado de S.Paulo Nunca foi tão evidente na esfera eleitoral a diferença entre teoria e prática. Em teoria, uma batelada de brasileiros não poderá pleitear mandatos na eleição de outubro próximo em razão da recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que candidatos com ficha suja, tanto os condenados por um colegiado antes da sanção da Lei da Ficha Limpa quanto os que vierem a ser condenados depois, estarão impedidos de buscar o voto. Na prática, muitos tentarão driblar a disposição legal, dentre eles os quase 5 mil agentes públicos que o Tribunal de Contas da União (TCU) tornou inelegíveis. Na teoria, o sonho acalentado por brasileiros de todas as classes está prestes a se realizar com a aplicação rigorosa da importante lei encaminhada ao Congresso Nacional com o endosso de 1,6 milhão de assinaturas. Na prática, o sonho poderá não resistir às peripécias de uma turma que, inconformada, dará plantão nos sinuosos corred...
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Manchetes do dia

Domingo, 27 / 06 / 2010 Folha de São Paulo "Governo e Oi negociam parceria em satélite" Estimado em R$ 710 mi, projeto da tele desperta interesse de militares Depois de ressuscitar a Telebrás para gerir o Plano Nacional de Banda Larga, o governo Lula estuda parceria com a Oi para lançar um satélite brasileiro de uso militar e comercial. O custo do projeto é estimado em R$ 710 milhões, informam Elvira Lobato e Valdo Cruz. A proposta foi apresentada a Lula pelos acionistas controladores da tele, e o presidente gostou da ideia. Segundo assessores presidenciais, a parceria é vantajosa diante do custo elevado. Além disso, dizem eles, um satélite de uso exclusivo da União ficaria ocioso, e a Oi tem a simpatia do Planalto por ser brasileira. O país não tem satélite de controle totalmente nacional. Sua construção é defendida por militares e órgãos que cuidam de dados sigilosos, como a Receita. O Estado de São Paulo "Ministério Público quer reduzir indenizações já pagas...
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Corrida armamentista

José Goldemberg: “O Brasil quer a bomba atômica” Para o físico, ao defender o direito nuclear do Irã, Lula deixa a porta aberta para fazer a bomba Peter Moon O Brasil aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) em 1998, durante o governo FHC. O tratado tem 189 signatários. Entre as exceções estão Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte – países detentores de arsenais nucleares. Desde 2008, os Estados Unidos pressionam o Brasil a assinar o Protocolo Adicional do TNP. Mais restritivo, o protocolo obriga os países a abrir quaisquer instalações suspeitas à inspeção. O Irã não aderiu e construiu uma usina secreta, revelada em 2009. O Brasil se recusa a assinar o protocolo e defende o direito do Irã de ter a energia nuclear – oficialmente apenas para fins pacíficos. Para o físico José Goldemberg, uma autoridade internacional em assuntos de energia, essas são evidências, somadas a outras, de que o Brasil busca a posse de armas nucleares. Leia mais Twitter

Copa do Mundo

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Jabulani  em questão Sidney Borges A Jabulani voltou à baila. A discussão em torno da esfericidade da redonda é tanta que a FIFA prometeu investigar. Uma coisa é inegável, se a bola atrapalha uma equipe, atrapalha igualmente à que se lhe opõe. Na Copa de 2010 o que está atrapalhando não é a bola, mas o tratamento que os craques vem dando a ela. Jabulani é um nome bonito, em tempos passados certamente Jorge Ben, ou Babulina, teria criado o samba da Jabulani. Com muito balanço. A bola está tão famosa que tem gente querendo pegar carona. Físicos do mundo inteiro fazem ensaios e concluem com base na lógica matemática que o gol não foi gol, mas um incidente quântico irreversível. Eu imagino ser pouco produtivo e nada conclusivo estudar a bola em laboratórios e túneis de vento. E com base nos dados obtidos prever as possíveis trajetórias em estádios cheios de ar turbulento. Mas enfim, quando não há engenho e arte tudo atrapa...
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Opinião

As absurdas cotas na TV paga Editorial do Estadão A TV por assinatura no Brasil necessita de nova regulamentação legal. Em primeiro lugar, para unificar a legislação do setor, pois hoje vigoram leis diferentes e conflitantes para cada uma das três modalidades de TV paga: uma lei para a TV a cabo, outra para a TV via satélite e uma terceira para a TV via rádio (UHF e MMDS). Em segundo lugar, para ampliar a competição no setor. Foi com esses dois objetivos principais que o Congresso começou a discutir há três anos o Projeto de Lei 29/2007 (PL 29). Mas, como tem ocorrido em outras ocasiões, parlamentares apresentaram emendas totalmente estranhas ao objeto central da lei - os penduricalhos. A mais polêmica dessas emendas, do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), propõe a fixação de cotas para filmes e documentários brasileiros, a serem inseridos obrigatoriamente nos canais a cabo dublados ou legendados em português, com o propósito de proteger a produção e distribuição de conteúdos naciona...
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