terça-feira, fevereiro 16, 2016

Manchetes do dia

Terça-feira 16 / 02 / 2016

O Globo
"Nova manobra pode livrar Cunha no Conselho"

PTB substitui opositor por um aliado do presidente da Câmara

Relator da Lava-Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki retira o sigilo de um dos inquéritos sobre o deputado na Corte

Na primeira reunião do ano, marcada para hoje, o Conselho de Ética da Câmara deverá mudar a composição de forças no processo de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Lava-Jato. Uma manobra do PTB trocará o deputado Arnaldo Faria de Sá, opositor de Cunha, por Nilton Capixaba, que deve votar contra a abertura do processo de cassação. Hoje, o placar está em apertados 11 a 9 contra o presidente da Casa. Cunha negou interferência na nova manobra.

Folha de S.Paulo
"Governo e 17 Estados cortam recursos contra epidemias"

Redução entre 2014 e 2015 afetou combate a doenças como dengue e zika

Governo federal, 17 Estados e o Distrito Federal cortaram gastos em prevenção e controle de doenças infecciosas em 2015, quando o país entrou em alerta por causa da epidemia de dengue e de casos de microcefalia associada ao vírus da zika. Segundo levantamento da Folha, desembolsos federais caíram 9,2% entre 2014 e 2015, de R$ 5,1 bilhões para R$4,6 bilhões. Já as despesas estaduais cortaram até 85% no período. Estado com mais casos confirmados de microcefalia associada ao zika, Pernambuco gastou 29% a menos (de R$ 33,7 mi para R$ 24,1 mi). Esses recursos são usados em campanhas de prevenção, combate a vetores (caso do mosquito Aedes aegytpi), manutenção de laboratórios, entre outras ações. Em 2015, a epidemia de dengue bateu recorde no Brasil, com 1,6 milhão de casos notificados e 863 mortes. Procurado, o Ministério da Saúde diz ser “equivocada” a análise da Folha. A pasta fala em alta de 29% das despesas autorizadas (não necessariamente realizadas). A Folha optou por considerar somente os gastos efetivos. Os Estados dizem que ações não foram realizadas por falta de verba.    

O Estado de S.Paulo
"Moro diz ao TSE que há prova de propina em campanha do PT"

Juiz da Lava Jato atrela ‘esquema criminoso da Petrobrás’ a ‘doações eleitorais registradas’; governo alega que menção não se refere a Dilma

O juiz Sérgio Moro informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, em sentença da 13.ª Vara Federal, em Curitiba, ficou “comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobrás para doações eleitorais registradas”. O ofício do responsável pela Operação Lava Jato atendeu a solicitação da corte, que tem quatro procedimentos abertos a pedido do PSDB para apurar irregularidades na campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff. A sentença se refere a processo contra executivos da Mendes Junior e Setal Óleo e Gás e envolve suposto repasse de R$4 milhões ao PT por meio do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em março. “Por ora, é a única sentença prolatada que teve fato da espécie como objeto.” O governo alega que o ofício de Moro não cita a campanha de Dilma e os tesoureiros do PT e do comitê da reeleição eram diferentes. Quem cuidou das contas da campanha foi Edinho Silva. 
           

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